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MAUÁ leva duas equipes para disputa da 15ª edição do BAJA SAE BRASIL-PETROBRÁS

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Alunos de Engenharia e Design do Produto finalizam os projetos dos carros

As equipes estão em contagem regressiva. A expectativa é grande. Em alguns dias, o talento de universitários de várias partes do Brasil estará sendo colocado à prova na 15ª edição do BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS. Com a esperança renovada, as equipes Mauá 1 e Mauá 2, formadas por alunos dos cursos de Engenharia e Design do Produto, finalizam os projetos dos dois veículos off road que representarão o Instituto Mauá de Tecnologia nesta que é uma das mais tradicionais e importantes competições estudantis do gênero no País. A versão 2009 do evento contará com 73 equipes de 57 instituições de ensino superior do Brasil e dos Estados Unidos. No total, 14 estados mais o Distrito Federal participarão da disputa que acontece de 19 a 22 de março e terá como palco o Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, interior de São Paulo. As duas equipes que obtiverem melhor pontuação na soma geral classificam-se para representar o Brasil, em junho, na prova da SAE International nos EUA.

O BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS desafia os estudantes a projetar e construir veículos que serão avaliados por especialistas em provas dinâmicas. Para viabilizar os projetos, os próprios alunos devem buscar os patrocínios. A Mauá participa da competição desde sua primeira edição, em 1995. Animação e otimismo embalam os preparativos das equipes da instituição rumo à versão 2009 da competição. Desde meados de dezembro, os estudantes estão empenhados nos novos projetos e não medem esforços para alcançar um bom resultado. Por causa disso, as férias de fim de ano foram encurtadas, os finais de semana são passados na oficina do campus de São Caetano do Sul e algumas noites em claro ainda serão necessárias até o embarque para Piracicaba. Voltar ao pódio é a grande motivação das duas equipes para esta edição da competição.

“A equipe está bastante otimista quanto ao resultado. Todos se esforçaram muito para melhorar o carro e obter um resultado positivo. Confiamos que estaremos entre os primeiros colocados”, afirma Gabriel Calfa Barni, aluno da 3ª série do curso de Engenharia Mecânica e capitão da equipe Mauá 1. Na equipe Mauá 2 a expectativa não é diferente. “Estamos otimistas, principalmente porque trabalhamos muito para corrigir os erros da última edição e com isso pretendemos tirar a diferença para chegar ao pódio”, assinala o capitão da equipe, André Akio Motidome Cintra do Prado, aluno da 3ª série do curso de Engenharia Mecânica. Cada equipe conta com dez integrantes, entre alunos veteranos e calouros. A coordenação dos grupos está sob responsabilidade do professor Renato Romio.

Novidades – O protótipo da equipe Mauá 1 terá como principal novidade a gaiola. Desenvolvida a partir de projetos anteriores e com auxilio de softwares, a nova gaiola apresenta uma integridade estrutural superior às antigas usadas pelaequipe. Com o objetivo de diminuir o peso e facilitar sua produção, a gaiola foi simplificada. “Seguindo as novas regras de segurança, construímos uma gaiola que privilegia a facilidade de construção e a manutenção dos sistemas vitais do projeto. A dirigibilidade do veículo foi um dos focos: a suspensão traseira possui novos amortecedores, o que deve facilitar seu ajuste, e o sistema de freios foi remodelado para que apresente maior capacidade de frenagem com menor possibilidade de falha. A linha principal seguida é a de continuar o projeto que estreou em 2008 pela equipe Mauá Atacama, mas utilizando algumas das soluções bem sucedidas implementadas pela equipe Mauá Borneo também em 2008”, explica o capitão Gabriel Calfa Barni, acrescentando que todas as peças do carro foram projetadas pensando no peso, porém sem jamais esquecer que o carro campeão é o que melhor associa redução de peso com robustez. “Os maiores ganhos em leveza estão concentrados na gaiola que foi projetada com a geometria mais eficiente possível, dando ao veículo um ganho de rigidez estrutural e perda de peso”. A estrutura do veículo é em aço comum, os eixos são de aço ligado, a caixa de transmissão é de alumínio de alta resistência, enquanto que as proteções são de PET.

