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Resumo de Livro de Leitura Obrigatória para Vestibular

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II

 

Resumo Como o Homem Chegou de Lima Barreto – parte II

Havia poucos paquetes para Manaus e o tempo urgia. Barrado tinha ordem franca de fazer o que quisesse. Não hesitou e, energicamente, fez reparar as avarias e tratou de embarcar num paquete todo o trem, fosse como fosse.
Ao embarcá-lo, porém, surgiu uma dúvida entre ele e o pessoal de bordo. Teimava Barrado que o carro merecia ir para um camarote de primeira classe, teimavam os marítimos que isso não era próprio, tanto mais que ele não indicava o lagar dos burros.
Era difícil essa questão da colocação dos burros. Os homens de bordo queriam que fossem para o interior do navio; mas, objetava o doutor:
— Morrem asfixiados, tanto mais que são burros e mesmo por isso.
De comum acordo, resolveram telegrafar a Sili para resolver a curiosa contenda. Não tardou viesse à resposta, que foi clara e precisa: “Burros sempre em cima. Sili.”
Opinião como esta, tão sábia e tão verdadeira, tão cheia de filosofia e sagacidade da vida, aliviou todos os corações e abraços fraternais foram trocados entre conhecidos e inimigos, entre amigos e desconhecidos.
A sentença era de Salomão e houve mesmo quem quisesse aproveitar o apotegma para construir uma nova ordem social.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: restava a pequena dificuldade de fazer entrar o carro para o camarote do doutor Barrado. O convés foi aberto convenientemente, teve a sala de jantar mesas arrancadas e o bendegó ficou no centro dela, em exposição, feio e brutal, estúpido e inútil, como um monstro de museu.
O paquete moveu-se lentamente em demanda da barra. Antes fez uma doce curva, longa, muito suave, reverente à beleza da Guanabara. As gaivotas voavam tranquilas, cansavam-se, pousavam na água—não precisavam de terra…
A cidade sumia-se vagarosamente e o carro foi atraindo a atenção de bordo.
— O que vem a ser isto?
Diante da almanjarra, muitos viajantes murmuravam protestos contra a presença daquele estafermo ali; outras pessoas diziam que se destinava a encarcerar um bandoleiro da Paraíba; outras que era um salva-vidas; mas, quando alguém disse que aquilo ia acompanhando um recomendado de Sofonias, a admiração foi geral e imprecisa.
Um oficial disse:
— Que construção engenhosa!
Um médico afirmou:
— Que linhas elegantes!
Um advogado refletiu:
— Que soberba criação mental!
Um literato sustentou:
— Parece um mármore de Fídias!
Um sicofanta berrou:
— E obra mesmo de Sofonias! Que republicano!
Uma moça adiantou:
— Deve ter sons magníficos!

