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Resumo dos livros de vestibular

O Califa da Rua do Sabão de Artur de Azevedo

 

O Califa da Rua do Sabão de Artur de Azevedo

O ensaio Homo politicus, de Antônio Martins de Araújo, publicado pela primeira vez em 1994, sob patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil, é o melhor retrato que se pode ter sobre Artur Azevedo, que consolidou no Brasil a comédia de costumes e é considerado um dos pontos de partida para a dramaturgia nacional.

Ali o autor escreve: “Assim viveu Artur. Não ambicionou cargos ou chefias. (…) Bastava-lhe o prazer de criar.

Criar com liberdade do pensador e a coerência do justo.
Se não tivesse deixado a obra que deixou, se não tivesse sido o grande satirista que foi, se não tivesse, à custa de ideal e pertinácia, modelado o gosto do público e lutado para ser construído o Teatro Municipal, que tanto orgulha a cidade e o país, bastariam estas duas campanhas vitoriosas que sustentou na vida – a da abolição da escravatura e a da república – para não dever ser olvidado em nosso país, e merecer da posteridade o cognome de paladino do bem comum e da ética democrática”.

O Califa da Rua do Sabão de Artur de Azevedo é uma de suas peças originais que passaram pelo processo que ele mesmo chamou de “adaptações livres à cena brasileira, acomodações, imitações, a propósito arranjos, ou como quer que se venham chamar”.

Profundo admirador das peças burlescas francesas, o autor tomou a estrutura original de uma dessas peças e, a partir daí, acrescentou-lhes personagens, substituiu episódios, mudou o local da ação, remanejou os tempos, em suma, recriou, sobre o nó principal do enredo, outras histórias, em cenário brasileiro.

Artur Azevedo, neste gênero, fez da imitação à constituição de regras. Em algumas delas foi de tal modo cortado o cordão umbilical, que o leitor atual não reconheceria a fonte inspiradora não houvesse o próprio autor a ela se referido.

Denominado pelo autor como uma verdadeira “inverossimilhança lírico-burlesca”, O Califa da Rua do Sabão de Artur de Azevedo simula, ou imita, diversos idiomas ao estilo das farsas de Eugène Labiche, comediógrafo francês, um dos maiores mestres do vaudeville.

Reproduzimos na Biblioteca Virtual o texto estabelecido por Antônio Martins de Araújo para o Tomo I do Teatro de Artur Azevedo (Funarte/ Ministério da Cultura, RJ 1995), por sua vez baseado na edição original.

O Califa da Rua do Sabão de Artur de Azevedo

Publicado em:Resumos de livros

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