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A Poesia Interminável de Cruz e Sousa

 

Resumo A Poesia Interminável de Cruz e Sousa

João da Cruz e Sousa, poeta brasileiro, viveu e morreu pobre e marcado pelo preconceito de cor e de classe social. A tuberculose matou a ele, ao filho e à companheira.
Tutelado pela família Sousa, aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Muller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Dirigiu a Tribuna Popular em 1881, onde lutou contra a escravidão e o preconceito racial. Em 1883 foi recusado como promotor de Laguna por ser negro.

Lançou em 1885 seu primeiro livro: Tropos e Fantasias, o qual escreveu em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois vai para o Rio de janeiro onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil e também, como colaborador do jornal Folha Popular.
Os parnasianos isolavam sua poesia. Alguns dos literatos mais importantes de seu tempo discriminavam-no pessoalmente.

Apesar de todo sofrimento e violência que marcaram sua vida, ele circulou no meio literário desde jovem, onde foi reconhecido como um poeta de qualidade ímpar.
Seu trabalho sempre foi acolhido na imprensa e esteve presente em livros individuais ou antologias.
Razão pela qual sua arte está espalhada por espaços, até hoje, não estabelecidos por completo.

A Poesia Interminável de Cruz e Sousa: O título desta coletânea foi inspirado em tal situação.
Embora seu espólio venha contando sempre com guardiões cuidadosos e sua obra venha sendo pesquisada cuidadosamente desde há muito, ainda surgem textos que o estilo e a dicção permitem que sejam atribuídos a sua lavra, mesmo quando não assinados.
Seria como se o poeta e sua produção fossem fisicamente intermináveis, tal qual a beleza de sua poesia.

O método para estabelecer a coleção que estamos apresentando aqui foi o da acumulação de informações.
A primeira fonte pesquisada foi o trabalho preparado por Andrade Muricy para o Instituto Nacional do Livro, em 1945, onde estão o Livro derradeiro, Campesinas, Cambiantes e Juvenília, títulos sugeridos pelo próprio poeta ou inventados pelo pesquisador.

A Poesia Interminável de Cruz e Sousa: Juntaram-se a eles poesias de Julieta dos Santos e outras encontradas posteriormente em sebos, arquivos e coleções diversas, inclusive no acervo da Fundação Biblioteca Nacional, e estão reproduzidas e referidas em edições fac-símiles, estudos críticos, antologias e catálogos.
Na edição dos textos, o material escolhido foi organizado aludindo àqueles títulos.

Todavia, foram criadas novas denominações que agregassem os novos achados, como a que destaca as poesias dedicadas às musas de todos os tempos.
Foram juntados, também, versos, palavras e poesias atribuídas a Cruz e Sousa que integram o acervo Araújo Figueiredo. Neste caso, sempre se fizeram acompanhar de notas de nossa autoria.

A Poesia Interminável de Cruz e Sousa: O critério ortográfico básico foi a norma culta atual. As dúvidas quanto à grafia e acentuação foram resolvidas através do cotejo entre diferentes edições, dicionários e gramáticas, além do interesse poético.

Os versos foram sempre iniciados por maiúsculas, mesmo quando originais consultados referem minúsculas, como foi o caso de alguns de Violeta dos Santos: a decisão foi tomada, acompanhando os editores mais recentes, embora as versões de 45 e do centenário do poeta utilizem variações para a questão.

 

A Poesia Interminável de Cruz e Sousa – Trechos escolhidos:

Sempre
Se é certo que o amor é um bem profundo
se é certo que o amor é um sol ardente,
eu hei de amar-te sempre neste mundo
e sempre, sempre, sempre – eternamente.

Triste
Em junho, que é mês do frio,
perdes todo o colorido,
tens um tom vago e sombrio
de dor, de mágoa e gemido.

Não sei que tristeza é essa
de tão doloroso cunho
que perdes a cor depressa
assim que vem vindo junho.

Ficas branca e desmaiada,
lembrando a lua serena,
fraca, pálida e gelada,
como frágil açucena.

Vão-se-te as rosas da face
emurchecendo e sumindo
num crepúsculo vivace
de tudo o que estás sentindo.

Ai! no entanto pelos prados
onde os dias resplandecem
risonhas como noivados
em junho as rosas florescem…

 

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A Poesia Interminável de Cruz e Sousa

Publicado em:Resumos de livros

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