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Resumos de Livros para vestibular e Enem por Vestibular1

Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan

Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan

“Que fim ó cara você deu à minha cidade”
Alguns poucos pontos de interrogação acentuam o texto.
No mais é corrido e só há pausa no final de cada verso, mesmo assim a liberdade da leitura convida a variadas formas de interpretação.

O texto vai falando da cidade de Curitiba que não é mais “aquela”.
Estrategicamente colocado no fim deste livro, sendo uma coletânea, este último texto serve para finalizar; até por que é de sua obra mais recente aqui apresentada e repassa pelas características dos personagens, situações e lugares já visitados nos outros fragmentos que compõe este livro.

Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan: No final, saudosista, o autor termina o poema e assim finaliza para os leitores:
“Curitiba é apenas um assobio com dois dedos na língua
Curitiba foi não é mais”
Comentário
O livro é uma coletânea de contos, crônicas e textos poéticos, extraídos de obras que representam sua trajetória ao longo de todas as fases de sua produção.
Dalton Trevisan é natural de Curitiba. Muitas são as particularidades desse autor, nascido no modernismo (1925) e alcançando o auge de sua produção nas décadas de 60, 70 e 80.
Viveu na literatura fazes críticas e decisivas de nossa política contemporânea.
Seus textos falam de Curitiba, mas não são simples retratos de uma cidade e sua comunidade. Retratam o submundo, o que poderíamos entender nos dias atuais como o “underground”.

Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan: Esse submundo repleto de personagens reais, irreais, surreais; reflete o universo de uma cidade, uma metrópole revigorada nas suas entranhas mais inusitadas e refeitas na visão particular de um escritor único e incomum.
Sua linguagem é despojada de preceitos acadêmicos e sua maior crítica é contra os sistemas conservadores, a aristocracia e o tradicionalismo.

Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan – Trecho escolhido:

o que fica da Curitiba perdida
uma nesga de céu presa no anel de vidro
o cantiquinho da corruíra na boca da manhã
um lambari de rabo dourado faiscando no rio Belém
quando havia lambari quando rio Belém havia
o delírio é tudo meu do primeiro par de seios
o primeiro par de tudo de cada polaquinha

e os mortos quantos mortos
uma Rua 15 inteirinha de mortos
a multidão das seis da tarde na Praça Tiradentes só de mortos
ais e risos de mortos queridos
nas vozes do único sobrevivente duma cidade fantasma
Curitiba é apenas um assobio com dois dedos na língua
Curitiba foi não é mais

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Curitiba Revisitada de Dalton Trevisan

Publicado em:Resumos de livros

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