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Profissão do futuro

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Piloto de ROV: a profissão do futuro

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Operar um submarino robô que navega pelo fundo mar. Acompanhar seus movimentos em terra firme e direcioná-los através de um controle remoto. Pode até parecer vídeo-game, mas é trabalho. A profissão é piloto de ROV (sigla em inglês para robôs subaquáticos controlados remotamente), uma das mais novas e promissoras do País, pois estes operadores estão sendo recrutados para a exploração de petróleo em águas profundas, a camada pré-sal. Este profissional tem de dominar a tecnologia e falar inglês. Quem conta mais sobre esta profissão é Eduardo Meurer, instrutor de ROV, formado no Instituto Shirshov, academia Russa de Ciências e sócio-diretor do Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental (NUTECMAR), em Santos (SP), um dos poucos centros de treinamento do País a capacitar mão-de-obra para operar esta tecnologia.

O que é um ROV?

Os ROVs – do inglês Remotely Operated Vehicle – são robôs submarinos de observação à distância do fundo do mar, equipados com câmeras de vídeo e sensores e operados por controle remoto. Em terra firme ou dentro de uma embarcação, o piloto comanda e acompanha todo seu trajeto, através das imagens geradas pelo robô, que são transmitidas em tempo real em um monitor de TV. Estes submarinos são importantes por serem pequenos e proporcionarem movimentos perfeitos ao navegarem pelo fundo do mar, podendo chegar a pontos impossíveis para os mergulhadores e vasculhar locais em que o espaço é re strito, como tubulações e partes de navios naufragados. Por isso, auxiliam no trabalho destes profissionais, principalmente em casos que ofereçam riscos.

Em que mercados o profissional, piloto de ROV, pode ser inserido?

Os pilotos de ROV podem ser inseridos no promissor mercado offshore de petróleo e gás, com a exploração de recursos em águas profundas. Também em inspeções de cascos de navios e de cais em áreas portuárias, operações de segurança marítima e de resgate e inspeção e acompanhamento de obras de engenharia sob a água. Além disso, são importantes no monitoramento de fazendas marinhas, aquicultura e pesquisas científicas.

Quais são as expectativas para esta profissão no País?

O mercado de pilotos de ROVs já está há tempo consolidado no segmento de exploração offshore de óleo e gás no Brasil. Mas com as novas descobertas do pré-sal muitas oportunidades ainda serão abertas. Por outro lado, os mercados inshore e inland (nas regiões costeiras e interiores) ainda estão praticamente virgens em nosso País e quem enveredar por essas áreas tem grandes chances de se dar bem.

Como é a rotina de um piloto de ROV?

No mercado offshore de óleo e gás o piloto normalmente opera ROVs grandes, que podem pesar facilmente uma tonelada ou bem mais e preparados para executar trabalhos em grandes profundidades. Estes pilotos normalmente ficam embarcados, trabalhando em alto mar por períodos de 15 dias ou mais. Já os pilotos de ROV inshore ou inland são aqueles que operam ROVs menores em inspeções de cascos de navios ou estruturas de cais e em inspeções de pontes, barragens, condutos e t urbinas de usinas hidrelétricas, piscinas de resfriamento ou acondicionamento de material radioativo em usinas nucleares, vistorias de sistemas de tratamento de água e de esgoto, aquicultura e fazendas marinhas etc. Há ainda pilotos que operam ROVs em missões de policiamento marítimo e segurança portuária e em pesquisas biológicas, oceanográficas e arqueológicas subaquáticas. Enfim, havendo água, não há limites para a aplicação dessa tecnologia.

Um piloto de ROV precisa ser mergulhador ou engenheiro?

Ninguém precisa ser mergulhador para operar um ROV, uma vez que é o robô quem mergulha por nós. O segmento de óleo e gás, aqui no Brasil, exige que o piloto ou trainee seja inscrito no CREA, com, no mínimo, formação técnica em áreas como eletricidade, eletrônica, hidráulica, mecânica ou mecatrônica. Para ingressar em um curso de piloto de ROV em outros países, basta que o aluno comprove ou ateste experiência em alguma dessas áreas. Ou seja, o único País que exige o credenciamento em um órgão de classe para o ingresso em um curso ou na profissão, que eu saiba, é o Brasil.

O que você acha desta exigência?

Se por um lado isso pode ser adequado para garantir que o candidato possua a expertise necessária para resolver problemas técnicos com um robô que deixa de funcionar em alto mar – situação em que ele mesmo tem de ser mecânico e eletricista –, por outro lado tal exigência engessa o mercado. Por exemplo: um aluno oceanógrafo, que fala inglês fluente e é especialista em acústica submarina – e, diga-se de passagem, sonares e sistemas de posicionamento de ROVs são pura acústica submarina – que se formou como piloto de ROV, apesar de toda sua experiência e vivência com equipamentos sofisticados em alto mar, teria menos chances no merc ado de óleo e gás do que um técnico em hidráulica de 19 anos de idade que nunca subiu em uma embarcação, mas que tem o CREA. Uma empresa internacional que opera no Brasil contrataria o oceanógrafo imediatamente para trabalhar nos Estados Unidos, mas não poderia fazê-lo por aqui. O que importa, em meu entender, deve ser a experiência do candidato, sua formação, sua intimidade com o mar e com o isolamento, seus cursos técnicos, ou seja, o conjunto de seus conhecimentos e habilidades. O registro no CREA deveria ser mais uma ferramenta bem-vinda para atestar habilidades específicas através de uma entidade renomada, mas jamais deveria ser fator limitante. Caso contrário o mercado de óleo e gás pode perder a chance de ter grandes cérebros, com experiência no mar, em seus quadros de funcionários.