Para adequar o carro às novas regras da competição, a equipe Mauá 2 realizou alterações na estrutura do protótipo visando garantir que a remoção, tanto do conjunto de CVT quanto do motor, seja simplificada. “Também buscamos a redução do peso do veículo e uma melhora de eficiência global dos conjuntos de transmissão e freios. Um fator definitivo no Baja é a leveza do carro. Por isso, sempre procuramos reduzir a massa do veículo; as peças são aliviadas ao máximo, mas sem que isso comprometa a resistência, uma vez que a principal prova da competição é um enduro de quatro horas de duração, que leva o Baja a seus limites, e a Mauá contabiliza grandes resultados nesta prova”, explicou André Akio Motidome Cintra do Prado. Segundo ele, o Baja da Mauá apresenta uma boa dirigibilidade, assim, o grupo optou por efetuar pequenas mudanças visando melhoras sutis nesse item. “A integridade estrutural do Baja da Mauá sempre foi referência e está entre as características mais marcantes dos projetos desenvolvidos na Escola assim como sua resistência e versatilidade”, afirma. Neste ano a equipe está utilizando um sistema de telemetria para estudar o desempenho do veículo e obter melhoras no projeto.

A competição – O BAJA SAE BRASIL – PETROBRAS é o maior evento automobilístico acadêmico do País e conta com a participação de algumas das mais renomadas instituições de ensino nacionais. A competição simula uma situação real de desenvolvimento de um projeto de Engenharia. Os participantes devem trabalhar em equipe para projetar, construir, testar, promover e competir com um veículo fora-de-estrada (off-road), de estrutura tubular em aço, monoposto, com quatro ou mais rodas, capaz de transportar pessoas de até 1,90m de altura e com até 113,4 kg. Sistemas como suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi devem ser desenvolvidos pelos alunos. A fabricação deve ser feita com ferramentas padrão da indústria, com pouca ou nenhuma mão-de-obra especializada. Durante os quatro dias de competição, os carros são avaliados quanto a itens como segurança, motor, conforto do operador, conformidade do projeto; são ainda analisados parâmetros como tração, manobrabilidade, aceleração, velocidade máxima, subida de rampa e encerra-se a avaliação comum enduro de quatro horas em uma pista de terra especialmente preparada.

Serviço – 15ª Competição BAJA SAE BRASIL-PETROBRAS

Período: de 19 a 22 de março

Local: Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA) – Rodovia SP 135 – km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba (SP).

Outras informações: www.saebrasil.org.br.

INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA – IMT

O Instituto Mauá de Tecnologia – IMT é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é promover o ensino técnico-científico, visando a formação de recursos humanos altamente qualificados, que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico do País.

Fundado em 11 de dezembro de 1961, o IMT foi autorizado pelo MEC, em janeiro de 2000, a criar seu Centro Universitário com sede no Campus de São Caetano do Sul, onde mantém os cursos superiores de Design do Produto, Engenharia (nas habilitações: de Alimentos, Civil, de Controle e Automação, Elétrica, Mecânica, de Produção Mecânica e Química) e de Tecnologia (em: Gestão Ambiental, Gestão da Tecnologia da Informação, Marketing e Processos Gerenciais) e desenvolve programas de mestrado em Processos Químicos e Bioquímicos e de Pós-graduação em Engenharia de Processos Industriais. No Campus de São Paulo são oferecidos o curso superior de Administração e os cursos de extensão, atualização profissional e MBAs. O Centro de Pesquisas, também instalado no Campus de São Caetano do Sul, desenvolve projetos e pesquisas nas diversas áreas da Engenharia e proporciona aos alunos do Centro Universitário complementação de sua formação, mediante a oferta de estágios.

Pedagogia na FSB

Orientação vocacional profissional

Cursos de extensão na Unifieo

Alunos que utilizaram o material SAE

Programa Ação

Publicado em:Notícias

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