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Resumo de Livros e Obras Literárias por Vestibular1

O Apanhador no Campo de Centeio

O Apanhador no Campo de Centeio – “The Catcher in The Rye” – J. D. Salinger – parte I

Resumo O Apanhador no Campo de Centeio – Introdução

O objetivo deste trabalho é mostrar de forma concisa a análise efetuada do livro “The Catcher in The Rye” – O Apanhador no Campo de Centeio e tentar mostrar o que pode se passar na cabeça de um adolescente.

Apontaremos os fenômenos que provocam a degradação individual, psicológica e social de um adolescente, fazendo um breve enfoque no contexto histórico, biografia e crítica literária feita por alguns autores. O trabalho conta também com uma síntese da obra e sua análise.

Procuraremos mostrar um pouco da obra de J.D. Salinger, entretanto a leitura da obra é essencial, não é aconselhável ficar apenas neste trabalho, o livro é ótimo e faz com que pensemos sobre nossos adolescentes e até que ponto eles podem ser influenciados.

I. Contexto Histórico – O Apanhador no Campo de Centeio
Quando a Segunda Guerra Mundial começou na Europa em 1939, a maioria dos Americanos queriam ficar fora disso. “Primeiro a América” era frase popular do tempo.
As pessoas sentiam que América deveria se preocupar com seus próprios problemas e esquecer o resto do mundo.

Até 1945, a América era um mundo poderoso com enorme responsabilidade internacional. Isto fazia todos os americanos orgulhosos e extremamente inconformados.
A Segunda Guerra Mundial inspirou um grande número de romances de guerra. Muitos, no entanto, pertenceram a tradição naturalista.

Eles eram naturalistas porque estudavam o efeito da guerra nos soldados e nas outras pessoas. Embora os romancistas odiassem a guerra, eles raramente mostravam algum tipo particular da consciência política.

A maioria dos escritores dos anos 40 e 50 estavam interessados na ideologia dos esquerdistas dos anos 30.
Os autores americanos dos anos 50 mostravam que estavam inconformados com a pós-guerra mundial. A nova política temia o comunismo e a bomba atômica, que para eles era menos importante do que os problemas psicológicos da nova sociedade americana.

O Apanhador no Campo de Centeio: não é um período de importantes experimentações no estilo. Muitos, dos maiores autores estavam interessados em desenvolver novos e importantes temas.

Eles, neste período, tentaram encontrar respostas para a velha questão: “QUEM EU SOU?” Os escritores negros e judeus americanos encontraram a resposta em sua própria cultura e no seu meio racial, outros exploraram as ideias da filosofia e psicologia moderna.

Os jovens escritores usaram a religião oriental para o mesmo propósito. Os novos escritores do Sul, entretanto, eram um pouco mais modernos. Em seus trabalhos, eles sentiam a tristeza e o peso do passado.

O Apanhador no Campo de Centeio: nesta época, a sociedade passava por várias transformações bruscas determinadas, em geral, por fenômenos exteriores.
A revolta modernista na arte buscava uma nova maneira de olhar o mundo, surgindo também uma mentalidade renovadora na educação e nas artes.

O modernismo foi um movimento, o qual rompeu com todas as estruturas do passado. Os modernistas nunca se consideraram componentes de uma escola. O que unificava era um grande desejo de expressão livre.

Eles afirmaram a sua libertação em vários rumos e setores: vocabulário, sintaxe e escolha dos temas. Os escritores desse período passaram a questionar com mais vigor a realidade do século XX.

II. Biografia – O Apanhador no Campo de Centeio
Jerome David Salinger nascido em 1919 é uma figura realmente estranha, pois desde sempre foi avesso à imprensa ou outras formas de divulgação da sua figura. O que dificultou muito para os autores que queriam publicar uma biografia sua.

O único que conseguiu esta proeza foi o crítico inglês Ian Hamilton, que considerava Salinger um ídolo e que por isso passou anos o perseguindo. Salinger recorreu ao tribunal para impedir a publicação da biografia, ganhou em primeira estância, mas o supremo tribunal ratificou o último veredicto. Então Hamilton após refazer por duas vezes a biografia, finalmente a publica em 1988 com o título A procura de J.D. Salinger (In search of J.D.Salinger).

