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O poema do frade de Álvares de Azevedo

 

O poema do frade de Álvares de Azevedo

O título desta edição portuguesa, O poema do frade de Álvares de Azevedo de 1890, não corresponde ao conteúdo do volume, pois se trata de uma antologia da poesia de Álvares de Azevedo, que inclui, além de O poema do frade, vários outros poemas de sua autoria. Merece destaque a apresentação biográfica, na qual se encontra uma boa descrição sucinta das principais linhas de força da obra do poeta.

A obra O poema do frade de Álvares de Azevedo, encontra-se no mesmo plano que o Conde Lopo: com repetição de cânones, prolixa e extensa, sendo uma obra byroniana.
Álvares de Azevedo encarnado na figura do frade devasso Jônatas que narra suas desventuras e amores libertinos e de sua namorada Consuelo, uma prostituta, conta também com algumas passagens picantes.

Vale lembrar que as obras de Álvares de Azevedo são de publicação póstuma
O poema do frade de Álvares de Azevedo – Trecho escolhido:

Eu todos vos amei! cri no mistério
Que o libertino Don Juan levava,
Nas noites profanadas do adultério,
Quando a alma sedenta evaporava!
E a vida como um alaúde aéreo
A todos os alentos entregava!

Terra do amor! ó minha mãe! na vida
Se o fado me levar em mágoa lenta-
Sempre nesta saudade esmorecida
Que de tristes lembranças se alimenta!-
Na morte a minha fronte macilenta,
Inda a ti volverei qual flor à vida!

Viverei do que foi-dos sonhos meus!-
Da seiva do passado hei de essa flor
Regar das quentes lágrimas do amor!
E quando a luz apague-se nos céus
E o frio coração à dor sucumba
Inda murmurarei-adeus!-da tumba,

 

Leia a biografia de Álvares de Azevedo

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O poema do frade de Álvares de Azevedo

 

Publicado em:Resumos de livros

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