Jubiabá de Jorge Amado II - Vestibular1

Jubiabá de Jorge Amado II

Jubiabá de Jorge Amado

 

Resumo Jubiabá de Jorge Amado – parte II

Notaram que, enquanto os homens da terra aguardavam as mulheres do trabalho, pescando ou arranjando uns vinténs com as canoas, os alemães, donos desses estabelecimentos, comiam do bom e do melhor e sonhavam com a futura guerra que venceriam. Balduíno acabou matando o capataz Zequinha, durante uma briga, abandonando seu punhal nas costas do morto, denunciando a autoria do crime.

Escondeu-se no mato, acusando Zequinha da briga, porque este o vivia perseguindo por causa de uma menina de 12 anos, Arminda. Os homens da fazenda entraram no mato a sua procura. O assassino os ouviu dizer que a capoeira estava toda cercada e que o fugitivo não teria escolha; ou morreria de fome, ou teria que se entregar para ser preso.

Com os pés sangrando e o rosto rasgado por espinho venenoso, Balduíno resolveu enfrentar a situação, pronto para matar ou morrer. Pensava na sua história que seria contada a todos: Antonio Balduíno foi mendigo, boxeur, fazedor de sambas, desordeiro e matou um homem por causa de uma menina, acabando morto diante de vinte homens, lutando valentemente. Apesar de tudo, conseguiu fugir ao cerco, buscando proteção num casebre imundo de um velho que lhe limpou os ferimentos e lhe deu o que comer.

Jubiabá de Jorge Amado: ficou sabendo que Zequinha não morreu, foi apenas ferido e o patrão queria dar em Balduíno uma boa surra. Após a estada de três dias no casebre, conseguiu fugir clandestinamente num trem com destino à Feira de Santana. No vagão, ponderava com outros elementos ali escondidos, a tristeza que era ser pobre. Em Feira de Santana, tentava conseguir uma carona para Salvador, quando deu de repente com Luigi que o levou para ser lutador no circo arruinado de sua propriedade e de Giuseppe.

Este, embriagado, caiu do trapézio e morreu. Luigi vendeu o circo e dividiu o dinheiro com os empregados. Balduíno partiu com a dançarina do circo, Rosenda Rosedá. O casal recebeu o urso como pagamento e procurou fazer dinheiro com o animal. Partiram no saveiro “Viajante sem Porto” do mestre Manuel para Salvador, juntando-se lá com os companheiros Joaquim e Gordo.

Levaram o urso para a feira. Conseguiram fazer dinheiro com o animal, porque o Gordo bom contador de histórias foi encantando o público com suas narrativas cheias de anjos e peripécias. Balduíno avisava a todos que o urso tinha vindo diretamente das selvas africanas e já tinha matado três domadores, enquanto Rosenda ia lendo as mãos dos homens.

Jubiabá de Jorge Amado: ao chegar à feira, Jubiabá juntou-se ao grupo que comia e bebia o dinheiro arrecadado até que um mulato decidiu colocar um charuto aceso, no nariz do urso. Balduíno deu pancada para todos os lados. Finalmente, todos se aquietaram, felizes pelo divertimento. O tempo passa, Balduíno, cansado de Rosedá a abandonou. Encontrou por acaso com Amélia, a cozinheira que lhe desgraçou a estada na casa do comendador.

Ela lhe diz que Lindinalva, o amor da vida de Balduíno, não estava casada, caiu na vida, depois de ter sido seduzida pelo noivo. A mãe de Lindinalva faleceu e o pai gastou toda fortuna com mulheres. Lindinalva, com um filho para educar, era prostituta da pensão Monte Carlo. O filho ficava aos cuidados de Amélia, enquanto a mãe trabalhava, mudando-se cada vez para quartos mais pobres. Uma noite, ao sair com amigos para o “Lanterna dos Afogados”, Balduíno encontrou Lindinalva.

Meses, mais tarde, a moça, doente à beira da morte, lhe pediu perdão e que ajudasse Amélia a criar seu filho, Gustavo. Balduíno ficou triste com a morte da amada. Quis que seu caixão fosse branco, porque a considerava uma virgem.
Dizia que ninguém a possuiu, pois era prostituta e não gostava dessa vida. Ele sim a possuiu no corpo de suas amantes, de todas que dormiram com ele. Decidido a ajudar na educação de Gustavo, Balduíno empregou-se na estiva, no lugar de Clarimundo, morto por um dos guindastes.

