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O Humano, Lugar do Sagrado de Antonio Martini

 

Resumo O Humano, Lugar do Sagrado de Antonio Martini – parte I
O Humano, Lugar do Sagrado – Capítulo 1: A construção do humano
A vida do ser humano é uma busca constante do sentido de sua existência. Para existir como humanidade, deve construir as condições de sobrevivência, que só se tornou possível em comunidade, onde através do conhecimento, indivíduo e comunidade se modificam.

O conhecimento, movido pela curiosidade e urgência de sobreviver, utiliza instrumentos e condições, definindo a identidade humana em dois planos: Indivíduo à sujeito original que vive num contexto. Contexto sócio cultural à família, trabalho, educação e lazer.

A consciência de si mesma da pessoa é desenvolvida a partir da integração ente o plano individual e sócio cultural.
A base das relações entre indivíduo e sociedade é a linguagem, que é a maneira mais complexa criada pelo homem para se relacionar com o mundo, caracterizando nossa maneira de ser e estar nele.

A linguagem permite a preservação da memória coletiva da sociedade, assim, conhecimento e linguagem permitem relacionar, interpretar e construir modos de inserção na realidade e na capacidade de reflexão mostra que o agir humano vai além da pura materialidade.

O primeiro nível do conhecimento, pragmático, resulta da repetição sistemática dos elementos do cotidiano. O saber operativo resulta da constatação de eventuais semelhanças entre objetos e fenômenos sem critério crítico, senso comum.

A pessoa, ao nascer, se encontra em uma circunstância, onde tentará superar as condições impostas, e ao deixar-se envolver por objetos e experiências que o fazem fugir da rotina, permite-se ao indivíduo, transcender o nível pragmático de existência.

O afastamento do cotidiano aliado a essa tomada de consciência já insinua uma dimensão de sacralidade.
Através dos mitos e seus símbolos é que a imagem do mundo é desenhada e se esboça uma mediação entre imanência e transcendência. Através dos mitos, o homem transpõe sua temporalidade, sendo a religião a principal experiência que rege o universo místico.

O conhecimento científico se caracteriza pela objetividade, a Filosofia é orientada por princípios racionais. Mas apesar da contribuição Filosófica e Científica no processo de humanização, persiste a relação do humano com o transcendente o conhecimento teológico.

A busca de sentido para a vida e a morte faz parte de uma perene tentativa de a humanidade manter contato com o Transcendente e se materializa em diferentes concepções religiosas.
As mudanças necessárias à construção do humano exigem também a transformação das subjetividades pessoais e coletivas, encontrando a cada dia, um sentido novo de viver.

O Humano, Lugar do Sagrado – Capítulo 2: A aventura da Liberdade
A liberdade é preocupação universal. Sua carência nos motiva a falar dela e sua presença enquanto preocupação impulsiona a humanidade a avançar.
Tornar-se humano é um processo biogenético e sócio cultural. A moral tem o objetivo de viabilizar a convivência neste meio. Não há ato moral sem liberdade, pois ela exige regras e vontades.

A liberdade é possibilidade de superação da imanência, seu uso é uma forma de transcendência. Ela se constrói a partir da humanidade e sua História. Quanto mais as relações dos indivíduos entre si se humanizarem, mais a humanidade será livre.

Se fosse garantido a todos o acesso ao maravilhoso patrimônio do bem estar material, científico, tecnológico, filosófico e artístico da humanidade, então seríamos hoje, mais livres que ontem.

Libertar-se de limites para ampliar possibilidades é nossa meta permanente.
Estaremos mais próximos de nossa natureza humana e seu sentido, quanto mais conscientemente culturalizados estivermos, libertando-nos da fome, ignorância, da alienação, do sistema escravista, e superar-se a si mesmo através do transcendente.
Nossa utopia é tornar a vida sinônima de liberdade.

