Mar Morto de Jorge Amado II - Vestibular1

Mar Morto de Jorge Amado II

Mar Morto de Jorge Amado

 

Resumo Mar Morto de Jorge Amado – parte II

Mar Morto de Jorge Amado – Décimo primeiro capítulo – Rapto de Lívia
Guma alimentava seis meses de um desejo intenso. Chegando de Santo Amaro, Rodolfo levou-o para ver Lívia, que estava bela e tímida. Os tios dela, que tinham uma pequena quitanda e que foram salvos por Guma no acidente com o “Canavieiras”, não aceitavam o relacionamento, queriam que ele fosse embora, pois Lívia não podia esperar nada de um marinheiro mais pobre que eles.

Guma entregou a ela uma carta; na verdade, foi escrita pelo doutor Filadélfio, conhecido por todos como doutor, escrevia histórias em versos, ABCs do cais, cantigas. A resposta de Lívia veio quando ele voltava:
“- Estou preparando o enxoval.”
Os tios proibiram Guma de visitá-la, e Rodolfo sugeriu que ele a raptasse, que a levasse para Cachoeira e casasse na volta. Combinaram tudo para uma semana. E assim se fez. Na ida, preso ao leme do “Valente”, sente as carícias dos cabelos dela.

Mar Morto de Jorge Amado – Décimo segundo capítulo – Marcha nupcial
Rodolfo acalma os tios de Lívia, que estavam revoltados, e pede a Guma que faça sua irmã feliz. O casamento seria daí a sete dias, na igreja de Monte Serrat e no fórum.

O velho Francisco ficou danado, pois sabia que um marinheiro não se devia casar. Iria embora. A mulher de Guma poderia não gostar que ele continuasse morando ali. Mas não foi. Ali mandava Guma. Doutor Filadélfio bebeu no Farol das Estrelas à saúde de Guma e de sua futura.
No dia do casório, o cortejo entrou na casa de Guma. Jeremias trouxera o violão, e o negro Rufino, sua viola. Cantaram as canções do mar; desde aquele dia, que a noite é para o mar.
Lívia jurou que seu filho não seria marinheiro.

Mar Morto de Jorge Amado – Segunda Parte
A segunda parte da obra denomina-se O Paquete Voador (nome do segundo barco de Guma) e compõe-se de nove capítulos.

Mar Morto de Jorge Amado – Primeiro capítulo – Roteiro do mar grande
Meses de dificuldades no cais. Poucas viagens. Trabalho só para a boia. Quando Guma estava de bom humor, Lívia acompanhava-o, às vezes ficava sozinha, com o velho Francisco, ouvindo as histórias do cais. Sabia que o marido estava no mar e que podia não voltar. Gostou quando Esmeralda, amásia de Rufino, veio morar junto dela. Era uma mulata bonita e peituda.

Às vezes, a professora Dulce passava por lá e dava dois dedos de prosa. Esmeralda não gostava de Rufino que, se morresse no mar, ela arranjaria outro, ele já era o quarto. E ficava com insinuações para cima de Guma, que evitava, pois ela era amásia de Rufino, que era seu amigo.

Guma no “Valente” e mestre Manuel no “Viajante sem Porto” apostam corrida. Guma ganha. Andando pela praia, Lívia e Maria Clara encontram duas ciganas, e uma delas disse a Lívia que eles, ela e o marido, estavam passando por dificuldades, que as coisas iriam melhorar, que Guma corria grande perigo. Já há um ser que se move dentro de Lívia.

Mar Morto de Jorge Amado – Segundo capítulo – Esmeralda
Grávida, Lívia procura Dr. Rodrigo, que ajudava as mulheres do cais e não se negava, inclusive, a fazer anjos, pois era um favor para muitas daquelas mulheres que passavam fome.
Guma, ao saber que ia ser pai, avisou a todos, primeiro a Rufino, e foi comemorar no Farol das Estrelas. Esmeralda falou a Guma que não tinha topado ainda com um homem que lhe fizesse um filho.

Não queria um filho de Rufino. Ela era preta e queria melhorar a família. E mais uma vez, insinuou-se para Guma. Lívia passou mal e quase abortou. Guma chamou Esmeralda e doutor Rodrigo para ajudá-lo.
Enquanto Lívia dorme, Guma, sozinho com Esmeralda, deita-se com a amásia do seu melhor amigo. Depois, num momento de cólera, ameaça matá-la, quando ouve os passos dos tios de Lívia que chegavam com o velho Francisco.
Lívia passava bem.