O Apanhador no Campo de Centeio: na biografia a explicação para o comportamento de Salinger talvez seja a difícil relação que ele tinha com seu pai judeu e com sua mãe de origem escocesa.
Na sua biografia Hamilton também fala das medíocres passagens como estudante pela escola secundária, pela academia militar e durante um breve período pela Universidade de Nova York.

Revela que aos 22 anos, durante o serviço militar, foi enviado para a Áustria, onde foi promovido a sargento e viu em ação as primeiras tropas nazistas. É na segunda Guerra Mundial distingue-se pela coragem (participa inclusive do desembarque da Normandia) e é condecorado.

O Apanhador no Campo de Centeio: dividiu a 2ª Guerra Mundial entre a contraespionagem e a escrita de contos em solitários quartos de hotel. Até que um dia, na Greenwhich Village, descobre o budismo Zen e com ele alguns dos temas e essências da sua obra.

Foi casado três vezes, primeiro com Sylvie (uma médica francesa); depois com Claire Douglas (uma psicóloga) com quem teve dois filhos Matt (ator) e Margareth Ann (consultora) e dois netos. Que ninguém da família permite revelar absolutamente nada. A terceira e atual mulher é Collen O’Neill (profissão desconhecida, ninguém consegue desvendar).

A grande obra prima, o romance no qual trabalhou 10 anos, surge em 1951: The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio). Ainda na época do lançamento, na década de cinquenta, fez o seu editor prometer que não lhe enviaria quaisquer críticas que fossem publicadas sobre o livro.

Reclamou também que a sua foto na contracapa estaria muito grande. Solicitou que não fosse feita qualquer publicidade do livro aludindo à sua pessoa, alegando que não queria correr o risco de acreditar no que leria.
Com apenas quatro obras – The Catcher in The Rye (1951) – O Apanhador no Campo de Centeio, Nine Stories (1953), Franny and Zooey (1961) e Rise High The Roof Beam, Carpenters / Seymour – an introduction (1963) –, conquistou estantes, repôs em cena o mito americano do adolescente em busca de si. e fermentou uma das mais agrestes polêmicas da Literatura dos anos 50.

Atingido o sucesso veloz e permanente, Salinger refugia-se em cidades cada vez mais desterradas (Tarrytown, Cornish…), numa retirada a anteceder as três dezenas de anos em que a sua máquina de escrever não falou. Culto do segredo? Divórcio da sociedade? Por que será Salinger vive tão paranoicamente recluso?

Essas perguntas acreditamos que ninguém conseguirá responder, pois Salinger desde 1965 só deu duas entrevistas, em uma delas declarou “Tenho uma fantástica sensação de paz ao não publicar meus trabalhos. Veria sua livre circulação como um atentado à minha privacidade. Gosto muito de escrever. Mas somente para mim mesmo, para o meu prazer.”

III. Síntese da Obra – O Apanhador no Campo de Centeio
O livro traz o relato de um adolescente de 17 anos – Holden Caulfield – sobre um período conturbado de sua vida.
A histórias inicia-se próximo ao Natal do ano anterior, quando ele ainda tinha 16 anos e estava saindo da terceira escola (colégio) que já havia estudado, o Pencey.

Ele fora expulso por ter sido reprovado em quase todas as matérias (exceto Inglês).
Era um sábado e estava ocorrendo um jogo de futebol que envolvia o time do colégio. Sendo assim, todos estavam assistindo a partida, menos ele que estava voltando de Nova Iorque, onde deveria ter disputado um campeonato de esgrima, se não tivesse esquecido os floretes no metrô.

Ele aproveitou o momento, fez uma visita ao seu velho professor de História para se despedir e voltou para o seu quarto no colégio. Ele estava praticamente sozinho no alojamento; praticamente porque Ackley, um rapaz que não tinha amigos também estava lá.

