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Resumo de Livro de Leitura Obrigatória para Vestibular

Jubiabá de Jorge Amado

 

Resumo Jubiabá de Jorge Amado – parte I

O negro Antonio Balduíno lutava contra Ergin, o alemão, “campeão da Europa central”, sob os olhos do povo, sentado nos bancos do Largo da Sé. Pretos, brancos e mulatos torciam por Balduíno que, ao final, sagrou-se vencedor.
Antonio se destacava como o chefe das quadrilhas de moleques do Morro do Capa Negro. Seus companheiros eram O Gordo, Joaquim, Viriato, o anão, Zé Casquinha, Rozendo e Felipe, o belo.

Por volta dos oito anos, seu prazer era olhar a cidade de cima do morro e ver, lá embaixo, as luzes acendendo; sonhava conhecer a cidade de perto. Às vezes, nessa contemplação, perdia o jantar e a surra, dada por sua tia Luísa, o aguardava. A tia foi pai e mãe para o menino, que só conhecia o nome paterno; Valentim, jagunço ligado ao grupo de Antonio Conselheiro, fato que deixava o garoto orgulhoso.

Nas brincadeiras, escolhia sempre o papel do pai. Uma de suas tarefas era ajudar a tia fazer mungunzá e mingau de puba para ser vendido à noite no Terreiro. Luísa sofria, de vez em quando, de severos ataques de dor de cabeça que a tiravam de ação. Jubiabá, o pai de santo, era chamado para atender a velha. Antonio Balduíno o temia. Muitas histórias corriam sobre o feiticeiro.
Alguns meninos diziam que ele virava lobisomem, outros que prendia o diabo numa garrafa. Além disso, durante as reuniões, na casa do pai de santo, saía uma música estranha, uma batucada misteriosa que tirava o sono do menino. Por tudo isso, Balduíno temia Jubiabá.

Jubiabá de Jorge Amado: em certas noites e dias santificados, muitas pessoas se reuniam na porta de Luísa para contar casos passados e Jubiabá lá também estava, contando histórias que Antonio amava, evitando sair com os amigos para poder ouvi-las. Outro que se juntava ao grupo, era o malandro Zé Camarão, tocador de violão e contador de histórias sobre cangaceiros. O menino o admirava e era seu melhor aluno de capoeira. Desejava, ainda, aprender a tocar violão com o mestre. Essa era a forma de educação que recebia, acreditando que, quando crescesse, certamente teria suas aventuras narradas num ABC.

A vida no Morro do Capa Negro era difícil. Viviam das tarefas no cais, carregando cargas pesadas ou do trabalho em casas ricas. As crianças já sabiam seu destino; o trabalho no cais ou em fábricas enormes. Enquanto isso, os meninos ricos iam ser médicos, advogados, engenheiros, homens ricos. Também, podiam ser escravos desses ricos. Antonio Balduíno queria outro destino, desejava ser livre como Jubiabá e Zé Camarão.
Tudo o que fez depois, veio das histórias de valentia ouvidas à porta da casa da tia Luísa. E elas falavam daqueles que se revoltaram contra o trabalho escravo, dedicado ao branco. Mas, Balduíno era também moleque travesso, líder das coisas malfeitas no morro.

Após três anos, Luísa passou a ter, com mais frequência, fortes dores de cabeça. Nesses ataques tratava muito mal Balduíno e assim que melhorava, arrependida, punha o sobrinho no colo e o agradava. Era difícil para a criança compreender os humores da tia, tendo sempre a sensação de que iria perdê-la.

Jubiabá de Jorge Amado: as dores passaram a ser mais frequentes e Luísa enlouqueceu de vez, sendo levada para o hospício. Antonio Balduíno foi morar com o comendador Pereira, numa casa na Travessa Zumbi dos Palmares e, pelo caminho, só desejava fugir. Ficou amigo da filha do casal, Lindinalva.
A cozinheira Amélia, enciumada porque o tratavam bem, lhe dava surras violentas. Na escola, o moleque chefiava todas as malvadezas, até ser expulso como aluno incorrigível. Jubiabá levou-o até o hospício para visitar a tia. Mas, na segunda visita, foi para acompanhar o enterro de Luísa.