Mar Morto de Jorge Amado – Terceiro capítulo – Eram cinco meninos
Após a melhora de Lívia, Guma viajou, fugindo das perseguições de Esmeralda e tentando evitar Rufino, pois havia quebrado a lei do cais, traindo seu melhor amigo. Sentia vergonha. Encontrou Rufino no mar com a canoa engolindo água, parte da carga de açúcar perdida, que foi removida para o “Valente”.
Lívia e Esmeralda esperam os seus homens no cais. Somente Guma chega e, ao subir a ladeira com Lívia, Esmeralda sente ciúme. Guma fugia dela.

Leôncio, dado como morto, irmão do velho Francisco e tio de Guma, chega misteriosamente. Todos se assustam, principalmente o velho Francisco que pede que ele vá embora, mas Lívia permite que ele fique por duas noites. Saiu para andar pelo porto e nunca mais voltou. Guma tem receio de que Esmeralda conte a Rufino o seu relacionamento com ele. Esmeralda tinha os seios pontudos, e Rufino estava enrabichado por ela.
Na viagem seguinte, Rufino perguntou a Guma se ele já tinha ouvido falar de Esmeralda no cais. Veem os destroços de três saveiros. Salvam a tripulação. Eram cinco crianças que o pai esperava. Só sobrou uma.

Mar Morto de Jorge Amado – Quarto capítulo – Água mansa
Depois do novo desaparecimento de Leôncio, velho Francisco pouco parava em casa, vivia no cais, bebia no Farol das Estrelas, voltava sempre bêbedo. Rufino já desconfiava de que Esmeralda andava enganando-o, de que era corno. Achou uma carta dela endereçada a um marinheiro do “Miranda”.
Num passeio de canoa, com troca de acusações, Esmeralda, sabendo que ia morrer, conta em detalhes o seu envolvimento com Guma, mas Rufino não acreditou.

E ela ria. E foi rindo que morreu. Rufino abriu a cabeça dela com o remo: matou-a e, depois, jogou-se no mar para ser comido pelos tubarões. Morreu sem alegria. Só encontraram, depois, pedaços dos cadáveres.
Guma trabalhando no mar, Lívia achava cada vez mais que a vida dele corria perigo. Os tios dela iam visitá-la, queriam que Guma deixasse aquela vida do cais e fosse trabalhar na cidade alta.

Mar Morto de Jorge Amado – Quinto capítulo – O “Valente”
“Valente” era o nome do saveiro de Guma.
Aqui, Jorge Amado destaca a volta de Chico Tristeza, um negro que fora embora há muito tempo e, agora, voltava hercúleo, contando histórias. Trouxe um xale de seda para a sua mãe que vendia cocada.
A história que mais impressionou a todos foi a da África. Ali, vida de negro era pior que vida de cachorro.

Lá, num descarregamento do Lloyd Brasileiro, os negros trabalhavam sob o chicote do branco. Aí, um preto que era foguista do navio, de nome Bagé, viu um negro ser chicoteado. Tomou o chicote das mãos do branco francês e, à frente de todos, deu-lhe uma surra. Nunca ninguém tinha visto aquilo.
Chico Tristeza foi embora. Seu navio só demorou dois dias.

Mar Morto de Jorge Amado – Sexto capítulo – O Filho
O Dr. Rodrigo foi chamado, pois Guma, no acidente, ficou com um ferimento na cabeça, mas primeiro teve que atender Lívia.
Nasceu o filho de Guma. Ao invés de ficar alegre, Guma estava triste: seu filho nasceu, e ele não tinha um saveiro. Com a ajuda do Dr. Rodrigo, comprou de João Caçula, para pagar em parcelas, o “Roncador”, que passou a chamar de “Paquete Voador”.

Mar Morto de Jorge Amado – Sétimo capítulo – Toufick, o árabe
Nesse capítulo, aparece a figura do árabe Toufick, que chegou na terceira classe de um navio e vivia em uma aldeia entre os desertos. Com sua mala de mascate, sem conhecer direito a língua, já vendia sombrinhas, seda barata e bolsas às empregadas e criadas da Bahia.

Aos poucos, foi conhecendo a cidade; morava num bairro árabe da Ladeira do Pelourinho.
Por suas qualidades de comerciante, foi trabalhar para F. Murad, o árabe mais rico da cidade, dono de uma casa de tecido que tomava quase todo um quarteirão e contrabandista de seda.

