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O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder

 

Resumo O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder – parte I

O Mundo de Sofia – O Jardim do Éden: Sofia era uma menina de quase quinze anos que morava com sua mãe pois o trabalho de seu pai o deixava ausente boa parte do tempo. Certo dia, quando vinha da escola, encontrou dois pequenos envelopes brancos, não simultaneamente. Em cada um havia uma indagação e elas levaram Sofia a refletir sobre a vida e a origem do mundo.

Também recebeu um cartão-postal que deveria ser entregue a uma pessoa que ela nem conhecia e cujo nome era Hilde. Sofia recorreu a um esconderijo no jardim de sua casa para pensar e refletir sobre as perguntas. Para ela, ele representava um mundo à parte, um paraíso particular, como o jardim do Éden mencionado na Bíblia.

O Mundo de Sofia – A Cartola: Neste capítulo, Sofia recebe um grande envelope amarelo com a inscrição: Curso de filosofia. Maneje com cuidado e vai lê-lo no esconderijo.
O seu conteúdo diz que as pessoas têm preferências por diversos tipos de assuntos: umas gostam de esporte, outras curtem observar os astros. Porém existem questões que deveriam interessar a todos como, por exemplo, saber quem somos e de onde viemos.

Essas e muitas outras têm sido pensadas e discutidas há muito tempo e as explanações para elas variam de acordo com o contexto histórico. Os filósofos buscam verdades e por mais difícil que seja encontrá-las nunca se deve desistir ou pensar que não existam.

Hoje em dia também devemos procurar nossas respostas e é importante conhecermos o que foi dito em outras épocas para que possamos formar uma opinião própria. O professor de filosofia também faz referência a um truque mágico onde um coelhinho branco é tirado de uma cartola preta.

Assim, ele quer passar para Sofia a ideia de que também fazemos parte de um grande mistério e nos comparar ao coelho com a diferença de que, ao contrário deste, temos consciência de estarmos participando de um enigma e procuramos explicações para isso.
No mesmo dia, Sofia recebe um outro envelope amarelo. Primeiramente, o professor faz uma citação: “a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos é a capacidade de nos admirarmos com as coisas”. Depois diz que os bebês possuem esta capacidade mas, à medida que crescem, vão perdendo-a. Deste modo, compara um filósofo a uma criança: tanto um quanto o outro ainda não se acostumaram com o mundo e não pretendem se acomodar com as coisas.

O Mundo de Sofia – Os mitos: Mais um dia e continua o curso. Agora Sofia lerá sobre a visão mitológica do mundo. A filosofia surgiu por volta de 600 a.C. na Grécia. Antes dela, as explanações para as coisas eram resultantes dos mitos que são histórias de deuses. Os mitos surgiram da necessidade do homem justificar fenômenos como o crescimento das plantas, as chuvas, os trovões, etc.

Tudo que ocorria aqui na Terra estava intimamente ligado ao que acontecia no mundo dos deuses. Dessa maneira, secas, epidemias e outras coisas ruins eram reflexo de que as forças do mal triunfavam sobre as do bem e o inverso ocorria quando havia fartura e riqueza.

Por volta de 700 a.C. Homero e Hesíodo registraram por escrito boa parte da mitologia grega. Isso foi importante, pois agora era possível questioná-la. Xenófanes foi um filósofo crítico em relação aos mitos pelo fato de seus representantes terem sido criados à imagem e semelhança das pessoas. Nessa mesma época começaram a surgir as cidades-estados na Grécia e em outras regiões e como o sistema era escravista, os homens livres podiam participar mais dos eventos políticos, culturais, etc.

Com isto, houve uma evolução no modo de pensar e às explicações pelos mitos seguiram-se “explicações naturais para os processos da natureza”.
Os filósofos da natureza – A denominação “filósofos da natureza” é dada aos primeiros pensadores gregos por estes se interessarem pelos processos naturais.

Eles partiram do pressuposto de que sempre existiu alguma coisa e, vendo as transformações que ocorriam no meio ambiente, indagavam-se como aquilo era possível. Então, acreditavam que havia uma substância básica que subjazia a todas essas transformações.

Esses filósofos também tentaram descobrir leis eternas a partir da observação dos fatos, desconsiderando as explanações mitológicas. Assim, a filosofia se libertava da religião e os primeiros indícios de uma forma científica de pensar começavam a aparecer. Falaremos de alguns pensadores desta época.

