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O Conde Lopo de Alvares de Azevedo

 

Resumo O Conde Lopo de Alvares de Azevedo – poema inédito

Trata-se da primeira publicação dessa obra, 34 anos após a morte do poeta. Na apresentação, o organizador informa que obteve o manuscrito com a mãe de Álvares de Azevedo e que ela ainda dispunha, naquela época, de muitos manuscritos inéditos. Merece especial destaque o prefácio a este conjunto de versos que o poeta não teve tempo de aperfeiçoar.

O Conde Lopo de Alvares de Azevedo é um longo poema narrativo que conta a morte de um poeta, quando é descoberto seu livro de versos, no qual conta a sua história e seu nome: Conde Lopo.

Seus versos narram sua paixão por uma jovem, seu noivado, uma viagem inesperada, a traição com o noivado da jovem e seu irmão. Por ciúmes assassina a jovem e passa a levar uma vida desregrada. Em suas aventuras conhece salva a vida de um rapaz e tornam-se amigos. O Conde conta a ele seus pesadelos e seu passado.

O poema O Conde Lopo de Alvares de Azevedo, foi publicado postumamente em 1886 e não está entre suas obras mais importantes.

Trecho do prefácio:

A missão do poeta como eu disse no começar esse preâmbulo é o bello.
Assim pois — o único juízo de que damos
ao leitor competência sobre esses versos soltos e
rimados que ahi vão, é sobre sua belleza ou não.
Se achal-os conforme com o fim da poesia
— bom será — Senão
Poucas couzas ha ahí no mundo que olhadas
de certo modo não tenhão o seu que de poético:
se ainda ahi ha tanta flor solteira de poeta é
que elle ainda virá, o seu vate, para descantar-
lhe as bellezas.

Trecho escolhido do poema O Conde Lopo de Alvares de Azevedo

Oh! Magdalena — escuta, ahi na vida
Como a ti nada amei! ouve-me e seja
Castigo á tua ingratidão a historia
Do meu puro sentir! Oh! Magdalena; —
Nunca os anjos no céo assim amaram!
Era um amor que me queimava o peito,
Que matava me os sonhos, era um affecto
Sonhado de joelhos, entre prantos,
Oh ! Magdalena que eu sentia immenso!
Que amores, que te dei! que sonhos magos
Que sagrei-te no seio! Que aras santas
Que perfumei-te de poesia e flores,
Cada hora, cada instante, noite e dia,
Nas terras e no mar, á luz dos astros,
No meu passado a te rever a imagem,
Sonhos a recordar, depois amores
Que tão breve correram! Magdalena,
Que amores que te dei votados no intimo
De uma alma pura!…
E vós sabeis, senhora,
Quem foi essa mulher, essa perjura
Magdalena sem alma?…

Cavalleiro,
Um beijo della me calou o insulto.
Ella chorava, e gemebunda a face,
Eu lhe inundava a negridão das trancas
Poz-l’a nos hombros meus…
Foi fraco Lúcio !
Pêrdoem-lhe a trahição — antes ainda
Que desculpasse a ella. E o amor que outr’ora
Era tão puro — se verteu em crime!

 

O Conde Lopo de Alvares de Azevedo

 

 

Publicado em:Resumos de livros

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