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: houve mesmo escala para dar ração aos burros, pois os mais graduados se disputavam a honraria. Um criado, porém, por ter. passado junto ao monstro e o olhado com desdém, quase foi duramente castigado pelos passageiros. O ergástulo ambulante vingou-se do serviçal; durante todo o trajeto perturbou-lhe o serviço.
Apesar de ir correndo a viagem sem mais incidentes, quis ao meio dela Barrado desembarcar e continuá-la por terra. Consultou, nestes termos, Sili: “Melhor carro ir terra faltam três dedos mar alonga caminho”; e a resposta veio depois de alguns dias: “Não convém desembarque embora mais curto carro chega sujo. Siga.”
Obedeceu e o meteorito, durante duas semanas, foi objeto da adoração do paquete. Nos últimos dias, quando um qualquer dos passageiros dele se acercava, passava-lhe pelo dorso negro a mão espalmada com a contrição religiosa de um maometano ao tocar na pedra negra da Caaba.
Sofonias, que nada tinha com o caso, não teve nunca noticia dessa tocante adoração.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II – III
Muito rica é Manaus, mas, como em todo o Amazonas, nela é vulgar a moeda de cobre. E um singular traço de riqueza que muito impressiona o viajante, tanto mais que não se quer outra e as rendas do Estado são avultadas. O Eldorado não conhece o ouro, nem o estima.
Outro traço de sua riqueza é o jogo. Lá, não é divertimento nem vicio: é para quase todos profissão. O valor dos noivos, segundo dizem, é avaliado pela média das paradas felizes que fazem, e o das noivas pelo mesmo processo no tocante aos pais.
Chegou o navio à tão curiosa cidade quinze dias após fazendo uma plácida viagem, com o fetiche a bordo. Desembarcá-lo foi motivo de absorvente cogitação para o doutor Barrado. Temia que fosse de novo ao fundo, não porque o quisesse encaminhá-lo por sobre as águas do Rio Negro; mas, pelo simples motivo de que, sendo o cais flutuante, o peso do carrião talvez trouxesse desastrosas consequências para ambos, cais e carro.
O capataz não encontrava perigo algum, pois desembarcavam e embarcavam pelos flutuantes volumes pesadíssimos, toneladas até.
Barrado, porém, que era observador, lembrava-se da aventura do rio, e objetou:
— Mas não são de ferro.
— Que tem isso? fez o capataz.
Barrado, que era observador e inteligente, afinal compreendeu que um quilo de ferro pesa tanto quanto um de algodão; e só se convenceu inteiramente disso, como observador que era, quando viu o ergástulo em salvamento, rolando pelas ruas da cidade.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: continuou a ser ídolo e o doutor agastou-se deveras porque o governador visitou a caranguejola, antes que ele o fizesse.
Como não tivesse completas as instruções para detenção de Fernando, pediu-as a Sili. A resposta veio num longo telegrama, minucioso e elucidativo. Devia requisitar força ao governador, arregimentar capangas e não desprezar as balas de alteia. Assim fez o comissário. Pediu uma companhia de soldados, foi às alfurjas da cidade catar bravos e adquirir uma confeitaria de alteia. Partiu em demanda do “homem” com esse trem de guerra; e, pondo-se cautelosamente em observação, lobrigou os óculos do observatório, donde concluiu que a sua força era insuficiente. Normas para o seu procedimento requereu a Sili. Vieram secas e peremptórias: “Empregue também artilharia.”
De novo pôs-se em marcha com um parque do Krupp. Desgraçadamente, não encontrou o homem perigoso. Recolheu a expedição a quartéis; e, certo dia, quando de passeio, por acaso, foi parar a um café do centro comercial. Todas as mesas estavam ocupadas; e só em uma delas havia um único consumidor. A esta ele sentou-se. Travou por qualquer motivo conversa com o mazombo; e, durante alguns minutos, aprendeu com o solitário alguma cousa.
Ao despedirem-se, foi que ligou o nome à pessoa, e ficou atarantado sem saber como proceder no momento. A ação, porém, lhe veio prontamente; e, sem dificuldade, falando em nome da lei e da autoridade, deteve o pacifico ferrabrás em um dos bailéus do cárcere ambulante.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: não havia paquete naquele dia e Sili havia recomendado que o trouxessem imediatamente. “Venha por terra,” disse ele; e Barrado, lembrado do conselho, tratou de segui-lo. Procurou quem o guiasse até ao Rio, embora lhe parecesse curta e fácil à viagem. Examinou bem o mapa e, vendo que a distancia era de palmo e meio, considerou que dentro dela não lhe cabia o carro. Por este e aquele, soube que os fabricantes de mapas não têm critério seguro: era fazer uns muito grandes, ou muito pequenos, conforme são para enfeitar livros ou adornar paredes. Sendo assim, a tal distancia de doze polegadas bem podia esconder viagem de um dia e mais.
Aconselhado pelo cocheiro, tomou um guia e encontrou-o no seu antigo conhecido Tucolas, sabedor como ninguém do interior do Brasil, pois o palmilhara a cata de formigas para bem firmar documentos às suas investigações antropológicas.
Aceitou a incumbência o curioso antropologista de himenópteros, aconselhando, entretanto, a modificação do itinerário.