A vida na casa do comendador tornou-se insuportável, porque o ódio da cozinheira aumentava dia a dia. Balduíno tinha agora quinze anos e Amélia inventou que o rapaz ficava olhando as pernas de Lindinalva, além de espiá-la na hora do banho. O comendador, furioso com essa história, lhe deu tremenda surra que Antonio fugiu de casa. Maltrapilho passou a frequentar as ruas do centro de Salvador e a mendigar.

Tornou-se o líder dos desocupados, especialista em pedir esmolas da maneira mais comovente. O dinheiro apurado era dividido entre os membros do grupo. Mais tarde, dedicaram-se a assaltar as pessoas durante os festejos de carnaval, a festa do Bonfim e as do Rio Vermelho. Assustavam a todos com suas navalhas, punhais e canivetes.

Jubiabá de Jorge Amado: passaram-se dois anos e os garotos, já homens fortes, não conseguiram mais convencer as pessoas a lhes dar esmolas. Acabaram presos como malandros e desordeiros, apanhando dos soldados até sangrarem, sem nenhum direito de defesa. Foram fichados e ficaram por oito dias na cadeia. Ao saírem livres, voltaram a vagabundear pela cidade, contudo, aos poucos os membros foram se distribuindo em trabalhos diversos.
Antonio Balduíno voltou ao morro para malandrear com Zé Camarão, jogar capoeira, tocar violão e ir às macumbas de Jubiabá. Balduíno tornou-se um bamba na capoeira, exímio tocador de violão e bom compositor de sambas, vendidos para serem gravados, com sucesso, por Anísio Pereira, que afirmava ser o compositor de todos eles. Antonio namorava Joana e com o dinheiro recebido por dois sambas vendidos, comprou sapatos para si e um corte de chita para Joana. Toda vez que a amava, no areal, sonhava com o corpo de Lindinalva.

Jubiabá de Jorge Amado: o casal frequentava o bar “Lanterna dos Afogados”, mas Joana não gostava do local por ser mal frequentado. Copeira na casa de D. Vitória, a moça morava num quartinho nas Quintas. Tinha ciúmes de Balduíno, pois sabia que o negrinho amava outras mulatas.
Aos dezoito anos, Balduíno tinha grande prestígio entre as empregadas, lavadeiras e negrinhas que vendiam acarajé e abará. O negro levava uma vida boêmia, enquanto Jubiabá trabalhava em seu terreiro, fazendo macumbas, recebendo amigos e pessoas que vinham de fora pedir despachos.

Toda sorte de gente procurava o pai de santo, de ricos de automóvel a doutores de anel. Uma noite no “Lanterna dos Afogados”, Balduíno foi procurado por um gringo, Luigi, que o tinha visto brigar com o soldado Osório por causa da mulata Maria dos Reis que acabou se tornando amante de Balduíno.

O homem o convidou para lutar boxe, oferecendo-se para ser seu treinador. Acabou contratado por Luigi e, o companheiro de infância e boemia, o Gordo, se tornou seu ajudante. Seguiram-se várias lutas em que ora perdeu, ora saiu vencedor. Mas a tristeza maior veio quando Maria dos Reis parte com a madrinha para morar no Maranhão. Chora de saudades, porque era a única mulher que não lhe recordava Lindinalva.

Jubiabá de Jorge Amado: acabou campeão da Bahia, tornando-se o Baldo, campeão baiano de todos os pesos. Um empresário do Rio o procurou e pagou cem mil-réis para Baldo perder a luta. O negro aceitou a oferta, exigindo pagamento em adiantado. No dia acertado, venceu mais uma vez, deixando o empresário aturdido. A carreira de boxeador de Balduíno terminou no dia em que leu no jornal sobre o noivado de Lindinalva com o advogado Gustavo Barreiras. Balduíno e o Gordo embarcaram no saveiro de Mestre Manuel e ficaram trabalhando na cidade velha de Cachoeira, onde se fabricava charutos. Vagabundeavam por lá, vendo as tristes mulheres voltando das fábricas.

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Publicado em:Resumos de livros

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