O Apanhador no Campo de Centeio: Ackley ficou conversando com Holden até a chegada de Stradlater (companheiro de quarto de Holden). Stradlater ia sair com uma garota e queria o casaco de Holden emprestado.
A garota chamava-se Jane e Holden a conhecia, pois ela fora sua vizinha e os dois jogavam damas juntos. Holden acreditava muito na pureza de sua amiga, por isso, ficou furioso quando percebeu que seu amigo, que tinha fama de conquistador, poderia ter feito alguma coisa com Jane.

Os dois brigaram e Holden, por ser o mais fraco, levou a pior, após ter levado um soco de Stradlater ele ficou com o rosto todo ensanguentado e foi para o quarto ao lado que era de Ackley.
Ele pediu para dormir na cama de seu amigo que só voltaria no final do dia seguinte. O rapaz não gostou muito, mas também não lhe deu muita atenção. Holden começou a sentir-se deprimido e resolveu ir embora do Pencey naquele mesmo dia. Era tarde da noite de sábado e eles só poderiam sair para as férias de Natal na quarta-feira.

O Apanhador no Campo de Centeio: a família de Holden ainda não sabia da expulsão. Então, ele decidiu hospedar em um hotelzinho em Nova Iorque até o dia em que ele pudesse chegar em casa com seus pais já sabendo da notícia. Ele arrumou suas malas, contou seu dinheiro e foi embora.

Chegando em Nova Iorque, ele hospedou-se num hotel chamado Edmont. Ainda era início da madrugada de domingo, ele não estava cansado e não queria dormir. Pensou em ligar para muitas pessoas, até mesmo para sua irmã Phoebe de 10 anos, a qual ele adorava. Porém, não ligou para ninguém, resolveu sair na noite de Nova Iorque.

Foi a vários lugares, mas nada o agradava. Voltou então para o hotel e, ainda no elevador o ascensorista lhe fez uma proposta e ele aceitou. Em pouco tempo a prostituta estava em seu quarto pronta para fazer o que ele quisesse; o fato é que ele só queria conversar, pois estava um pouco deprimido. A garota achou estranho.

O Apanhador no Campo de Centeio: ele disse que pagaria o combinado e que ela poderia ira embora. Ele deu à ela 5 dólares e ela disse que o combinado era 10 dólares. Ele insistiu que não e ela foi embora.
Dentro de poucos minutos bateram na porta dele novamente: eram Maurice, o ascensorista e a garota de programa. Maurice cobrou-lhe os outros 5 dólares e ele recusou-se a pagar. O cafetão, perdendo a paciência, pegou o seu dinheiro e deu um soco no estômago de Holden, deixando-o em seu quarto em meio a delírios, acreditando até mesmo que ia morrer.

Na manhã seguinte, ele ligou para Sally, uma garota com a qual ele costumava sair e eles combinaram de ir ao teatro. Holden arrumou suas malas, pagou o hotel e foi embora sem nem ao menos ver o ascensorista novamente.

As malas foram deixadas em um armário da estação e ele foi tomar seu café antes do encontro. À tarde, ele encontrou-se com Sally, os dois foram ao teatro e depois à uma pista de patinação. Lá, ele propôs à Sally que os dois fugissem juntos apenas com o dinheiro que ele tinha (o que nesse momento já era praticamente nada). Sally considerou-o um louco e recusou a proposta.

O Apanhador no Campo de Centeio: após ter ofendido a garota, Holden vai embora e deixa-a sozinha. De noite, vai à um bar e fica embriagado. Quando melhora do porre, ele decide ir até sua casa conversar com sua irmã Phoebe, mesmo correndo o risco de ser apanhado por seus pais. Ele adorava sua irmã mais nova.

Chegando lá, ele sobe até o apartamento, abre a porta e vai até o quarto de seu irmão D.B. que era escritor em Hollywood e que, portanto, não estava em casa. Ele sabia que sua irmã gostava de dormir lá quando D.B. não estava em casa. Ele acendeu a luz da escrivaninha, sentou na cama e ela acordou, dando-lhe um forte abraço de alegria.

Como ela era muito esperta, após alguns minutos de conversa percebeu que
ele só estava ali naquele momento porque havia sido expulso do colégio. Ela desespera-se falando que o pai deles iria matá-lo quando soubesse.
Como seus pais haviam saído, Holden aproveitou para dar um telefonema para seu ex-professor e pedir-lhe “hospedagem” em sua casa até poder votar para casa de seus pais.

