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Americanas de Machado de Assis

 

Resumo Americanas de Machado de Assis

Americanas de Machado de Assis foram […] um eco tardio do indianismo. A influência de Gonçalves Dias e Alencar é evidente, e Machado nada acrescentou nem nada alterou na maneira de idealizar o aborígene. Mas as Americanas não se limitam aos índios. Um dos seus poemas mais extensos narra os amores infelizes de uma cristã-nova, onde há uma bela tradução, em tercetos, do Salmo 136; outro canta, depois de Castro Alves […]; terá sido influência do poeta baiano um episódio da escravidão, “Sabina” […] (Manuel Bandeira, 1939).

Americanas de Machado de Assis – Nota Informativa

Americanas de Machado de Assis é o seu terceiro livro de poesias escritas, após Crisálidas e Falenas.
A primeira e única edição é de 1875. Como os dois livros anteriores, também esta publicação constitui a segunda redação pública de Americanas, cujos poemas apareceram, em parte, nas Obras completas, na edição de 1901.

Trata-se de um momento interessante na obra do poeta Joaquim Maria Machado de Assis que, à época, já havia publicado romances e contos cujo sucesso já o fizera figura notável.

Americanas de Machado de Assis é um livro curioso na medida em que se rende ao sortilégio e influência de Gonçalves Dias, pagando tributo ao indianismo.
Mas um indianismo “mitigado”, sem a explosiva cor local que tanto contribuiu para a popularização do gênero.

Americanas de Machado de Assis é um texto curioso porque, a despeito da temática romântica e do apelo telúrico contido no título, Machado de Assis se mostra contido em suas expressões, buscando conter-se dentro do tema que a tradição dos românticos explorara exaustivamente.
Foi, sem dúvida, uma tentativa interessante de recriar um “americanismo” – antes que um indianismo num momento em que a consciência de pertencer a um continente parecia criar vínculos entre os intelectuais da época.
Esta redação encontrou algumas dificuldades, mormente no que se refere à grafia dos nomes indígenas, alguns deles ainda não fixados em dicionários.
De todo modo, seguimos as formas fixadas em nossos dicionaristas mais importantes e procuramos aproximar-nos, o máximo possível, das nomenclaturas mais aceitáveis, quando os nomes não apresentavam grafia fixada.
Algumas expressões foram mantidas em suas formas arcaizantes, tendo em vista a métrica e a preservação da vontade autoral.

Americanas de Machado de Assis – Trecho escolhido:
A GONÇALVES DIAS (excerto)

Morto, é morto o cantor dos meus guerreiros!
Virgens da mata, suspirai comigo!

A grande água o levou como invejosa,
nenhum pé trilhará seu derradeiro
fúnebre leito; ele repousa eterno
em sítio onde nem olhos de valentes,
nem mãos de virgens poderão tocar-lhe
os frios restos. Sabiá-da-praia
de longe o chamará saudoso e meigo,
sem que ele venha repetir-lhe o canto.
Morto, é morto o cantor dos meus guerreiros!
Virgens da mata, suspirai comigo!

Leia a biografia de Machado de Assis

 

Americanas de Machado de Assis

Publicado em:Resumos de livros

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