O jesuíta de José de Alencar - Vestibular1

O jesuíta de José de Alencar

O jesuíta de José de Alencar

 

O jesuíta de José de Alencar drama em quatro atos

Última obra escrita por José de Alencar como dramaturgo, tida como a peça maldita. Fora escrita em 1861, por encomenda do renomado teatrólogo João Caetano que, ao ler o texto, não se sabe ao certo porque motivo, recusara o papel.
Encenada em 18 de setembro de 1875, e somente então publicada, fora um fracasso de público, tendo sido o princípio da ferrenha contenda literária entre Alencar e seu jovem crítico, Joaquim Nabuco.

Este drama histórico em quatro atos, celebrando o nativismo e o projeto de emancipação do país, é ambientado no Rio de Janeiro, em 1759.

A peça recria o ambiente político que antecedeu a expulsão dos jesuítas, ocorrida em 1759, apresentando o protagonista e a Ordem como os mais capazes para implantar o projeto de Nação no Brasil.

trecho da nota no final do livro O jesuíta de José de Alencar
…Que soberbo golpe de vista descobre a intelligencia que de gradação em gradação transpões cada uma dessas amplicifações do pensamento!
O Jesuita tem as tres qualidades essenciaes para, segundo a critica historica, immortalisarem uma obra dramatica: a verda, o sentimento e a grandeza. Da reunião judiciosa dessas tres condições a obra da arte fórma um conjuncto harmonioso e correcto que falla ao mesmo tempo aos olhos, ao coração e ao espirito, que excita o applauso do ente rude, a lagrima da mulher e a attenção do erudito, e confundindo em uma só idéa a moral, a poesia e a epopéa faz estremecer a triplice organisação psychologia do homem – a sensivel, a intellectual e a activa….

…… Si o drama já de si era improprio para a nossa platéa habitual, a maneira porque foi represenado, a precipitação em exhibil-o sem approvação do autor que não vio um só ensaio; a má distribuição dos papeis; tudo isto justificaria um revez; mas não explica a deserção.
Esta só tem uma razão… Si algum dia o historiador de nossa ainda nascente litteratura, assignalando a decadencia do theatro brasileiro, lembrar-se de attribuil-a aos autores dramaticos, este livro protestará contra a accusação.
A representação do Jesuita é a nossa plena justificação. Ella veio provar que o afastamento dos autores dramaticos não é um egoismo, mas um banimento.
O charlatanismo expulsou a arte do templo.

Dezembro de 1875.

Leia a biografia de José de Alencar

 

O jesuíta de José de Alencar

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