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Diva de José de Alencar

 

Diva de José de Alencar

Publicado em 1864, Diva de José de Alencar integra, com Lucíola e Senhora, o conjunto tradicionalmente denominado perfis de mulher. A autoria do romance, como a de Lucíola, é atribuída a uma senhora de idade que assina com as iniciais G. M.

Em Diva de José de Alencar, a narrativa é feita em primeira pessoa por Augusto e dirigida a Paulo, protagonista e narrador de Lucíola. Paulo, por sua vez, teria remetido os originais a G. M. para que os publicasse em livro, como um segundo perfil de mulher.

Na segunda edição do romance, acrescentou Alencar um importante posfácio no qual apresenta sua concepção do que seja o progresso da língua literária, bem como um glossário dos vocábulos pouco comuns que utilizou ou criou nesse romance.

Trecho Diva de José de Alencar – capítulo III

Essa moça tinha desde tenros anos o espírito mais cultivado do que faria supor o seu natural acanhamento.
Lia muito, e já de longe penetrava o mundo com olhar perspicaz, embora através das ilusões douradas.

Sua imaginação fora a tempo educada : ela desenhava bem, sabia música e a executava com mestria; excedia-se em todos os mimosos lavores de agulha, que são prendas da mulher.
—Eu nasci artista!… Me disse ela muitas vezes sorrindo.

E realmente, havia em sua alma a centelha divina que forma essas grandes artistas de sala, que nós chamamos senhoras elegantes: artistas que por cinzelarem imagens vivas e talharem em seda e veludo, não são menos sublimes que o escultor quando talha no mármore a beleza inanimada.

Mas faltava ainda à inteligente menina o tato fino e o suave colorido que o pintor só adquire na tela e a mulher na sala, a qual também é tela para o painel de sua formosura. Foi nas reuniões de D. Matilde que Emília deu os últimos toques à sua especial elegância.

Não copiou, nem imitou. Começando a aparecer em casa da tia pouco tempo antes da minha volta, ela observava. Seu bom gosto se apurou; um belo dia surgiu outra; a elegância teve nela um molde seu, próprio e original.

Quando aos dezoito anos ela pôs o remate a esse primor de escultura viva e poliu a estátua de sua beleza, havia atingido ao sublime da arte. Podia então, e devia, ter o nobre orgulho do gênio criador.
Ela criara o ideal da Vênus moderna, a diva dos salões, como Fídias tinha criado o tipo da Vênus primitiva.

 

Diva de José de Alencar

Publicado em:Resumos de livros

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