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Resumos dos livros para Vestibular

Machbeth de Willian Shakespeare

 

Resumo Machbeth de Willian Shakespeare – parte II

Machbeth de Willian Shakespeare – ATO I, Cena I
Lugar deserto. Trovões e relâmpagos. Entram três bruxas.

PRIMEIRA BRUXA — Quando estaremos à mão com chuva, raio e trovão?
SEGUNDA BRUXA — Depois de calma a baralha e vencida esta batalha.
TERCEIRA BRUXA — Hoje mesmo, então, sem falha.
PRIMEIRA BRUXA — Onde?
SEGUNDA BRUXA — Da charneca ao pé.
TERCEIRA BRUXA — Para encontrarmos Machbeth
PRIMEIRA BRUXA — Graymalkin, não faltarei.
SEGUNDA BRUXA — Paddock chama.
TERCEIRA BRUXA — Depressa!
TODAS — São iguais o belo e o feio; andemos da névoa em meio.
(Saem).

Machbeth de Willian Shakespeare – Cena II
Um campo perto de Forres. Alarma dentro. Entram o rei Duncan, Malcolm, Donalbain, Lennox e pessoas do séquito. Encontram um sargento ferido.
DUNCAN — Quem é esse indivíduo ensanguentado? Pelo que mostra, pode dizer algo sobre o estado recente da revolta.
MALCOLM — É o sargento que, como bom e intrépido soldado, me livrou do cativeiro. Salve, valente amigo! Ao rei relata quanto sabes da luta até ao momento em que saíste dela.
SARGENTO — Duvidoso era o desfecho, como dois cansados nadadores que um no outro se embaraçam, a arte prejudicando mutuamente. O impiedoso Macdonwald, digno em tudo de ser mesmo um rebelde – que as inúmeras vilanias do mundo em torno dele como enxames esvoaçam – suprimentos das ilhas do oeste recebeu de quernes e galowglasses; e a fortuna, rindo para sua querela amaldiçoada, mostrou-se prostituta de um rebelde.

Mas tudo isso foi fraco em demasia, porque o bravo Machbeth – merece o título – desdenhando a fortuna, de aço em punho, a fumegar da execução sangrenta, tal como o favorito da bravura, soube um caminho abrir até postar-se bem na frente do escravo, não lhe tendo apertado a mão nem dito nenhum adeus, enquanto de alto a baixo não o descoseu e em nossos parapeitos pendurou-lhe a cabeça.
DUNCAN — Oh bravo primo! Que digno gentil-homem!

Machbeth de Willian Shakespeare – Willian Shakespeare: (1564-1616)
É impossível falar de Shakespeare sem empregar superlativos. Os críticos não se cansam de dizer que ele foi o maior escritor da língua inglesa e talvez o maior poeta da literatura universal.
Apesar de toda esta glória, a vida de Shakespeare esteve envolta em mistério e talvez nunca será devidamente esclarecida. Sabemos que ele nasceu na pequena cidade inglesa de Stratford on Avon. A casa em que se presume que ele tenha nascido ainda se acha intacta e foi convertida em um museu onde se podem ver os originais de seus primeiros manuscritos.

Próximo à sua casa encontra-se a escola elementar que ele provavelmente frequentou quando menino e o pequeno teatro onde aprendeu a gostar das peças apresentadas por atores viajantes. A mãe de Shakespeare fazia parte da nobreza; seu pai era um cidadão importante em Stratford, alto funcionário e juiz de paz. Com o decorrer do tempo, ele se tornou escudeiro, sendo presenteado com um brasão de armas.

Machbeth de Willian Shakespeare: Na vila de Shottery, perto de Stratford, com apenas 18 anos de idade, casou-se com Anne Hathaway, mais velha do que ele 8 anos. Depois do nascimento de três crianças, Shakespeare foi a Londres em busca de fortuna. Se ele ou sua esposa se separaram ou se viam de vez em quando, tem sido assunto muito discutido.
Depois de passar vinte anos como ator e escritor dramático, regressou a Stratford e aparentemente levou uma vida de rico escudeiro. Hoje ainda podemos ver a casa altaneira que lá comprou, apesar de não mais se achar intacta.
Morreu com idade de 52 anos deixando expresso o seu desejo de ser enterrado na capela da Igreja da Trindade, em Stratford.

