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Tendências de Carreiras - Polícia Militar

Tendências de Carreiras – Polícia Militar

Oriente-se entre carreiras em alta!

Carreira militar tem seleção rigorosa e garante estabilidade.

Confira abaixo o sucesso da farda.

Tendências de Carreiras – Polícia Militar

Por causa de emprego e salários seguros, cresce em todo o país a procura pelos cursos de oficiais das três Armas e da Polícia Militar

Os jovens estão batendo às portas dos quartéis. Estudantes com boas notas, originários de escolas particulares que antes sonhavam exercer profissões como a de médico ou economista, hoje preferem fazer vestibular para seguir a carreira de oficial das Forças Armadas ou da Polícia Militar. Os números comprovam. Desde o ano passado, as inscrições para oficiais da Marinha aumentaram 2,5 vezes.

Na Aeronáutica, o crescimento foi de 62%. Dezesseis mil candidatos se inscreveram para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. E o mais surpreendente: no maior vestibular do país, a Fuvest, a carreira de oficial da PM paulista figura como a quarta mais procurada, atrás apenas das tradicionais Medicina, Direito e Engenharia.

Não se trata de moda: o número de candidatos cresce ano a ano desde 1997, quando a PM escolheu a Fuvest para executar o exame, tornando a carreira oficial uma das mais concorridas nos cursinhos de São Paulo.

O aumento da procura agrada aos militares. O maior número de candidatos melhora a qualidade da seleção, afirma o capitão-aviador Paulo César Andari, da Academia da Força Aérea de Pirassununga, no interior de São Paulo, onde mais de 14 mil estudantes se inscreveram para o vestibular neste ano.

O nível socioeconômico melhorou, constata o tenente-coronel João Cristiano Queiroz, comandante da Academia de Polícia Militar Dom João VI, no Rio. Temos filhos de médicos e empresários. O interesse pelo curso da PM triplicou desde 1996 e hoje os candidatos prestam o mesmo vestibular dos alunos que buscam uma vaga na concorrida Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

O fenômeno se estende a outros Estados. Na Academia Militar de Paudalho, em Pernambuco, cresce o número de jovens que trancaram cursos em outras faculdades para tentar a carreira militar. Carlos Fernando de Souza Santos, de 19 anos, passou no vestibular de Química e de Engenharia em duas das melhores universidades do Recife, mas optou por se integrar à PM.

O motivo: o curso lhe permite reunir estudos e esporte, ponto forte da formação militar. Mas não é apenas a ênfase na vida ao ar livre e nos esportes que atrai tanta gente para a carreira. Oficiais de todas as Armas acreditam que o ingresso garantido no mercado de trabalho, a boa assistência médica e o salário integral na reserva (a aposentadoria dos militares) são bons chamarizes nestes tempos de incerteza.

O ingresso numa faculdade militar assegura soldo mensal de R$ 300 a R$ 600 durante os três ou quatro anos de graduação. Os formados saem como aspirantes a oficiais e, em meses, são promovidos a tenentes, aptos para funções de comando, com a segurança de um salário inicial que pode ser de R$ 1.800 na Marinha e na Aeronáutica. Temos ascensão profissional garantida e plano de carreira definido, confirma Renata da Silva, 20 anos, do Dom João VI.

Não sem alguns sacrifícios. Os cursos de preparação de oficiais só aceitam alunos solteiros que se disponham a passar por um rigoroso teste de aptidão física e psicológica. O candidato deve ter visão perfeita, peso ideal e saúde satisfatória. Nas academias funciona o regime de internato, a disciplina é rígida e os alunos são constantemente testados e submetidos à hierarquia.

Nada disso parece intimidar os candidatos. O estudante Rodrigo Anauate Ghattas, 16 anos, mora e estuda em um bairro de classe média alta de São Paulo. Ele desistiu de Medicina e faz planos para se submeter à Escola Preparatória de Cadetes – 3a série do ensino médio de acesso à Academia Militar de Agulhas Negras.

Ser oficial é tão difícil quanto ser médico, mas meu futuro na medicina não estaria garantido, afirma. A opção surpreendeu o pai, o administrador de empresas Sarkis Ghattas, cuja imagem das Forças Armadas estava associada aos tempos duros do regime militar. Superado o susto, Ghattas tratou de informar-se sobre o assunto e visitou o quartel. As coisas mudaram e ele vai estar muito bem amparado, consola-se.

Meu pai queria morrer quando soube da minha opção, afirma Tatiana de Matheus, inscrita no vestibular para a PM na Fuvest, referindo-se à rejeição que a farda costuma despertar na geração que viveu a repressão dos anos 70 e não está disposta a ver os filhos enfrentar a violência deste final de década. Os jovens de hoje não têm a memória da ditadura que assombrou seus pais e avós, avalia a antropóloga Teresinha Bernardo, da PUC de São Paulo.

