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Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias

 

Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias

Coligidos por Antônio Henriques Leal, amigo do poeta, os seis volumes das Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias apresentam ao público todos os textos literários que pôde encontrar em publicações dispersas ou em manuscritos.

Neste primeiro volume, Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias, o organizador separou os poemas mais recentes, que denominou Versos Modernos, dos textos de juventude do poeta, que denominou Versos antigos.
Nessa última parte estão alguns dos destaques do livro, como o conjunto de sonetos (alguns de tom faceto), as sátiras e os poemas em forma renascentista de mote e voltas.

Também são de grande interesse o poema Tu não queres ligar-te comigo, em que o poeta se dirige a uma mulher que o teria desprezado por motivo de cor, e a poesia cômica intitulada Possêidon, na qual o poeta ironiza o deus do mar e os perigos da navegação.
Datada de Lisboa, foi escrita imediatamente antes da viagem de retorno ao Brasil, na qual o poeta veio a morrer, vítima de naufrágio.

Neste segundo volume, Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias, o organizador recolhe as traduções de autoria de Gonçalves Dias: da peça A noiva de Messina, de Schiller, e de poemas vários de autoria de Victor Hugo, Heine, Herder, Dante, Lope de Vega e outros.
Em apêndice, o organizador acrescentou um conjunto de traduções de Trajano Galvão de Carvalho, que Gonçalves Dias considerava de alta qualidade.

Neste terceiro volume, Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias, o organizador reuniu trabalhos em prosa, de caráter ficcional ou histórico. Merecem destaque a longa “Meditação”, que seria mais bem descrita como poema em prosa, bem como a primeira carta sobre a viagem que o autor empreendera ao Amazonas e a discussão sobre a casualidade ou intencionalidade da descoberta do Brasil.

Integram ainda o volume fragmentos de um romance de Gonçalves Dias, intitulado Memórias d’Agapito.

O quarto volume traz dois dos quatro dramas escritos por Gonçalves Dias: Patkull, ambientado no Ducado de Maklembourg, e Beatriz Censi, cuja ação decorre no interior da Itália. Os dois outros dramas, reunidos no volume 5, também se situam em ambientes exóticos ou afastados no tempo – o que não deixa de ser interessante, no caso de um poeta que tem sido visto como símbolo da preocupação com a construção do nacional.

O sexto volume traz um estudo comparativo entre os indígenas do Brasil e os povos da Oceania. O trabalho nasceu em resposta a uma demanda do Imperador Pedro II ao Instituto Histórico e Geográfico: a comparação entre o estado dos indígenas da quinta parte do mundo com os do Brasil, considerados uns e outros na época da respectiva descoberta, para deduzir quais ofereciam maiores probabilidades à empresa da civilização. Merece especial atenção, na leitura, a reflexão do poeta sobre a língua tupi.

Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias – Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

De Primeiros cantos (1847)

 

Obras póstumas de Antônio Gonçalves Dias

Publicado em:Resumos de livros

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