Advérbio ou Adjetivo? - Vestibular1

Advérbio ou Adjetivo?

Revisão de Português: Advérbio ou Adjetivo?

 

Português: Advérbio ou Adjetivo?

Resumão – Revisão da Matéria de Português – Revisando seus conhecimentos
Português: Advérbio ou Adjetivo?

Revisão de Português: Advérbio ou Adjetivo?

 

Advérbio ou Adjetivo?
Sua dúvida é muito pertinente e mais comum do que se imagina.
A diferenciação pode ser determinada por diversas formas:

Adjetivo

1. O adjetivo sempre modifica um substantivo, ou seja, ele fornece a este substantivo uma determinada qualidade ou característica.

2. O adjetivo pode sofrer flexão de número ou gênero, i.é, pode ir para o plural, assim como para o feminino.

3. Na oração, ele exerce as funções de:
• Adjunto adnominal- As três meninas procuravam um gatinho [preto]
• Predicativo do sujeito – Ele continua [gripado]. O menino dorme [tranquilo]
• Predicativo do objeto direto – Encontrei seu pai [pensativo]
• Predicativo do objeto indireto – Chamaram-lhe de [medroso]

 

Advérbio

1. O advérbio sempre apresenta uma circunstância, dando ideia de tempo, lugar, modo, afirmação, dúvida, etc.

2. O advérbio modifica adjetivo, verbo ou outro advérbio. Assim, ele se refere sempre a estes três, nunca ao substantivo.

3. O advérbio é sempre invariável, ou seja, não pode ir para o feminino, nem para o plural.

4. Na oração, o advérbio só exerce a função de adjunto adverbial- Venha [aqui]! Ele chegou [ontem]. [Infelizmente] não estarei [lá].
A garota estava [muito] zangada. A cerveja que desce [redondo]

Tendo as características dos dois em conta, é fácil identificá-los. Lembre-se sempre que, se se referir a um substantivo, nunca é advérbio. Outra possibilidade é conseguir uma lista dos principais advérbios, que são poucos, e procurar memorizá-los para poder identificá-los na frase.

Continuemos pela diferenciação entre complemento nominal e adjunto adnominal:
Como o próprio nome diz, complemento nominal é o termo que complementa o sentido de um nome. E, quando se fala em nome, faz-se referência aos substantivos (nomes que se dão a todos os seres, ideias e sentimentos), adjetivos (qualificações, qualidades) e advérbios (palavras que modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios, expressando circunstâncias como tempo, negação, afirmação, dúvida, intensidade, etc.).
Só para lembrar, vejamos alguns exemplos: substantivos – saudade, alegria, vontade, casa, porta, parede, etc.; adjetivos – triste, alegre, redondo, vermelho, etc.; e advérbios – muito, pouco, sim, não, amanhã, etc.

Alguns desses nomes a que nos referimos pedem um termo que lhe complete o sentido. Pensemos no nome saudade. Por natureza, ele pede um complemento (quem tem saudade tem saudade de alguma coisa). Esse de alguma coisa seria, pois, o complemento nominal.
Exemplo: Mariana nega, mas tem muita saudade de seu antigo namorado. A função sintática de de seu antigo namorado é complemento nominal.

É interessante ressaltar que o complemento nominal sempre é introduzido por preposição (de, com, em, a, etc.) e pode vir em forma de oração (quando possuir verbo).
Veja um exemplo de um complemento nominal em forma de oração: Mariana nega, mas tem muita saudade de que eu fique ao seu lado. A oração que eu fique ao seu lado (é oração porque tem verbo – fique) exerce a mesma função sintática que de seu antigo namorado, no exemplo anterior. A diferença reside no fato de que este é oracional, enquanto aquele não.

Já o adjunto adnominal é qualquer palavra ou grupo de palavras que estejam ligados a um tipo específico de nome: o substantivo. O adjunto adnominal modifica esse nome, atribuindo-lhe características (lugar de origem, posse e espécie, por exemplo). Exemplo: Comprei um carro de Santos.

O substantivo carro é determinado por dois elementos, que giram em torno dele: um e de Santos. Perceba que esses elementos determinam o sentido de carro (não é um carro qualquer; é um carro de Santos). Viu como o adjunto adnominal delimita, restringe o sentido de um substantivo?

Confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal — Há um caso em que se confundem essas duas funções sintáticas – quando uma preposição liga uma palavra a um substantivo abstrato. Não lembra o que é substantivo concreto e substantivo abstrato? Vamos lá: substantivos concretos são aqueles que possuem uma imagem física definida (não importando se essa imagem é verídica ou fictícia).

Exemplo: casa, porta, cabeça, parede, etc. O substantivo abstrato é aquele que deriva de verbos, indicando ação, e de adjetivos, indicando o nome de qualidades. É, ainda, o que expressa sentimentos. Exemplos: amor, saudade, tristeza, beleza, correria, etc.

Todo termo que estiver grudado a um substantivo concreto (adjunto adnominal é o que está junto a um nome), com ou sem preposição, será adjunto adnominal. Se há um termo ligado por meio de preposição a um substantivo abstrato, esse elemento pode ser complemento nominal ou adjunto adnominal.

Existe uma técnica muito simples para diferenciar as funções. O termo será complemento nominal se for destinatário, se receber a ação proposta pelo substantivo; será adjunto adnominal se for agente ou possuidor do substantivo. Observe estes dois exemplos, que ilustram bem a questão:

O amor de mãe é indelével; O amor à mãe é indelével.
Em ambos os casos, o substantivo abstrato amor é ligado a um termo por meio de preposição (de mãe e à mãe). No primeiro, o amor não pertence à mãe, mas chega até ela (o amor destinado à mãe). Como o termo à mãe é destinatário, será complemento nominal. No outro exemplo, a mãe é possuidora e agente do amor (o amor que é de mãe). Se indica posse, com certeza será adjunto adnominal.

O adjunto adverbial é o termo que, a exemplo dos advérbios, expressa uma circunstância que modifica um verbo, um adjetivo, outro advérbio ou a oração inteira. A diferença entre adjunto adverbial e advérbio é que este (advérbio) pertence à morfologia enquanto aquele, à sintaxe. Os adjuntos adverbiais podem expressar circunstâncias de tempo, modo, lugar, negação, dúvida, causa, consequência, concessão (ideias contrárias), intensidade, etc.
Exemplo: Hoje à noite, eu comerei muito.

Há dois adjuntos adverbiais nessa frase: Hoje à noite, que indica tempo, e muito, que indica intensidade.
Por derradeiro, lembremos o que é o predicativo do objeto. Predicativo, em Gramática, é qualquer qualificação ou característica que se dê a um nome por meio de um verbo de ligação (ser, estar, parecer, ficar, etc.).
Exemplo: Esse garoto é, sem dúvida, culpado.

A qualificação culpado é ligada ao nome garoto por meio de verbo de ligação (é). Se é ligada por verbo, é predicativo. Se não houvesse verbo e estivesse grudada ao nome, seria adjunto adnominal. Exemplo:
Esse garoto culpado deve ser expulso da cidade.

O predicativo do objeto é a qualificação que se dá ao objeto (objeto é o complemento de qualquer verbo). É difícil enxergar esse tipo de predicativo porque o verbo de ligação geralmente está escondido. Exemplo: O juiz julgou esse garoto (como sendo) culpado.
O predicativo culpado qualifica esse garoto – que é objeto do verbo julgar (quem julga julga alguém) – e o verbo de ligação (sendo) está implícito, oculto. Culpado é, então, um predicativo do objeto.

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