Mar Morto de Jorge Amado – Oitavo capítulo – Contrabandista
Frederico, o filho de Guma e Lívia, já começava a andar, mas não queria saber de brincar com trenzinho, ursinho ou palhaço. Preferia brincar com um barquinho numa bacia de água, prenúncio de que teria o destino do pai.
O “Roncador”, comprado a prazo de João Caçula, havia-se transformado em “Paquete Voador”. Guma devia a Dr. Rodrigo, que não cobrava, mas João Caçula vivia no seu pé, querendo que ele vendesse o barco para lhe pagar o que devia.

Toufick propõe a Guma que aceite transportar o contrabando de sedas, serviço feito por Xavier, que o deixou na mão. Guma podia ganhar, de uma só vez, até quinhentos mil réis e pagar o seu saveiro em dois ou três meses. Guma reluta, mas, por extrema necessidade, aceita o serviço, recebendo cem mil réis de adiantamento. Na primeira viagem, conhece Haddad, outro contrabandista, e F. Murad, o árabe mais rico da cidade.

Rodolfo e Lívia já desconfiavam de que Guma estava metido no negócio de contrabando, até que ele, encurralado e sem argumentos, diz a ela que, quando acabasse de pagar o “Paquete Voador”, deixaria aquela vida.
Guma pagou o saveiro. Tomou amizade ao árabe Toufick. A vida havia melhorado. Guma tinha duzentos e cinquenta mil réis em casa e estava livre de dívidas. Em breve, quando juntassem um conto de réis, deixariam aquela vida para morar na cidade alta. Dariam um destino melhor para o filho.

Mar Morto de Jorge Amado – Nono capítulo – Terras de Aiocá
Guma manda avisar a Rosa Palmeirão, nas terras do Norte, que o “neto” dela já havia nascido. Lívia a recebeu como uma irmã. Guma, enfrentando um grande temporal, numa das viagens de contrabando, com Toufick, Haddad e, desta vez, com Antônio, jovem árabe e filho de F. Murad, naufraga com o “Paquete Voador”.

Os tubarões devoram Haddad, Guma salva Toufick e fica ouvindo os gritos e F. Murad, na praia, pedindo pelo filho. Guma volta ao mar, pega o jovem que é jogado na praia pela forte correnteza.
Numa luta mortal com tubarões, Guma desaparece. O vento joga o “Paquete Voador” na areia do porto.

Mar Morto de Jorge Amado – Terceira parte
A terceira parte da obra denomina-se Mar Morto e possui quatro capítulos.

Mar Morto de Jorge Amado – Primeiro capítulo – O mar é doce amigo
No “Viajante sem Porto”, mestre Manuel, Dr. Rodrigo, o velho Francisco, Maneca, Maria Clara e Lívia chegam ao local onde Guma desapareceu. O velho Francisco acende uma vela. Onde o pires parasse, lá estaria o corpo. Era só mergulhar. Todas as tentativas foram em vão. Guma desapareceu salvando dois, teve a morte mais heroica do cais.

Mar Morto de Jorge Amado – Segundo capítulo – A noite é para o mar
Aqui, temos a volta da mãe de Guma, depois de vinte anos, velha e trôpega, meio cega. Toufick agradece a Lívia por Guma ter salvado a vida dele e a de Antônio. Murad, pai de Antônio, mandara uma certa quantia em dinheiro. Em certa estação de rádio da Bahia, alguém pede às mulheres que rezem para encontrar o corpo de uma marinheiro que morreu afogado.
Lívia assume o comando do “Paquete Voador”.

Mar Morto de Jorge Amado – Terceiro capítulo – Hora da noite
Lívia sente o peso da solidão. O seu homem estava longe, morto no mar. Outros homens rondavam a sua porta. Para ela, a noite continua. À noite sem estrelas do mar morto.

Mar Morto de Jorge Amado – Quarto capítulo – Estrela
A professora Dulce olha da escola. Os saveiros saem. Lívia, bem frágil, e Rosa Palmeirão, de navalha na saia e punhal no peito, seguem no veleiro. Rosa Palmeirão parece um homem em cima do “Paquete Voador”.
O velho Francisco, olhando para o mar, vê Lívia em pé, no “Paquete Voador”. E grita para os outros no cais:
“- Vejam! Vejam! É Janaína.”
Era a segunda vez que ele a via. Segundo Jorge Amado, “assim contavam na beira do cais.”

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Aproveite e leia a biografia de Jorge Amado

Mar Morto de Jorge Amado

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