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tendencia de carreira Administração Pública

Tendência de Carreiras – Administração Pública

Faculdades: abaixo
Salário no auge: R$ 7.000
Auge da carreira : 10 anos

Administração Pública

Mercado em expansão para Administradores Públicos 

O administrador público se diferencia do administrador de empresas pela formação voltada para promoção do interesse social e distanciada da busca pelo lucro. Essa característica, a princípio, parece restringir o mercado de trabalho dos administradores públicos exclusivamente aos cargos governamentais. No entanto, existe um outro campo de atuação para esses profissionais: o trabalho em Organizações Não-Governamentais (ONGs).

A administração pública fora dos órgãos estatais é um campo que vem crescendo nos últimos anos, em função da política adotada no país. Segundo o professor Sérgio Azevedo Fonseca, coordenador do Conselho do curso de Administração Pública da UNESP, o Estado vem se afastando do exercício de certas gestões públicas, que passaram a ser desempenhadas por outras entidades.

“Essas funções vem sendo ocupadas por instituições que se situam entre o Estado e as empresas”, diz o professor. São ONGs, fundações e sociedades civis, instituições sem fins lucrativos que precisam de um administrador com uma visão voltada para o interesse público e não só para o aspecto financeiro.

Por outro lado, as ONGs pensam que é preciso ter mais do que ideal e vontade para mudar o quadro social: organização e profissionalismo são também fundamentais. Para isso, as ONGs estão recrutando cada vez mais profissionais qualificados no mercado de trabalho. A busca por profissionais qualificados visa dotar as ONGs de melhores condições para defender suas causas com mais profissionalismo, receber mais recursos e, consequentemente, melhorar os serviços prestados.

Os trabalhadores do Terceiro Setor observam que quem trabalha em uma ONG está abrindo um caminho porque não existem cursos universitários, nem cadeiras específicas para este tipo de atividade. O aprendizado é feito na prática. A única diferença entre trabalhadores do Terceiro Setor e outros que atuam em empresas tradicionais é que, o primeiro grupo, tem que ter visão social do trabalho e estar afinado com a causa em questão.

À medida que o país se moderniza, mais eficientes devem ser os serviços prestados por seus órgãos governamentais. Os profissionais responsáveis por essa eficiência e pela organização desses serviços são os administradores públicos e os gerentes de políticas públicas.

Mercado de trabalho e perspectivas

O mercado de trabalho para administradores públicos e gerentes de políticas públicas é promissor. Com a profissionalização e modernização do serviço público, essa carreira tende à expansão, a exemplo do que ocorre nos países desenvolvidos. Com a descentralização da administração pública, as prefeituras, por exemplo, têm assumido cada vez mais funções e procurado empregar esses profissionais para traçar suas políticas sociais e gerenciar sua máquina administrativa. Outro bom campo de trabalho para esses profissionais são as Organizações Não-Governamentais (ONGs), fundações e instituições filantrópicas voltadas para o setor público.

Condições de Trabalho

Os administradores públicos e os gerentes de políticas públicas trabalham geralmente em ambientes fechados e refrigerados, usam computadores e têm entre seus auxiliares secretárias, escriturários, assistentes sociais, economistas, contadores, sociólogos, estatísticos e pesquisadores. Longas reuniões fazem parte do cotidiano desses profissionais, que precisam estar preparados para liderar grandes equipes formadas por especialistas de diversos setores. Nessas reuniões, coordenam as discussões, avaliam as tendências do grupo e cobram desempenho. Geralmente trabalham 40 horas semanais, mas a jornada pode aumentar um pouco quando há atrasos no cronograma de algum projeto.

Algumas universidades oferecem o curso de administração com habilitação em administração pública, entre elas:

Administração Pública – Universidades federais (UF):

BA: Salvador – UFBA
DF: Brasília – Universidade de Brasília (UNB)
PE: Recife – UFPE
PB: João Pessoa – UFPB
RJ: Itaguaí – UF Rural (UFRRJ)

Outras instituições:

MG: Belo Horizonte – Escola de Governo de Minas Gerais
MG: Belo Horizonte – Faculdades Minas Gerais
DF: Brasília – Centro de Ensino Unificado de Brasília
DF: Brasília – Fundação Escola Nacional de Administração Pública (ENAP)
ES: Vitória – Faculdades Associadas Espírito-Santenses – FAESA
PA: Belém – Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana
RJ: Rio de Janeiro – Fundação Escola do Serviço Público
SP: São Paulo – Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Pós-graduação em Administração Pública:

Universidades federais (UF):

DF: Brasília – Universidade de Brasília (UNB)
RN: Natal – UFRN
BA: Salvador – UFBA
SC: Florianópolis – UFSC
PE: Recife – UFRPE

Outras instituições:

RJ: Rio de Janeiro – Fundação Getulio Vargas (FGV)
SP: São Paulo – FGV

Administradores públicos precisam ter curso superior de administração, com habilitação ou pós-graduação em administração pública. Para concorrer ao cargo de gerente de políticas públicas não é preciso ser formado em administração. Os concursos costumam exigir apenas que o candidato tenha curso superior, geralmente nas áreas de economia, administração ou direito.

O SENAI oferece também a possibilidade de negociar convênios para ministrar as aulas nos próprios estaleiros. Já há dois acordos em andamento: o primeiro com o Mauá-Jurong, em Niterói, e o outro com o Brasfels (antigo Verolme) em Angra dos Reis.

 

Publicado em:As Tendências

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