Comecemos por Tales, Anaximandro e Anaxímenes, três filósofos de Mileto. Tales achava que a água era um elemento de fundamental importância. Dela tudo se originava e a ela tudo retornava. Anaximandro não pensou como Tales.
A seu ver, a Terra era um entre vários mundos surgidos de alguma coisa, sendo que tudo se dissolveria nessa “alguma coisa” que ele denominava de infinito. Anaxímenes (c. 550-526 a.C.) cria que o ar era a substância básica de todas as coisas.

A água seria a condensação do ar e o fogo, o ar rarefeito. Pensava ainda que se comprimisse mais ainda a água, esta se tornaria terra. Nada pode surgir do nada Para Parmênides, nada podia vir do nada e nada que existisse poderia se transformar em outra coisa.

Era extremamente racionalista e não confiava nos sentidos. Não acreditava nem quando via, embora soubesse que a natureza se transformava. Tudo flui Heráclito pensou que a principal característica da natureza eram suas constantes transformações.
Ele confiava nos sentidos. Sobre ele, podemos falar ainda que acreditava que o mundo estava impregnado de constantes opostos: guerra e paz, saúde e doença, bem mal e que reconhecia haver uma espécie de razão universal dirigente de todos os fenômenos naturais.

Quatro elementos básicos Para acabar com o impasse a que a filosofia se encontrava, Empédocles (c. 494-434 a.C.) fez uma síntese do modo de pensar de Heráclito e Parmênides e com isso chegou a uma evolução do pensamento. Empédocles acreditava na existência de mais de uma substância primordial.

Para ser mais exato, havia quatro elementos básicos: terra, ar fogo e água e tudo existente era produto da junção disso, em proporções diferentes. Achava também que o amor e a disputa eram duas forças que atuavam na natureza. O amor une e a disputa separa as coisas.

Um pouco de tudo em tudo Anaxágoras (c.500-428 a.C.) declarava que as coisas eram constituídas por pequenas partículas invisíveis a olho nu.
Estas podiam se dividir, mas mesmo na pequena parte existia o todo. Ele denominava estas partes minúsculas de sementes ou germens. Também imaginou uma força superior, a inteligência, responsável pela criação das coisas.

Anaxágoras foi o primeiro filósofo de Atenas, mas foi expulso da cidade acusado de ateísmo. Interessava-se por astronomia, explicou que a Lua não possuía luz própria e como surgiram os eclipses.

O Mundo de Sofia – Demócrito: Demócrito (c. 460-370 a.C.) foi o último filósofo da natureza. Ele imaginou a constituição das coisas por partículas indivisíveis, minúsculas, eternas e imutáveis e as chamou de átomos. Estes, a seu ver, possuíam vários formatos, se diferenciavam entre si e podiam ser reaproveitados.

Por exemplo, quando um animal morresse seus átomos participariam da constituição de outros corpos. Era justamente por isso que o Lego era o brinquedo mais genial do mundo.

Ele podia ser utilizado para a construção de vários objetos, ficando a cargo da imaginação das pessoas. Era resistente e “eterno”, pois em qualquer época, crianças se interessavam por este tipo de entretenimento. Com os conhecimentos atuais, sabe-se que Demócrito estava certo em grande parte de sua teoria, mas errou ao falar que os átomos são indivisíveis.

Demócrito foi um filósofo que valorizou a razão e as coisas materiais. Não acreditava em forças que intervissem nos processos naturais. Achava também que sua teoria atômica explicava nossas percepções sensoriais e que a consciência e a alma também se constituíam de átomos. Ele não cria numa alma imortal.

O Mundo de Sofia – O Destino: Uma das características dos antigos gregos era o fato de eles serem fatalistas, isto é, acreditar que tudo que vai acontecer já está pré-destinado. Para eles, as doenças eram vistas como um castigo de Deus. Achavam também que os deuses podiam curar as pessoas, bastando para isso que lhes fosse feito o sacrifício apropriado.

Sócrates – Sofia recebeu a carta do seu professor de filosofia que pedia desculpas por recusar o convite de ir até a sua casa conhecê-la pessoalmente. Nela estava seu nome: Alberto Knox. No entanto, ele a presenteou com uma echarpe de seda. Quando olhou o verso da carta, viu algumas perguntas e passou algum tempo refletindo sobre elas. Ela estava em seu esconderijo. Num dado instante, percebeu que alguém vinha da floresta.

Passados alguns instantes, entrou em seu local secreto um grande cão labrador com um envelope amarelo na boca. Então, ela descobriu que ele o mensageiro de seu professor. A nova carta falava da filosofia em Atenas e de Sócrates.
Sócrates Na cidade de Atenas primeiramente surgiram os sofistas – homens que criaram uma crítica social . Eles discutiam sobre o que era natural e o que não era, ou seja, o que era criado pela sociedade.