— Não me parece, Senhor Barrado, que devamos atravessar o Amazonas. Melhor seria, Senhor Barrado, irmos até a Venezuela, alcançar as Guianas e descermos, Senhor Barrado.
— Não teremos rios a atravessar, Tucolas?
— Homem! Meu caro senhor, eu não sei bem; mas, Senhor Barrado me parece que não, e sabe por quê?
— Por quê?
— Por quê? Porque este Amazonas, Senhor Barrado, não pode ir até lá, ao Norte, pois só corre de oeste para leste…
Discutiram assim sabiamente o caminho; e, à proporção que manifestava o seu profundo trato com a geografia da América do Sul, mais Tucolas passava a mão pela cabeleira de inspirado.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: achou que os conselhos do doutor eram justos, mas temia as surpresas do carrão. Ora, ia ao fundo, por ser pesado; ora, sendo pesado, não fazia ir ao fundo frágeis flutuantes. Não fosse ele estranhar o chão estrangeiro e pregar-lhe alguma peça? O cocheiro não queria também ir pela Venezuela, temia pisar em terra de gringos e encarregou-se da travessia do Amazonas – o que foi feito em paz e salvamento, com a máxima simplicidade.
Logo que foi ultimada, Tucolas tratou de guiar a caravana. Prometeu que o faria com muito acerto e contentamento geral, pois aproveitá-la-ia, dilatando as suas pesquisas antropológicas aos moluscos dos nossos rios. Era sábio naturalista, e antropologista, e etnografista da novíssima escola do Conde de Gobineau, novidade de uns sessenta anos atrás; e, desde muito, desejava fazer uma viagem daquelas para completar os seus estudos antropológicos nas formigas e nas ostras dos nossos rios.
A viagem correu maravilhosamente durante as primeiras horas. Sob um sol de fogo, o carro solavancava pelos maus caminhos; e o doente, à míngua de não ter onde se agarrar, ia ao encontro de uma e outra parede de sua prisão couraçada. Os burros, impelidos pelas violentas oscilações dos varais, encontravam-se e repeliam-se, ainda mais aumentando os ásperos solavancos da traquitana; e o cocheiro, na boleia, oscilava de lá para cá, de cá para lá, marcando o compasso da música chocalhante daquela marcha vagarosa.
Na primeira venda que passaram, uma dessas vendas perdidas, quase isoladas, dos caminhos desertos, onde o viajante se abastece e os vagabundos descansam de sua errância pelos descambados e montanhas, o encarcerado foi saudado com uma vaia: ó maluco! ó maluco!
Andava Tucolas distraído a fossar e cavocar, catando formigas; e, mal encontrava uma mais assim, logo examinava bem o crânio do inseto, procurava-lhe os ossos componentes, enquanto não fazia uma mensuração cuidadosa do ângulo de Camper ou mesmo de Cloquet. Barrado, cuja preocupação era ser êmulo do Padre Vieira, aproveitara o tempo para firmar bem as regras de colocação de pronomes, sobretudo a que manda que o “que” atraia o pronome complemento.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: e assim andando foi o carro, após dias de viagem, encontrar uma aldeia pobre, à margem de um rio, onde chalanas e naviecos a vapor tocavam de quando em quando.
Cuidaram imediatamente de obter hospedagem e alimentação no lugarejo. O cocheiro lembrou o “homem” que traziam. Barrado, a respeito, não tinha com segurança uma norma de proceder. Não sabia mesmo se essa espécie de doentes comia e consultou Sili, por telegrama. Respondeu-lhe a autoridade, com a energia britânica que tinha no sangue, que não era do regulamento retirar aquela espécie de enfermos do carro, o “ar” sempre lhes fazia mal. De resto, era curta a viagem e tão sábia recomendação foi cegamente obedecida.
Em pequena hora, Barrado e o guia sentavam-se à mesa do professor público, que lhes oferecera do jantar. O ágape ia fraternal e alegre, quando houve a visita da Discórdia, a visita da Gramática.
O ingênuo professor não tinha conhecimento do pichoso saber gramatical do doutor Barrado e expunha candidamente os usos e costumes do lugar com a sua linguagem roceira:
— Há aqui entre nós muito pouco caso pelo estudo, doutor. Meus filhos mesmo e todos quase não querem saber de livros. Tirante este defeito, doutor, a gente quer mesmo o progresso.
Barrado implicou com o “tirante” e o “a gente”, e tentou ironizar. Sorriu e observou:
— Fala-se mal, estou vendo.
O matuto percebeu que o doutor se referia a ele. Indagou mansamente:
— Por que o doutor diz isso?
— Por nada, professor. Por nada!
— Creio, aduziu o sertanejo, que, tirante eu, o doutor aqui não falou com mais ninguém.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II:Barrado notou ainda o “tirante” e olhou com inteligência para Tucolas, que se distraía com um naco de tartaruga.
Observou o caipira, momentaneamente, o afã de comer do antropologista e disse, meigamente:
— Aqui, a gente come muito isso. Tirante à caça e a pesca, nós raramente temos carne fresca.
A insistência do professor sertanejo irritava sobremaneira o doutor inigualável. Sempre aquele “tirante”, sempre o tal “a gente, a gente, a gente”—um falar de preto mina! O professor, porém, continuou a informar calmamente:
— A gente aqui planta pouco, mesmo não vale a pena. Felizardo do Catolé plantou uns leirões de horta, há anos, e quando veio o calor e a enchente…
— E demais! E demais! exclamou Barrado.
Docemente, o pedagogo indagou:
