Engenharia Naval - Vestibular1

Engenharia Naval

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Engenheiros Navaix são Assediados

Faculdades: abaixo

Salário no auge: R$ 10.000

Auge da carreira : 12 anos

 

Engenharia Naval

Há algum tempo o aluno ia à escola, terminava o curso e depois levava um tempão para achar um trabalho. Agora é muito diferente; mal terminou a graduação e já tem patrão na porta da sala de aula querendo levar aluno para o trabalho. Parece exagero, mas cenas como estas são cada vez mais comuns nos corredores de escolas de engenharia naval no Rio e em São Paulo.

Segundo o coordenador do curso de graduação em engenharia e oceanografia da Escola Politécnica da UFRJ, Eduardo Serra, o boom do setor do Petróleo está fazendo com que as instituições de ensino sejam assediadas por armadores e donos de estaleiros atrás de formandos.

Segundo o professor, que é também pesquisador do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/RJ, eles fazem consultas, enviam convites e se aproximam do recém-formado sem qualquer cerimônia. Eduardo Serra conta que recentemente, a Petrobrás fez um concurso apenas para engenheiros navais e que muitos alunos do Instituto foram aprovados.

Ele conta também que engenharia naval é a segunda categoria de engenheiros que a Embraer mais contrata, depois do aeronáutico. Outras empresas preferem o contato por currículo, indicação ou pela internet. As últimas oportunidades foram as vagas abertas pelo Departamento de Engenharia Naval da Marinha e a empresa Brás Fels-Mauá , antigo Verolme, em Angra dos Reis.

O coordenador do Centro de Tecnologia de Solda do Senai, Wladimir Gonçalves Jr., reconhece que o setor naval está aquecido e que as empresas estão procurando as escolas, desde quando a Petrobrás fez aos estaleiros brasileiros as primeiras encomendas de pequenos reparos em suas plataformas.

Gonçalvez revela, entretanto, que a estatal já vinha há algum tempo querendo deixar de fazer o trabalho de manutenção das plataformas na Ásia porque a qualidade do serviço não era boa, o que fez a empresa decidir que o conserto e a até a construção de navios seriam feitas gradativamente no Brasil. Hoje várias empresas estrangeiras, principalmente coreanas, estão se associando a armadores e a estaleiros brasileiros para atender as necessidades da Petrobrás em alto mar e, por tabela, gerar novas redes de negócios.

O diretor de recursos humanos da Fels Setal, empresa coreana associada ao estaleiro Verolme, José Carlos de Menezes concorda com o professor Eduardo Serra, da UFRJ, e com o coordenador do Centro de Soldagem do SENAI, Wladimir Gonçalves Jr., que o Brasil tem mão de obra preparada, mas acha que é preciso alguns reajustes no ensino.

Segundo ele, durante os anos em que a Indústria Naval estava em baixa, o curso de engenharia se esvaziou. Ele conta que houve uma verdadeira fuga também de engenheiros dos demais cursos tradicionais para trabalhar nas áreas bancaria, financeira e informática.”É preciso resgatar a engenharia tradicional”, reclama Gonçalvez. Por isso ele diz que encontra dificuldades para encontrar pessoal de nível superior.

Entre a população de renda mais baixa o problema é o contrário: o sindicato dos trabalhadores portuários de Angra dos Reis tem uma lista de 140 mil pessoas das mais diversas funções, ávidas para voltar ao trabalho. “Quem fica ansiosos são eles quando chegamos na sede do sindicato”, diz Wladimir Gonçalves. Ele explica que é só levar um trabalhador destreinado para o estaleiro e ensiná-lo as técnicas enquanto trabalha. A Brasfels está fazendo contatos com instituições como Senai, com a Faetec e com a Escola Técnica Naval da Marinha para a realização de programas de capacitação.

Onde aprender as profissões do mar – Engenharia Naval

No Brasil existem apenas duas universidades federais que oferecem o curso de engenharia naval (bacharelado): a do Rio de Janeiro e a de São Paulo. O curso de engenharia naval tem duração de cinco anos e é uma habilitação do curso de engenharia oferecido pelas universidades. No Rio, a Pós-Graduação (mestrado e/ou doutorado) é feita no Programa de Engenharia Oceânica da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia (COPPE/RJ).

Em relação ao ensino técnico, a Firjan está investindo no Centro de Tecnologia de Solda, na Tijuca, para manter cursos de formação de mão-de-obra para serem ministrados na sede do centro na Tijuca. Veja a lista completa dos diversos tipos de processos de soldagens, ensaios não destrutivos e cursos nas áreas de materiais.

Há também as aulas da Escola Técnica Henrique Lage, do Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante do Barreto, ligada à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Os cursos ministrados periodicamente são: Técnico em Estruturas Navais; Técnico em Informática, Técnico em Máquinas Navais e Técnico em Mecânica. A Escola Técnica Henrique Lage fica na Rua Guimarães Junior, 183, Barreto, Niterói/RJ, tels. (0xx21) 2624 1167 e (0xx21) 2628 0200.

Veja também um e-mail recebido: Li o artigo sobre aquecimento da indústria naval no Brasil e a procura por Eng. Navais. Tenho a comentar que a Faculdade de Tecnologia Fluvial de Jahu, interior do Est. de São Paulo, forma Tecnólogos Fluviais em dois dos seus cursos superiores, sendo para a Construção e a Administração de Embarcações. Reconhecido pelos armadores e estaleiros, os seus egressos já estão trabalhando em todos os estados brasileiros suprindo a carência de mão de obra especializada do setor.

Em Itajaí (SC), o Senai oferece três cursos (Eletricista Instalador Industrial, Eletricista Naval e Soldador Eletrodo Revestido).

O SENAI oferece também a possibilidade de negociar convênios para ministrar as aulas nos próprios estaleiros. Já há dois acordos em andamento: o primeiro com o Mauá-Jurong, em Niterói, e o outro com o Brasfels (antigo Verolme) em Angra dos Reis.

 

 

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