Sócrates foi contemporâneo dos sofistas. Ele também se ocupava das pessoas e de suas vidas, levando-as a refletirem por si mesmas sobre coisas como os costumes, o bem e o mal.

Mas ele diferia dos sofistas por não se considerar um sábio, não cobrava por seus ensinamentos e tinha a convicção de que nada sabia. Reconhecia que havia muita coisa além do que podia entender e vivia atormentado em busca do conhecimento. Sócrates ousou mostrar as pessoas que elas sabiam muito pouco.

Para ele o importante era encontrar um alicerce seguro para os conhecimentos. Ele era um racionalista convicto. Em 399 a.C. foi acusado de corromper a juventude e de não reconhecer a existência dos deuses. Foi julgado, considerado culpado e condenado à morte.

O Mundo de Sofia – Atenas: Sofia encontrou mais um dos envelopes amarelos e desta vez veio uma fita de vídeo. Ela correu para sua casa e ao colocá-la no aparelho apareceram imagens de uma grande cidade que ela supôs ser Atenas. Pouco tempo depois, um homem apresentou-se no filme e começou a falar da capital grega.

Era seu professor. Ele falou a Sofia sobre a Acrópole e seu significado, sobre os templos e a época áurea de Atenas. Mostrou-lhe monumentos, o antigo teatro de Dioniso onde se realizavam as comédias e tragédias gregas, o Areópago, as ruínas da antiga praça do mercado onde numa época bastante remota concentrava tribunais, edifícios públicos, comércio, ginásio de esportes, etc.

Porém, ele achava que isso não era o bastante para Sofia e então, como num passe de mágica, toda a Atenas se reconstruiu. Todos aqueles edifícios e templos apareceram novos, intactos. Várias pessoas trajadas de modo diferente andavam pelas ruas. Nesse momento, seu professor surgiu novamente para a câmera e apresentou Sofia a Sócrates e Platão. Este, fez-lhe algumas perguntas par que ela refletisse depois e, de repente, o filme acabou.

Platão – Platão (427-347 a.C.) foi discípulo de Sócrates e o acompanhou em sua condenação. Publicou um discurso em defesa de seu mestre onde revelava o que ele havia dito ao júri. Além disso, escreveu uma coletânea de cartas e mais de trinta diálogos filosóficos e fundou sua própria escola de filosofia, que recebeu o nome de Academia, porque se localizava num bosque denominado Academos, herói legendário grego.

O projeto filosófico de Platão é baseado no seu interesse pelo que é eterno e imutável tanto no que se refere à natureza, quanto à moral e à sociedade. Platão acreditava numa realidade autônoma por trás do mundo dos sentidos a qual denominou de mundo das ideias que, a seu ver, continha as coisas primordiais e imagens padrão referentes a tudo existente.

Para ele, todas as coisas que existiam eram efêmeras como uma bolha de sabão e, deste modo, nada podia ser verdadeiramente conhecido. O que se percebe e o que se sente nos dá opiniões incertas e só é possível possuir conhecimento seguro sobre algo através da razão. Platão acreditava na dualidade humana: o homem possui um corpo (que flui) e uma alma imortal (a morada da razão).

Ele também achava que a alma já existia antes de vir habitar nosso corpo (ela ficava no mundo das ideias) e que quando passava a habitá-lo, esquecia-se das ideias perfeitas.

Também pensava que a alma desejava se libertar do homem e isso propiciava um anseio, uma saudade, que chamou de Eros (amor). Platão dividiu o corpo humano em três partes: cabeça (razão), peito(vontade) e baixo-ventre (desejo ou prazer) e achava que quando elas agiam como um todo tinha-se o homem íntegro, que atingiu a temperança.

Imaginava um Estado-modelo dirigido por filósofos e o constituía como o ser humano onde a cabeça seria os governantes; o peito (defesa), os sentinelas; e o baixo-ventre, os trabalhadores. Era extremamente racionalista e cria que tanto homens quanto mulheres possuíam capacidade de governar, desde que estas tivessem a mesma formação daqueles.

O Mundo de Sofia – A Cabana do Major: Depois de ler sobre Platão, Sofia permaneceu em seu esconderijo refletindo sobre as ideias deste filósofo. Era um dia de Domingo e ainda estava bastante cedo.