Jubiabá de Jorge Amado: estourou a greve dos condutores de bonde e toda cidade foi trabalhar a pé. As padarias acabaram aderindo ao movimento e os entregadores de pão jogaram os cestos na rua. Balduíno brincava com o filho de Lindinalva, quando os amigos vieram procurá-lo, buscando apoio para o movimento.
Chegando ao sindicato, o voto do negro decidiu a vitória dos grevistas.Descobriram depois, que tinham votado contra pessoas que nem eram da estiva e muito menos do sindicato. Balduíno estava feliz com a paralisação e radiante por fazer parte da comissão de greve. Tudo estava parado.

O negro se sentia o dono da cidade. Sempre desprezou os trabalhadores, preferia se suicidar a juntar-se a eles e, no entanto, agora os admirava, sabia que podiam deixar de ser escravos. Tinham a vida da cidade nas mãos. Essa descoberta o fazia renascer. Durante a assembleia, narrou à vida dos camponeses nas plantações de fumo, descreveu o trabalho das mulheres nas fábricas de charuto, falou dos homens sem mulheres.

Saiu carregado em triunfo sob os aplausos dos amigos. Um dos investigadores, que a tudo observava, o fitou para não esquecer aquele rosto. No palácio do governo, o advogado, Gustavo Bandeira, pai do filho de Lindinalva, negociava pelos grevistas, avisando-lhes que a reunião seria prolongada, mas a solução seria honrosa.

Jubiabá de Jorge Amado: lutava para que as reivindicações dos operários fossem atendidas, mas os patrões insistiam em atender apenas 50% delas. A caminho do restaurante, o advogado da Companhia, Dr. Guedes, e o diretor americano, Tomas, convidaram Gustavo para ser o segundo advogado da firma.

Diziam que não o estavam comprando, desejavam ter um representante dos trabalhadores na companhia. Defenderia, portanto, os interesses dos operários ao compor o quadro da diretoria. Gustavo pensou na esposa, Zuleika, e no carro que esta tanto desejava, na possibilidade de chegar ao parlamento.

O americano Tomas lhe ofereceu oito contos por mês pelo trabalho. O advogado disse que o dinheiro não era o mais importante e, sim, sua condição de ser o representante dos operários. Gustavo veio para a assembleia e apresentou a oferta de 50% dos patrões, falando-lhes que deviam aceitá-la, pois a miséria poderia cair sobre seus lares. Os líderes mais experientes alertavam os trabalhadores, dizendo que estavam sendo enganados e por isso deviam resistir. Os operários saiam às ruas, gritando por greve geral e para impedir que outros trabalhassem. Na Baixa do Sapateiro, o conflito era sério com mortos e feridos por todos os lados.

Jubiabá de Jorge Amado: o Gordo enlouqueceu, quando uma das balas dos soldados atingiu uma negrinha, ferindo-a mortalmente. O rapaz saiu gritando pela rua: onde está Deus, estendendo os braços como se a carregasse junto ao corpo. Finalmente, o governo e os patrões comunicaram à comissão de grevistas que lhes concediam o que pediam e a greve se encerrou. Com a vitória, Balduíno visitou Jubiabá que o recebeu como se ele fosse o maior dos santos.
O negro disse ao pai de santo que tinha descoberto o que os ABCs ensinavam e que tinha achado o caminho certo.

Jubiabá de Jorge Amado: os trabalhadores que antes desprezava eram os verdadeiros donos da cidade. Eram escravos, mas estavam lutando para se libertar. A luta verdadeira era a greve. E isso nem Jubiabá sabia. Sonhava que um dia partiria num navio e faria greve em todos os portos.
Sabia que não entraria mais pelo mar, para a morte como fez seu amigo Viriato, o anão. A greve o salvou. Do navio, daria adeus. Ele fez a greve e aprendeu a amar a todos os mulatos, negros e brancos que eram escravos e estavam rebentando as cadeias.

Eram todos homens de luta como Zumbi dos Palmares. O ABC que Antonio Balduíno tanto sonhara saiu contando sua vida, era vendido no cais, nos saveiros, nas feiras e Mercado Modelo, trazendo na capa vermelha um retrato do tempo em que o negro era lutador de boxe.

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