Como são os salários nesta profissão?

A área carece de profissionais e, por isso, trata-se de uma atividade bastante valorizada. Um trainee pode começar recebendo um salário entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Já quando piloto formado pode vir a ganhar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês, ou muito mais.

E com quantos anos de dedicação pode-se chegar a R$ 10 mil mensais?

Isso depende muito da política e dos equipamentos da empresa contratante e das qualificações do candidato ou profissional, claro. Vale deixar claro que o salário de um piloto pode ser menor, ou, até mesmo, muito maior do que R$ 10 mil. Um trainee pode levar entre 2 e 5 anos para se tornar um piloto no mercado offshore. Adiantar o processo depende muito de sua competência e formação. Já quem opera ROVs em outros segmentos normalmente trabalha por empreitada, sem vínculo empregatício com o contratante. É normal em um bom contrato que o piloto chegue a ganhar R$ 3.000 em uma semana de trabalho, fora as diárias de aluguel de equipamento e des pesas de hospedagem e alimentação. Serviços mais longos, ganhos maiores, claro.

Qual o índice de empregabilidade nesta área? Há muitas vagas?

No segmento offshore é muito significativo e ficará cada vez maior nos próximos anos. Porém, candidatos que não dominam a língua inglesa têm chances bem menores na área, onde é comum trabalhar com equipes internacionais. Os demais segmentos são muito promissores, já que são pouco explorados em nosso País e também menos restritivos.

Podemos dizer que o operador de ROV é uma das profissões do futuro?

Como em outras profissões, quem começa primeiro, atinge o topo antes. Poucas profissões são tão fascinantes e de futuro tão promissor quanto a de um piloto de ROV no Brasil.

Mesmo falando em futuro, já podemos citar fatos que fazem parte da história dos ROVs?

Sem dúvida. Graças a esta tecnologia, foi possível fazer a emblemática exploração do navio naufragado “Titanic”, a quase 4.000 metros abaixo da superfície do mar. Outro marco histórico para os ROVs foi o vazamento de petróleo a 1.500 metros de profundidade no Golfo do México. Os robôs submarinos foram fundamentais para solucionar o problema, decorrente da explosão de uma plataforma de exploração da British Petroleum, ao largo da costa dos Estados Unidos. Recentemente os destroços do Air Bus do voo 447 da Air France, que desapareceu no Atlântico em junho, foram localizados por submarinos robóticos autônomos, os AUVs. Os ROVs serão empregados para a tentativa de resgate das caixas pretas e de corpos das vítimas junto ao que sobrou de partes da fuselagem da aeronave, no fundo do mar.

Fundadores do NUTECMAR

Eduardo Meurer, instrutor de mergulho, gestor ambiental e especialista em Aplicação das Energias Renováveis, é sócio-diretor do Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental – NUTECMAR. Mergulhador profissional e cinegrafista submarino, é formador de instrutores – Instructor Trainer – de ROV (Remotely Operated Vehicle – veículos subaquáticos controlados remotamente), credenciado pela Gnom ROV/Indel-Partner no Instituto Shirshov de Oceanologia da Academia Russa de Ciências. Foi editor-chefe de revistas e websites especializados em mergulho, náutica e meio ambiente e é autor do livro Segredos Submersos do Atlântico.

Marcelo de Arantes Gentil é analista de sistemas e sócio-diretor do NUTECMAR (Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental). Capitão-amador pela marinha do Brasil e Yachtmaster Commercialy Endorsed pela Royal Yachting Association do Reino Unido, acumulou a experiência de quatro travessias do Oceano Atlântico e uma do Oceano Pacífico a bordo de veleiros e de mega-iates, em que trabalhou durante anos ocupando diversas posições a bordo (deck-hand, imediato, capitão, divemaster e engenheiro de bordo). Participou de diversas expedições importantes de pesquisa submarina e apoio a equipes de filmagem de documentários. É instrutor de ROV credenciado pela GNOM/Indel-Partner através do Instituto Shirshov de Oceanologia, Moscou.Busca a tecnologia de ponta na capacitação de novos profissionais voltados a atividades marítimas e subaquáticas.

Eric Joelico Comin é biólogo marinho e sócio-diretor do NUTECMAR (Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental). Biólogo e consultor efetivo do Instituto Laje Viva, atua também como monitor ambiental do Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Instrutor de mergulho pela NAUI (National Association of Underwater Instructors) possui cerca de 4.000 imersões registradas. Participa ativamente como palestrante em simpósios de biologia marinha e oceanografia. Como pesquisador, realizou diversas expedições de Monitoramento Ecológico de Amb ientes Recifais pela Conservation International, foi consultor técnico da Expedição Recifes Profundos da Bahia e consultor científico de documentários para televisão. É instrutor de ROV credenciado pela GNOM/Indel-Partner através do Instituto Shirshov de Oceanologia, Moscou.

 

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