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Resumos de Livros para vestibular e Enem por Vestibular1

João Miguel de Raquel de Queiroz

 

João Miguel de Raquel de Queiroz

A intenção da romancista parece ter sido apreender a origem, no plano subconsciente e sob um determinado condicionamento social, do impulso assassino, que sobrepuja por instantes o sentimento de humanidade passiva e submissa do caboclo sertanejo.

Não se sabe por que e nem ele próprio formará a consciência moral do ato praticado. Não alimentará, portanto, qualquer sentimento de culpa.
Seu ato impulsivo, num instante cego, exprime o afloramento de elementos atávicos, revivendo atos de seres primários.

E isto pode ser por um instante, como no caso de João Miguel, ou por períodos longos, como nas manifestações múltiplas do cangaço.

João Miguel de Raquel de Queiroz: o romance se faz sobretudo com situações e fatos tomados como elementos de ambientação, num presídio de interior, no Nordeste, em que avulta a figura de João Miguel.

Pela sua presença e com as suas relações humanas na cadeia, ele se torna o eixo do romance e o principal ângulo de observação e pesquisa da romancista.
Forma-se assim um agrupamento humano, que continua a manter no presídio o sentido e os hábitos da vida cotidiana em liberdade.

Compõem-no: Santa, companheira de João Miguel, e que o abandona pelo cabo Salu, Maria Elói, Filó, Zé Milagreiro, uma visitante diária, Angélica, filha do coronel Novato, também criminoso, da oposição política, além de outros.
Nesse caso, a prisão vigora apenas como restrição circunstancial do espaço de relações, mas sem qualquer reflexo corretivo ou punitivo sobre os que ai vivem .

João Miguel de Raquel de Queiroz: é destacável a linguagem da romancista, pela riqueza psicológica da frase, notadamente no diálogo.
Considerada do ponto de vista regionalista, apresenta acentuadas características peculiares ao linguajar caboclo ou próprio da massa sertaneja.

 

João Miguel de Raquel de Queiroz

Publicado em:Resumos de livros

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