Então, ela resolveu ir floresta adentro a fim de encontrar seu professor de filosofia, cujo nome era Alberto Knox. Sofia seguiu a trilha que cortava a floresta e, pouco tempo depois, viu um lago e do outro lado, uma cabana. Ela o atravessou usando um barco a remo. Quando chegou à casa, bateu na porta e, como ninguém respondeu, resolveu entrar.

Sofia entrou numa sala grande e concluiu que alguém morava ali, pois havia resquícios de fumaça num velho fogão à lenha.
Viu uma máquina de escrever, alguns livros, dois quadros na parede (Berkeley e Bjerkely) e um grande espelho com moldura de latão entre outras coisas.

Encontrou também uma tigela com restos de comida o que significava que quem ali residia possuía um animal. Quando foi ao quarto viu dois cobertores e sobre eles pelos amarelos. Então, deduziu que na cabana moravam Alberto e seu cachorro Hermes. Quando voltou à sala, Sofia foi olhar o espelho e viu que sua imagem piscava os olhos para ela.

Ela se assustou com aquilo. Também ouviu latidos distantes que significava que seu professor já estava a caminho de casa. Antes de sair, Sofia viu uma carteira sobre a cômoda que ficava abaixo do espelho. Ela a abriu e viu, dentre outras coisas, uma carteira de estudante de Hilde Knag.

Sofia se assombrou. Quando ia saindo, viu um envelope com seu nome sobre a mesa e, involuntariamente, o pegou e correu. Porém, um problema lhe esperava: o barco estava no meio do lago. Então, para retornar à sua casa, ela teve que dar a volta pela floresta. No caminho, abriu o envelope que pegara, leu o seu conteúdo e achou que tinha alguma coisa a ver com o próximo filósofo, Aristóteles.

Ao chegar à casa eram quase onze horas da manhã. Encontrou sua mãe preocupada e lhe explicou que tinha ido dar uma volta na floresta, falou da cabana, o barco e o estranho espelho. Sua mãe então lhe disse que o lugar onde ela havia ido era conhecido pelo nome de “cabana do major” porque há muitos anos tinha vivido lá um velho major. Depois disso, Sofia foi para o seu quarto e lá pensou sobre tudo que tinha passado. Ficou receosa por haver entrado na casa de seu professor e então resolveu escrever-lhe uma carta pedindo desculpas.

Aristóteles – Aristóteles (384-322 a.C.) foi aluno da Academia de Platão. Era natural da Macedônia e filho de um médico famoso. Seu projeto filosófico está no interesse da natureza viva. Ele foi o último grande filósofo grego e também o primeiro grande biólogo da Europa.

Utilizava-se da razão e também dos sentidos em seus estudos. Criou uma linguagem técnica usada ainda hoje pela ciência e formulou sua própria filosofia natural. Aristóteles discordava em alguns pontos de Platão.

Não acreditava que existisse um mundo das ideias abrangedor de tudo existente; achava que a realidade está no que percebemos e sentimos com os sentidos, que todas as nossas ideias e pensamentos tinham entrado em nossa consciência através do que víamos e ouvíamos e que o homem possuía uma razão inata, mas não ideias inatas.

Para Aristóteles, tudo na natureza possuía a probabilidade de se concretizar numa realidade que lhe fosse inerente. Assim, uma pedra de granito poderia se transformar numa estátua desde que um escultor se dispusesse a esculpi-la. Da mesma forma, de um ovo de galinha jamais poderia nascer um ganso, pois essa característica não lhe é inerente. Aristóteles acreditava que na natureza havia uma relação de causa e efeito e também acreditava na causa da finalidade.

Deste modo, não queria saber apenas o porquê das coisas, mas também a intenção, o propósito e a finalidade que estavam por trás delas. Para ele, quando reconhecemos as coisas, as ordenamos em diferentes grupos ou categorias e tudo na natureza pertence a grupos e subgrupos.

Ele foi um organizador e um homem extremamente meticuloso. Também fundou a ciência da lógica. Aristóteles dividia as coisas em inanimadas (precisavam de agentes externos para se transformar) e criaturas vivas (possuem dentro de si a potencialidade de transformação).

Achava que o homem estava acima de plantas e animais porque, além de crescer e de se alimentar, de possuir sentimentos e capacidade de locomoção, tinha a razão. Também acreditava numa força impulsora ou Deus (a causa primordial de todas as coisas). Sobre a ética, Aristóteles pregava a moderação para que se pudesse ter uma vida equilibrada e harmônica.

Achava que a felicidade real era a integração de três fatores: prazer, ser cidadão livre e responsável e viver como pesquisador e filósofo. Cria também que devemos ser corajosos e generosos, sem aumentar ou diminuir a dosagem desses dois itens.