O Humano, Lugar do Sagrado – Capítulo 3: Ética e Utopia
A aventura humana é apaixonante e perigosa.
A atividade filosófica, como busca do conhecimento verdadeiro, ampliado e aprofundado da humanidade realiza uma reflexão ética. O costume (significado de moral e ética) é uma forma de transcender a natureza e realizar ações dotadas de valor.

A moral nos faz perguntar: Que devo fazer? Portanto, é o conjunto de valores, princípios e regras, noções de bem e mal, que norteiam o comportamento humano. Seu núcleo está na responsabilidade, e daí a liberdade.

Liberdade, consciência do dever, vontade (autocontrole), relacionadas à determinação de regras sociais são os componentes da ação moral.

A conduta Moral (verdadeiramente humana), visa sempre um determinado fim, concretizar um bem. Um dos nomes a isso é: felicidade, que só vem da satisfação Moral, logo só é viável na perspectiva da solidariedade.

Não há bem, senão na relação com os outros. E pela mediação dos outros que cada homem se constitui sujeito livre e responsável, assim, qualquer modo de dominação frustra o processo de humanidade do homem.

No interior da experiência religiosa, a Moral encontra sua expressão cultural mais antiga e mais universal.
Cabe à Ética perguntar os porquês das ações e juízos morais, e suas proposições devem ter o mesmo rigor, coerência e fundamentação das proposições científicas.

Hoje, a Ética constitui um desafio, pois possui um sistema preocupante: o cinismo, ou, indiferença diante dos valores, que leva à desesperança, à negação da utopia, perdendo-se o sentido da construção humana.

Aí aparece novamente a esperança. A esperança coloca à humanidade o desafio de construir o possível, criar uma sociedade na qual a questão da moralidade seria questão de todos e cada um.

A esperança é uma virtude tão humana que ganhou um caráter teológico – a ela se articula a fé. Ambas não nos deixam ficar parados.

O Humano, Lugar do Sagrado -Capítulo 4: O provisório e o transcendente
O ser humano é um ser de relações e se encontra imerso na provisoriedade. Relaciona-se de múltiplas formas com a natureza, a sociedade e com o Transcendente, assim almeja alguma solidez a provisoriedade.

O Trabalho é a tentativa de superar as limitações impostas pela natureza. A autoconsciência é sintoma da transcendência. Ao se ver ameaçado pela natureza, ele sobrevive mediante a produção de cultura.

A força da ação humana consiste em ter a transcendência como origem de seus projetos e método de trabalho enquanto desejo e utopia. A recusa à transcendência é trágica ao ser humano, pois o torna resignado em sua mediocridade.

A certeza da morte do espaço ao anseio de eternidade e de superação. A religiosidade é, portanto, intrínseca à natureza humana – anseio de apreender a totalidade da vida e do mundo.

Seu fundamento é a esperança de uma vida mais forte que a morte e a percepção de forças superiores. A racionalidade moderna desconsidera a religião e não percebe a relação com o Transcendente, como uma dimensão radicalmente humana.

Não seria a voracidade do consumismo, uma pulsação da fome pelo sagrado? A identidade humana passa pelo encontro com o Absoluto: aí o provisório faz sua síntese com o eterno.

O Humano, Lugar do Sagrado – Capítulo 5: Mergulhar na totalidade
A religião esteve presente, ao longo da história, em quase todas as organizações sociais e culturais, e teve papel fundamental para que os seres humanos se situassem no mundo.

Neste momento marcado pela crença no fim das utopias, ainda há espaço para a religiosidade?
As várias manifestações religiosas de hoje se propõe a atender os desejos da demanda de indivíduos, algumas causando discriminação do outro pela crença.
O termo religião significa, entre outras definições: crença em uma força superior que deve ser adorada e obedecida e as manifestações desta crença por meio de doutrina e preceitos éticos.

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O Humano, Lugar do Sagrado de Antonio Martini

Publicado em:Resumos de livros

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