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Resumo dos livros de vestibular

Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo

 

Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo

O romance Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo, de 1895, é a última obra romanesca do escritor.

O romance é narrado em primeira pessoa, onde Olímpia, a sogra, que sem conhecimentos acadêmicos ou filosóficos, escreve uma tese sobre o casamento que deve ser seguida por seu genro e filha. Ela convence-se de que o mal do casamento não está na monogamia, mas no meio de exercê-la.

O livro provoca diversas emoções, sentimentos e sensações naqueles que são casados ou vivem as situações descritas.
O Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo desperta, a partir do título, curiosidade sobre o seu conteúdo; famosas são as anedotas que se contam das sogras.

Verdade ou ficção, a leitura do livro é capaz de provocar as mais conflitantes emoções naqueles que vivem a idealizar os sentimentos e as paixões.
O autor, Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, nasceu a 14 de abril de 1857, em São Luís do Maranhão, e pode ser considerado o maior representante da ficção naturalista no Brasil.
A partir da obra de Azevedo fixa-se nas letras brasileiras a preocupação com a realidade objetiva.

A vida no fazer literário naturalista é representada através da ótica sistemática da ciência. A representação dos acontecimentos cotidianos e dos temperamentos preserva o tom determinista na análise, e as palavras de ordem são dissecar, documentar e observar.

Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo: a supremacia da natureza sobre a cultura fica demonstrada pela alusão às características físicas, biológicas e instintivas do homem separando as coisas da carne – incluídos os líquidos, odores e todos os fluidos corporais – das normas instituídas pela cultura burguesa.

O genro de Olímpia (a “sogra”) é observado como uma “espécime” de homem que satisfaz em representação fisiológica a forma material perfeita do corpo humano:
– “A conformação geral do corpo esteticamente falando, é simplesmente maravilhosa! Quando o vi nu, pensei ter defronte dos olhos uma estátua grega. Marte e Apolo fundidos, formando um homem.

Que belo conjunto de força e delicadeza anatômica! Nem sei como, com a degeneração da raça latina e com a crescente depravação dos costumes, ainda possa haver- no Brasil! um moço em semelhantes condições físicas! Verdade é que ele é de raça catalã!”
Além disso, a procriação humana é a verdadeira missão que a natureza exige de homens e mulheres: “procriar, e procriar bem”.

Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo: estas e outras passagens fazem ver a maneira incomum que o naturalista Azevedo, através de Olímpia, utiliza para interpretar o laço matrimonial.
Também a crítica social está permeada por um pensar irônico que questiona as regras sem criticá-las, induzindo o leitor, pelas situações do texto, a desnudar a hipocrisia das convenções sociais: “O marido é sempre para a mulher uma garantia do presente e uma garantia do futuro; o amante é nada mais do que um incidente arriscado.
O marido é uma conquista social; o amante é um sacrifício feito ao amor.”
No Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo, Olímpia utiliza inúmeros argumentos para justificar suas ações que buscam afastar da convivência genro e filha: – “Que diabos de felicidade é então essa, que os casados aconselham a todos os seus amigos que a evitem?
Será isso egoísmo na ventura, ou falso vexame de confessar a própria desgraça?”

Leia a biografia de Aluísio Azevedo

Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo

Publicado em:Resumos de livros

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