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Escolas Literárias para vestibular

Barroco

 

Escola Literária Barroco

O Barroco foi o estilo literário que perdurou pelo século XVII. Tinha como principais características o constante uso de metáforas e (principalmente) antíteses, assim como outras figuras de linguagem que expressassem a visão conflituosa do mundo; havia também uma linguagem rebuscada. Essa última característica é chamada gongorismo. Além do que é apresentado aqui é notável a obra poética de Gregório de Matos.

Escola Literária Barroco: Sermão da Sexagésima
Pelo Pe. Antônio Vieira

O Sermão da Sexagésima versa sobre a arte de pregar em suas dez partes. Nele Vieira usa de uma metáfora: pregar é como semear. Traçando paralelos entre a parábola bíblica sobre o semeador que semeou nas pedras, nos espinhos (onde o trigo frutificou e morreu), na estrada (onde não frutificou) e na terra (que deu frutos), Vieira critica o estilo de outros pregadores contemporâneos seus (e que muito bem caberia em políticos atuais), que pregavam mal, sobre vários assuntos ao mesmo tempo (o que resultava em pregar em nenhum), ineficazmente e agradavam aos homens ao invés de pregar servindo a Deus.

Escola Literária Barroco: Botelho de Oliveira
O primeiro escritor nascido no Brasil a ter um livro publicado, Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711) nasceu em uma família abastada de Salvador e estudou Direito em Coimbra. Foi vereador, advogado e agiota. Seu poema À Ilha Maré é um dos primeiros a louvar a terra.

Quando vejo de Arnada o rosto amado,
Vejo ao céu e ao jardim ser parecido;
Porque no assombro do primor luzido
Tem o Sol em seus olhos duplicado.

Tem o primeiro A nos arvoredos
sempre verdes aos olhos, sempre ledos;
tem o segundo A, nos ares puros
na tempérie agradáveis e seguros;

tem o terceiro A nas águas frias,
que refrescam o peito, e são sadias;
o quarto A, no açúcar deleitoso,
que é do Mundo o regalo mais mimoso.
À Ilha Maré

Escola Literária Barroco: Gregório de Matos
O poeta Gregório de Matos e Guerra (1636?-1696) nasceu em Salvador e estudou em Coimbra. Ocupou vários cargos na magistratura portuguesa, casou-se e enviuvou. Voltou então ao Brasil desiludido. Em Salvador levou vida desregrada, compondo poemas satíricos e tendo famosos encontros amorosos com freiras. Casa-se novamente e é banido em 1694 para Angola. Retorna um ano depois mas não pode ir para Salvador e estabelece-se no Recife, onde morre. Tinha por apelido Boca do Inferno, devido ao teor de seus poemas. Nunca em vida Gregório de Matos publicou um livro, e suas poesias, colecionadas e publicadas apenas por seus admiradores, sobrevive até hoje em antologias. A principal antologia foi a feita pela ABL no começo do século. O extrato abaixo mostra uma das principais características do Barroco (os poemas satíricos de Gregório de Matos se incluiriam aqui como material pornográfico), as antíteses.

Incêndio em mares de água disfarçado!
Rio de neve em fogo convertido!

Por: Augus Sobre Vestibular

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Escola Literária Barroco

Publicado em:Escolas Literárias

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