Ela se recorda do pavor com que identificava em suas aulas, pelo modelo dos sapatos, os militares disfarçados para flagrar discursos subversivos. Os filhos dessa geração não têm medo do coturno. Ao contrário. Sentem-se atraídos por ele.

As escolas militares, tanto as que oferecem formação puramente militar como as que formam engenheiros, possuem cursos considerados bons, como ITA, e são bastante procuradas. Na Escola Preparatória de Cadetes do Exército de Campinas (99 km a noroeste de São Paulo), mais de 17,7 mil inscritos disputaram as 470 vagas oferecidas – uma relação alta, de 38 candidatos por vaga. Para quem terminou o ensino médio, há opções como prestar vestibular para engenharia aeronáutica ou mesmo tornar-se combatente.

Os candidatos que já possuem nível superior têm a possibilidade de fazer parte do chamado Quadro Complementar ou entrar para a Escola de Saúde do Exército, por exemplo. A carreira proporciona estabilidade de emprego, e há possibilidade de aperfeiçoamento por meio de cursos de especialização. Em São Paulo, existe a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, que faz a seleção de novos cadetes pelas provas da Fuvest.

Tendências de Carreiras – Polícia Militar

Na primeira fase, o candidato presta o vestibular normalmente, mas na segunda só há provas de português e redação. Na fase eliminatória, são feitos exames psicológico, de saúde e físico. Outros requisitos comuns em escolas militares são a idade máxima (26 anos) e a altura mínima (1,60 cm para mulher e 1,66 cm para homem).

Há ainda uma quarta fase, em que a vida e o perfil psicológico são investigados. Uso de droga ou furto podem impedir a admissão. A academia oferece a cada ano 220 vagas, 187 para homens e 33 para mulheres. Após todas as etapas, os candidatos aprovados no Curso de Formação de Oficiais, de nível superior, são admitidos.

O cadete começa recebendo cerca de R$ 700. Soraya Corrêa Gouvêa, 30, capitã da PM, instrutora de educação física e chefe da seção de orientação, diz que atualmente os candidatos têm perfil variado. Muitos têm parentes ou amigos policiais.

Tendências de Carreiras – Polícia Militar – Curso exigente

Mas o que leva a entrar na carreira é o ideal, segundo Soraya. (O futuro policial) tem que gostar da profissão porque ela é algumas vezes ingrata. Alguns acham que, após quatro anos estudando, passam para área administrativa. Nos dois primeiros meses, uma parte dos ingressantes -bem pequena- sai. O curso exige bastante empenho tanto físico quanto intelectual.

Na academia, os alunos acordam às 6h (regime de internato), têm estudos pela manhã, à tarde e à noite (nos dois primeiros anos). Além disso, fazem policiamento na capital paulista e em eventos ao longo do ano, como Operação Verão, no litoral, Carnaval e corridas de Fórmula 1.

O curso inclui disciplinas como psicologia e direito e aquelas voltadas para a formação de policiais militares. Entre elas estão tiro defensivo, maneabilidade a cavalo e técnicas e táticas de policiamento.

Ao terminar o curso, o cadete é declarado aspirante-a-oficial e vai para batalhões de São Paulo.

Vinícius da Silva Figueiredo, 19, aluno do segundo ano, conheceu a profissão por amigos da família que são PMs em Assis (SP). A maioria da turma, inclusive ele, diz, sonha entrar em tropas especializadas (cavalaria, choque etc.), que atuam em casos que envolvem risco, como rebeliões.

Como se candidatar

Inscrições vão de julho a outubro e só valem para solteiros

Exército

Academia Militar das Agulhas Negras (Resende, RJ): para homens de até 19 anos. Acesso pela Escola Preparatória de Cadetes (Campinas, SP) a partir da 2a série do ensino médio.

Instituto Militar de Engenharia (RJ): ambos os sexos, com ensino médio completo*, de 16 a 21 anos.

Aeronáutica

Academia da Força Aérea (Pirassununga, SP): homens e mulheres (só Intendência) de até 21 anos com ensino médio completo*.

Marinha

Escola Naval (RJ): para homens de até 22 anos com ensino médio completo*.

Homens e mulheres com ensino médio completo*. Cada Estado tem a própria academia de formação.

* Ou em conclusão.

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Mulheres

O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos, tem o único curso de engenharia aeronáutica do país e um dos vestibulares mais disputados.

No ano de 2000, as primeiras alunas do ITA terminaram o curso, que admitiu o ingresso de mulheres em 1995.

 

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Publicado em:As Tendências

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