Quando ele voltou a conversar com Phoebe, ela começou a questioná-lo em relação as coisas que ele gostava na vida, já que ele criticava tanto o colégio e as pessoas que lá estudavam. Holden disse à ela que gostava do irmão dele, o Allie, menino que havia morrido aos dez anos de leucemia e a quem Holden realmente admirava.

O Apanhador no Campo de Centeio: logo depois, ela começou a questioná-lo sobre o que ele queria ser, se era um advogado ou coisa parecida. Ele então respondeu que queria ser um “Apanhador no campo de centeio” e explicou que seria o único adulto em meio a muitas crianças que brincavam no campo de centeio e que, caso alguma delas se distraísse e fosse cair no precipício, ele apareceria de algum lugar e não deixaria a criança cair.

Depois de muito conversarem e, até mesmo dançarem, os pais de Holden chegaram. Ele correu para se esconder no armário. A mãe dele entrou no quarto, conversou com Phoebe e foi embora.

Ele saiu do armário e, antes de ir embora, pediu emprestado o dinheiro que sua irmã havia guardado para o Natal. De lá, ele seguiu para a casa de seu ex-professor. Chegando lá, o professor lhe deu conselhos, conversou muito com ele e depois arrumou sua “cama” no sofá. Holden já estava quase desmaiando de tanto sono que sentia.

Sendo assim, ele dormiu rapidamente, acordando apenas no momento em que sentiu algumas carícias em sua cabeça. Quando abriu os olhos e percebeu que era seu professor que fazia as carícias, ele ficou extremamente nervoso, vestiu-se rapidamente e saiu da casa dizendo que tinha que pegar sua mala na estação.

O Apanhador no Campo de Centeio: o professor, não entendendo o que estava ocorrendo, considerou Holden um garoto “muito esquisito”.
Holden foi para a estação, pegou sua mala e adormeceu num banco até o momento em que a estação começou a ficar movimentada. Pela manhã, ele parou para refletir sobre o ocorrido e pensar se não fora precipitado em achar que seu professor era um homossexual, mas já era tarde. Ele então teve a ideia de ir embora, de ir para o oeste do país pegando caronas.

Após essa fabulosa ideia, ele decidiu que deveria despedir-se apenas de sua irmã Phoebe. Mandou então um bilhete para ela na escola, dizendo que fosse encontrá-lo em frente ao museu na hora do almoço.

Ela foi, mas não foi sozinha, levou sua mala consigo. Holden não aceitou de forma alguma que ela fugisse com ele e ficou extremamente irritado. Ela, por sua vez, ficou magoada com o irmão e não quis voltar para a escola a tarde.

O Apanhador no Campo de Centeio: ele, tencionando agradá-la, propôs que os dois fossem ao Jardim Zoológico. Ela aceitou. Eles foram ver os animais e, durante o passeio, eles avistaram um carrossel. Holden sabia que sua irmã adorava andar no carrossel e comprou um bilhete para ela brincar com os cavalinhos.

Quando ela subiu no brinquedo, começou um dilúvio. Todos correram para debaixo da proteção do carrossel, menos ele que ficou apreciando sua irmã rodar e rodar no carrossel, quase chorando por estar diante de tamanha beleza.
…e a história termina do ponto onde ele começou a contar: hoje ele está em um sanatório fazendo tratamento psicanalítico.

IV. Crítica da Obra – O Apanhador no Campo de Centeio
Nesta parte do trabalho nosso intuito é mostrar a opinião dos críticos literários sobre a obra e o autor.
Segundo Longstreth “Não é próprio para crianças. Holden é (…) profano e patético para além do credível”.

Para Riley Hughes o livro possui “Excessivo uso de palavrões de baixo calão”.
Harold Roth declara “Este livro poderá ser um choque para muitos pais que se indagam sobre os pensamentos e ações dos jovens, num efeito salutar. Uma obra adulta (muito franca) e altamente recomendada”.
Para Arthur Mizener “J. D. Salinger é provavelmente o mais avidamente lido autor com legítimas pretensões da sua geração”.

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