Machbeth de Willian Shakespeare: desejando mudar os costumes da época, no qual os ossos ali enterrados eram removidos das tumbas, Shakespeare pediu que colocassem este último poema na tumba:
“Good friend, for Jesus’ sake forbeare to dig the dust enclosed here: Bleste be the man that spares these stones, and curst be he that moves my bones.”
“Bom amigo, pelo amor de Jesus, abstenha-se de cavar a poeira encerrada aqui: Abençoado seja o homem que poupar estas pedras e maldito seja aquele que remover meus ossos.”

Com todas estas evidências concretas em Stratford, Shakespeare apareceu como uma pessoa real mas, em Londres, onde ele passou a maior parte de sua vida e completou seus trabalhos mais importantes, ele se assemelha a um mito.

Depois de sua morte, seus amigos e colaboradores publicaram suas obras no que é conhecido como “The First Folio”. Esta foi uma tarefa difícil, pois Shakespeare não tinha tomado nenhuma medida para preservar seus manuscritos. Felizmente, a maioria de seus trabalhos puderam ser encontrados nos arquivos dos velhos teatros.

O nome de Shakespeare é ligado à autoria de cento e cinquenta e quatro sonetos, cinco poemas bastante extensos e trinta e sete peças de todos os tipos – farsa, história, comédia, romântica e tragédia. Nem todas as obras a ele atribuídas são realmente suas mas, a maioria delas, possui sua irrefutável marca: versatilidade, vocabulário e uma compreensão profunda da natureza humana que nenhum outro escritor inglês conseguiu igualar. É impossível estabelecer as datas exatas das obras de Shakespeare, mas podemos classificá-las em quatro grupos gerais que representam os períodos de sua vida, da juventude à chegada da velhice.

Machbeth de Willian Shakespeare: as obras do primeiro período são marcadas por sonhos juvenis e pelo espírito exuberante. Entre elas acham-se “A Mid Summer Night’s Dream” (Sonho de Uma Noite de Verão), excelente fantasia poética; “The Merchant of Venice” (O Mercador de Veneza) com sua cena dramática do julgamento; “The Taming of the Sherew” (A Megera Domada) sua farsa mais popular; “Romeo and Juliet” (Romeu e Julieta) uma tragédia romântica de beleza eterna e de renome mundial.

O segundo período foi o das grandes crônicas e comédias românticas. O gordo Falstaff aparece em duas criações suas: “King Henry the IV” (Henrique IV) e “The Merry Wives of Windson” (As Alegres Comadres de Windson), obra escrita a pedido da rainha que queria ver Falstaff apaixonado.
Na época, Shakespeare escreveu três grandes comédias: “Much Ado about Nothing”, “As you Like It” e “The Twelfth Night”. Elas possuem muita coisa em comum como a profusão de lirismo, o enredo envolvido em identidades ocultas, as heroínas disfarçadas de rapazes e os protagonistas cômicos altamente individualizados.

Machbeth de Willian Shakespeare: depressão e tristeza marcam o terceiro período. Não se sabe ao certo o motivo ou a desilusão na vida de Shakespeare que o levou a sentir-se deprimido durante esta fase de sua vida. Entre as várias obras cujo cenário era Roma e Grécia, a mais conhecida é “Julius Caesar” que analisa a relação entre o homem e o Estado.

Muito mais importantes são as quatro obras que tocam nas profundezas das experiências humanas nos vários períodos da vida. O jovem príncipe Hamlet mostra um intelecto sensível e sutil, lutando contra circunstâncias adversas da vida e contra os elementos de sua própria natureza. Othelo, o profundo estudo de um amor maduro que, levado pelos ciúmes e pela suspeita, foi destruído. King Lear é o inesquecível retrato de um rei idoso mas com espírito jovem, que enlouqueceu pela ingratidão de suas filhas.

Machbeth de Willian Shakespeare: Machbeth analisa a alma de um soberano que sacrifica a todos para satisfazer sua ambição pessoal. No quarto período, a tempestade e a ênfase, abrigadas no espírito de Shakespeare, parece ter se desvanecido. “A Winter’s Tale” e “The Tempest” são obras de reconciliação e amor.

Velhos erros são corrigidos e perdoados no final. Ele volta à fantasia espirituosa e ao romance sensível de suas comédias anteriores, com uma filosofia cativante, especialmente na sua última obra, “The Tempest”.
Assim, o gênio de Shakespeare completa seu ciclo de vida sem diminuir seu poder poético e com um retorno quase divino ao seu apogeu na literatura universal.

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Publicado em:Resumos de livros

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