Aristóteles chamava o homem de ser político. Citava formas de governo consideradas boas como a monarquia, a aristocracia e a democracia. Acreditava que sem a sociedade ao nosso redor não éramos pessoas no verdadeiro sentido do termo.
Para ele, a mulher era “um homem incompleto”. Pensava que todas as características da criança já estavam presentes no sêmen do pai. Sendo assim, o homem daria a forma e a mulher, a substância. Essa visão distorcida predominou durante toda a Idade Média.

O Mundo de Sofia – O Helenismo: O final do séc. IV a.C. até por volta de 400 d.C. marcou um longo período que é conhecido por helenismo, ou seja, a predominância da cultura grega nos três grandes reinos helênicos: Macedônia, Síria e Egito.

Alexandre foi uma figura importante nesta época, pois ele conseguiu a derradeira e decisiva vitória sobre os persas e também uniu o Egito e todo o Oriente, até a Índia, à civilização grega. A partir de 50 a.C. Roma, que tinha sido província da cultura grega, assumiu o predomínio militar e começou o período romano também conhecido como final da Antiguidade.

O helenismo foi marcado pelo rompimento de fronteiras entre países e culturas. Quanto à religião houve uma espécie de sincretismo; na ciência, a mistura de diferentes experiências culturais; e a filosofia dos pré-socráticos e de Sócrates, Platão e Aristóteles serviu como fonte de inspiração para diferentes correntes filosóficas as quais veremos algumas agora.

Os Cínicos A filosofia cínica foi fundada em Atenas por Antístenes (discípulo de Sócrates) por volta de 400 a.C. Os cínicos diziam que a felicidade podia ser alcançada por todos, pois ela não consistia em luxúria, poder político ou boa saúde e sim em se libertar disto tudo.
Achavam que as pessoas não deviam se preocupar com o sofrimento (próprio ou alheio) nem com a morte. O principal representante desta corrente filosófica foi Diógenes (discípulo de Antístenes).

Os Estoicos A filosofia estoica surgiu em Atenas por volta de 300 a.C. e seu fundador foi Zenão, originário da ilha de Chipre. Os estoicos consideravam as pessoas como parte de uma mesma razão universal e isto levou à ideia de um direito universalmente válido, inclusive para os escravos. Eram monistas (negavam a oposição entre espírito e matéria) e cosmopolitas.

Interessavam-se pela convivência em sociedade, por política e acreditavam que os processos naturais (morte, por exemplo) eram regidos pelas leis da natureza e por isso o homem deveria aceitar deu destino. O imperador romano Marco Aurélio (121-180), o filósofo e político Cícero (106-43 a.C.) e Sêneca (4 a.C.-65 d.C.) foram alguns que seguiram o estoicismo.

Os Epicureus Aristipo foi aluno de Sócrates. Ele desenvolveu uma filosofia cujo objetivo era obter para a vida, através dos sentidos, o máximo possível de satisfação afastando toda e qualquer forma de sofrimento.

Por volta de 300 a.C. Epicuro (341-270 a.C.) fundou em Atenas a escola dos epicureus que desenvolveu mais ainda a ética do prazer de Aristipo e a combinou com a teoria atômica de Demócrito. Epicuro ensinava que o resultado prazeroso de uma ação devia ser ponderado, por causa dos efeitos colaterais. Achava também que o prazer a longo prazo possibilitava mais satisfação ao homem.

Ele se utilizava da teoria de Demócrito contra a religião e superstição. Os epicureus quase não se interessavam pela política e sociedade e sua palavra de ordem era “Viver o momento”.

O Mundo de Sofia – O Neoplatonismo: foi a mais importante corrente filosófica da Antiguidade. Ela foi inspirada em Platão. O neoplatônico mais importante foi Lotino (c. 205-270). Ele via o mundo como algo dividido entre dois polos: numa extremidade estava a luz divina, Uno ou Deus.

Na outra reinavam as trevas absolutas. A seu ver, a luz do Uno iluminava a alma, ao passo que a matéria eram as trevas. O neoplatonismo exerceu forte influência sobre a teologia cristã.

O Misticismo Uma experiência mística significa experimentar a sensação de fundir sua alma com Deus. É que o “eu” que conhecemos não é nosso “eu” verdadeiro e os místicos procuravam conhecer um “eu” maior que pode possuir várias denominações: Deus, espírito cósmico, universo, etc.

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Publicado em:Resumos de livros

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