— Por quê? Por que, doutor?
Estava o doutor sinistramente raivoso e explicou-se a custo:
— Então, não sabe? Não sabe?
— Não, doutor. Eu não sei, fez o professor, com segurança e mansuetude.
Tucolas tinha parado de saborear a tartaruga, a fim de atinar com a origem da disputa.
— Não sabe, então, rematou Barrado, não sabe que até agora o senhor não tem feito outra coisa senão errar em português?
— Como, doutor?
— E “tirante”, é “a gente, a gente, a gente”; e, por cima de tudo, um solecismo!
— Onde, doutor?
— Veio o calor e a chuva – é português?
— É, doutor, é, doutor! Veja o doutor João Ribeiro! Tudo isso está lá. Quer ver?
O professor levantou-se, apanhou sobre a mesa próxima uma velha gramática ensebada e mostrou a respeitável autoridade ao sábio doutor Barrado. Sem saber desdéns simular, ordenou:
— Tucolas, vamo-nos embora.
— E a tartaruga? diz o outro.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: o hóspede ofereceu-a, o original antropologista embrulhou-a e saiu com o companheiro. Cá fora, tudo era silêncio e o céu estava negro. As estrelas pequeninas piscavam sem cessar o seu olhar eterno para a terra muito grande. O doutor foi ao encontro da curiosidade recalcada de Tucolas:
— Vê, Tucolas, como anda o nosso ensino? Os professores não sabem os elementos de gramática, e falam como negros de senzala.
— Senhor Barrado, julgo que o senhor deve a esse respeito chamar a atenção do ministro competente, pois me parece que o país, atualmente, possui um dos mais autorizados na matéria.
— Vou tratar, Tucolas, tanto mais que o Semica é amigo do Sofonias.
— Senhor Barrado, uma coisa…
— Que é?
— Já falou, Senhor Barrado, a meu respeito com o senhor Sofonias?
— Desde muito, meu caro Tucolas. Está à espera da reforma do museu e tu vais para lá direitinho. E o teu lugar.
— Obrigado, Senhor Barrado. Obrigado.
A viagem continuou monotonamente. Transmontaram serras, vadearam rios e, num deles, houve um ataque de jacarés, dos quais se salvou Barrado graças à sua pele muito dura. Entretanto, um dos animais de tiro perdeu uma das patas dianteiras e mesmo assim conseguiu pôr-se a salvo na margem oposta.
Sarou-lhe a ferida não se sabe como e o animal não deixou de acompanhar a caravana. Às vezes, distanciava-se; às vezes, aproximava-se; e sempre a pobre alimária olhava longamente, demoradamente, aquele forno ambulante, manquejando sempre, impotente para a carreira, e como se se lastimasse de não poder auxiliar eficazmente o lento reboque daquela almanjarra pesadona.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: em dado momento, o cocheiro avisa Barrado de que o “homem” parecia estar morto; havia até um mau cheiro indicador. O regulamento não permitia a abertura da prisão e o doutor não quis verificar o que havia de verdade no caso. Comia aqui, dormia ali, Tucolas também e os burros também — que mais era preciso para ser agradável a Sofonias? Nada, ou antes: trazer o “homem” até ao Rio de Janeiro. As doze polegadas da sua cartografia desdobravam-se em um infinito número de quilômetros. Tucolas que conhecia o caminho, dizia sempre: estamos a chegar, Senhor Barrado! Estamos a chegar! Assim levaram meses andando, com o burro aleijado a manquejar atrás do ergástulo ambulante, olhando-o docemente, cheio de piedade impotente.
Os urubus crocitavam por sobre a caravana, estreitavam o voo, desciam mais, mais, mais, até quase debicar no carro-forte. Barrado punha-se furioso a enxotá-los a pedradas; Tucolas imaginava aparelhos para examinar a caixa craniana das ostras de que andava a caça; o cocheiro obedecia.
Mais ou menos assim, levaram dois anos e foram chegar à aldeia dos Serradores, margem do Tocantins.
Quando aportaram, havia na praça principal uma grande disputa, tendo por motivo o preenchimento de uma vaga na Academia dos Lambrequins.
Logo que Barrado soube do que se tratava, meteu-se na disputa e foi gritando lá a seu jeito e sacudindo as perninhas:
— Eu também sou candidato! Eu também sou candidato!
Um dos circunstantes perguntou-lhe a tempo, com toda a paciência:
— Moço: o senhor sabe fazer lambrequins?
— Não sei, não sei, mas aprendo na academia e é para isso que quero entrar.
A eleição teve lugar e a escolha recaiu sobre um outro mais hábil no uso da serra que o doutor recém-chegado.

Como o Homem Chegou de Lima Barreto II: precipitou-se por isso a partida e o carro continuou a sua odisseia, com o acompanhamento do burro, sempre a olhá-lo longamente, infinitamente, demoradamente, cheio de piedade impotente. Aos poucos os urubus se despediram; e, no fim de quatro anos, o carrião entrou pelo Rio adentro, a roncar pelas calçadas, chocalhando duramente as ferragens, com o seu manco e compassivo burro a manquejar-lhe à sirga.
Logo que foi chegado, um hábil serralheiro veio abri-lo, pois a fechadura desarranjara-se devido aos trancos e às intempéries da viagem, e desobedecia à chave competente. Sili determinou que os médicos examinassem o doente, exame que, mergulhados numa atmosfera de desinfetantes, foi feito no necrotério público.
Foi este o destino do enfermo pelo qual o delegado Cunsono se interessou com tanta solicitude.

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