Menu fechado
Resumos de Livros para vestibular e Enem por Vestibular1

Escola de Mulheres de Molière

 

Escola de Mulheres de Molière
Peça Escola de Mulheres de Molière discorre com maestria exatamente sobre o problema das relações humanas centrando-o no casamento e no adultério, de forma a demonstrar que na sociedade elizabethana, dentro de suas regras e princípios, um não existe sem o outro, como se fossem complementares, antes que causa e efeito.
“Existe a certeza de que os chifres são o adorno infalível de qualquer matrimônio”, “para quem acha os chifres a suprema vergonha , não casar é a única maneira de estar bem seguro”.
Arnolfo, personagem central da comédia, é um exímio conhecedor dos adultérios da cidade e dos motivos que os predispunham.
Ao menos, julgava ele que os adultérios se davam porque os homens eram demasiado complacentes e as mulheres, alfabetizadas, belas, talentosas, eram cheias de artimanhas desenvolvidas especialmente para enganar os maridos com “destreza e malícia”.

Escola de Mulheres de Molière: para que ele não sofresse a mesma coroação que tanto ridicularizava, havia criado uma menina, a partir de sua receita infalível de mulher honesta, com a qual se casaria.
Seria uma pobre idiota, estúpida, submissa, dependente e de completa inocência. No entanto, Inês, a escolhida, embora inocente e ingênua como o desejava Arnolfo, ironicamente, apaixona-se por Horácio, filho de Orionte, seu amigo pessoal.
O adultério (do latim “adultério” -infidelidade conjugal) propriamente dito não se consuma pois Arnolfo e Inês não chegam a se casar. Inês é apenas coerente com seu sentimento, firme e constante em sua decisão.
Porém, do ponto de vista de Arnolfo a traição se dá (do latim “traditione”- não cumprimento, não correspondência, deslealdade, infidelidade no amor), e essa é suficiente para configurar um adultério.
Arnolfo, defensor do primado masculino em que “a onipotência é para quem tem barbas”, depara-se com outra força igual ou superior à sua, a qual considerava não existir, a vontade feminina.
“Ainda que sejamos duas partes de um mesmo todo, as duas partes não são nada iguais. Uma é suprema; outra, subalterna. Uma, em tudo, tem que submeter-se à outra, que comanda.”

Escola de Mulheres de Molière: nesse sistema de relações a única insubmissão possível seria dada através de um jogo entre ser e parecer em que a mulher aparentemente conserva “obediência”, “docilidade”, “humildade” e “profundo respeito” pelo marido, como fala Arnolfo. Mas, quando livre de seus olhos, entrega-se a uma relação verdadeira, então com o amante.
No casamento em que o marido é o “amo e senhor” instauram-se dois níveis de convivência: um altamente moral, social e forjado em que a mulher, propriedade do marido, vive e sente conforme as vontades desse, em que parece ser a esposa devotada; e outro em que ela não o é, o que se designa mentira.
É no adultério que a mulher encontra o seu momento de ser embora deva fazê-lo não parecer, o que se denomina um segredo. Como momento de ser, entende-se o momento de existir enquanto pessoa, ser feliz, amada, mulher.
Como necessita ocultar o seu verdadeiro “eu” por inúmeras razões, que não serão aqui discutidas, a mulher se vê impelida a adquirir habilidades em truques e tramas para, ao menos parcialmente, libertar-se, transformando-se de ingênua e inocente em esperta e sagaz.

Escola de Mulheres de Molière: “Nossa sorte toda pende e depende apenas da sua vontade; nada a afastará daquilo a que se propôs, e tudo o que dissermos é orquestra pra surdos. . . E pra chegar a seus fins inomináveis encontra desvios capazes de iludir o mais habilidoso. É em vão e é fatigante tentarmos apagar os golpes de uma mulher de espírito: é o próprio demônio quando intriga”.
Com a arma do adultério quebra-se a hegemonia do reinado masculino e se concede uma parcela considerável de poder à mulher.
O poder masculino é institucional, social; o feminino é emocional, oculto; às mulheres não cabe decidir compras e vendas, mas decidem a sorte de sua moral tal como a de seu esposo. Elas não podem proibir a eles suas saídas, contudo podem perturbar-lhes o espírito levando-os, às vezes, até a loucura.

Saiba Como se preparar para o Enem e Vestibular, Simulados, provas, inscrições,  e muito mais. Para obter uma boa nota no Enem, estude e faça uma revisão em nosso site. Inicie sua revisão com as provas de anos anteriores e os gabaritos completos: Prova e gabarito de anos anteriores.
Aproveite e faça a revisão de Literatura

 

Escola de Mulheres de Molière

Publicado em:Resumos de livros

Você pode gostar também