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Perversas Famílias de Luiz Antônio de Assis Brasil

 

Resumo Perversas Famílias de Luiz Antônio de Assis Brasil

Perversas Famílias obra do escritor Luiz Antônio de Assis Brasil, é a primeira parte de uma trilogia, constituída, ainda por Pedra da Memória e Senhores do Século. Trilogia chama de Um Castelo no Pampa. Obra ligada à corrente literária contemporânea. O livro Perversas Famílias retrata as relações de várias gerações de uma família pertencente à alta aristocracia rural sul-rio-grandense e, ainda, a trajetória político-histórica do Brasil.

O autor de Perversas Famílias escreveu sua obra baseado em fatos reais acontecidos num Brasil já distante. Entretanto, o livro apresenta várias narrativas fictícias, cheias de fantasias psicológicas.

Nos personagens, a caracterização é, geralmente, psicológica, havendo pouquíssimas descrições físicas. O único personagem descrito fisicamente, com bastante detalhes, é o CASTELO. Ele foi construído com pedras e arquitetado por João Felício. Tal construção é bastante pomposa se comparada às outras casas das estâncias vizinhas. Tinha duas torres, onde se localizavam dois dormitórios, peças espaçosas, a esplanada (um terraço), várias lareiras e uma enorme biblioteca onde descansavam uns 25.000 livros.

Perversas Famílias – Personagens:

Dr. Olímpio era um homem de ideais revolucionários de liberdade, embora tivesse um posicionamento paradoxal: o culto das tradições de aristocracia, já que fazia parte desta classe.

Dona Plácida, uma senhora muito fina, casou-se com João Felício e teve com esse os filhos: Olímpio e Arquelau. A genebrina, como era chamada, tinha seguidamente ataques de dispnéia e saía correndo em direção à sua cama, tirando as roupas pelo caminho. Fisicamente era de pele seca, venosa e pintalgada de manchas escuras.

E, por último, Páris, um pré-adolescente, neto de Olímpio.

Vindo da capital, após ser expulso do colégio Anchieta, em Porto Alegre, por ter incendiado um laboratório, vai morar no Castelo. De mente fértil e criativa, chagou a ver os dedos de seu avô morto se mexendo no caixão, tudo arte de sua imaginação. Além destes personagens, é possível, ainda, destacar alguns outros, como a Condessa Charlotte, mulher de Olímpio; Proteu, Aquiles e Selene, filhos de Olímpio e Charlotte; Astor, filho de Dona Plácida com um professor de Arquelau – logo, um bastardo.

Perversas Famílias – Tempo e Espaço

A história tem como cenário o Rio Grande do Sul, especificamente, a cidade de Pelotas. O espaço é dividido entre o Solar dos Leões (em Pelotas) e o Castelo (nos Pampas). Todos os personagens fazem parte da aristocracia rural e, de geração em geração, acompanham as mudanças político-sociais do Brasil. O tempo varia da época da Monarquia, com a escravatura e os movimentos abolicionistas, dos quais Olímpio era um dos líderes, à ditadura Getulista.

Perversas Famílias não é uma obra de fácil compreensão por apresentar uma narrativa alinear e ter um extenso número de personagens. Há um fato bastante interessante relacionado ao modo como o autor escreveu: alguns capítulos são em primeira pessoa, endereçados a quem lê, e, por isso, mantêm um diálogo direto com o leitor, fazendo com que esse se sinta dentro da história. Entretanto, a maioria dos capítulos é em terceira pessoa.

Perversas Famílias – Resumo:

Nos confins do RS de séculos passados, um homem chamado Bento Maria, que herdara as terras do pai, começa a passar por dificuldades para manter sua fazenda.

Ao mesmo tempo, João Felício Borges da Fonseca, homem em ascensão econômica, compra grande terreno em Pelotas, onde, mais tarde, construiria o Solar dos Leões. É informado sobre a possibilidade de adquirir as terras de Bento Maria. Assim sendo, para expandir seus negócios, João Felício compra a fazenda e dá continuação à criação de gado. O nome dado às terras é Estância São Felício.

Uma vez rico, João Felício precisa casar-se e escolhe a recatada Plácida como sua esposa. Ela era filha mais jovem e menos atrativa de um senhor pelotense; entretanto, era muito culta, já que havia estudado vários anos numa escola em Genebra – Suíça -, vindo deste fato seu apelido: Genebrina. Enquanto João Felício planeja a construção de um castelo no pampa para realizar um sonho de sua esposa, nasce seu primeiro filho, Olímpio.

A primeira palavra por ele dita é Liberdade, um choque para todos. Além de Olímpio, o casal Borges da Fonseca tem mais um filho: Arquelau. João Felício não consegue terminar a construção do Castelo por motivos de saúde e morre sem vê-lo pronto. Após a morte do marido, Dona Plácida se envolve com Félix del Arroyo, professor de Arquelau, engravida, dando Astor à luz, e morre no parto.

Olímpio vai para a capital estudar Direito e volta cheio de ideais republicanos. Por motivos políticos, traz Astor, o bastardo, de volta a casa. É Olímpio quem dá continuação às obras abandonadas do Castelo da Liberdade, como ele o chamaria; sente-se traído pelos colegas do partido que não entendiam a razão pela qual queria ter um castelo. Olímpio vai para Paris com o criado Raymond para aproveitar os festejos do Centenário da Revolução Francesa. É na Europa que conheceu sua esposa, Condessa Charlotte de Von SpeigelHerb, que não estava em boa situação econômica, mas tinha o título. Os dois se casam depois de o Castelo ser concluído.

Na Europa, Olímpio recebe a notícia de que a República havia sido proclamada no Brasil; volta rapidamente para casa.

Selene, filha da Condessa e Olímpio, conhece Hermes, rapaz rico, mas sem nome, e engravida. Charlotte não a deixa casar. Após o nascimento da criança, Páris, Selene descobre que Hermes casou-se com outra e enlouquece, vivendo o resto da vida internada em um sanatório. Por decisão da Condessa, Páris é levado para estudar no Colégio Anchieta, em Porto Alegre.

Ele só volta para o Castelo depois de ser expulso da escola, por ter incendiado um laboratório. Durante a curta passagem do neto pelo Castelo, Olímpio morre. Mais uma vez, por decisão da Condessa, Páris é levado para longe. Desta vez, ele vai para uma escola em Bagé. Depois de se envolver com uma colega, cujo pai morre, Páris sente-se culpado e sai caminhando sozinho pela cidade.

É acolhido por prostitutas e passa a noite num bordel. Quando a escola descobre, expulsa-o.

Em Perversas Famílias, de volta ao Castelo, o futuro de Páris é decidido por Arquelau, sua esposa (Beatriz) e a Condessa. Após uma reunião, eles acham melhor mandar Páris para Pelotas na companhia de Beatriz, que cuidará dele até que acabe seus estudos. Os dois vão para o Solar dos Leões, o qual estava fechado há bastante tempo.

Assim, como podemos perceber, o contexto vai compondo-se de histórias individuais, de modo que não há somente um personagem principal. O enredo é envolvente, e o leitor fica preso à espera do desfecho. Como a narrativa não é feita de forma linear, ela transforma-se em um quebra-cabeças, no qual, com o decorrer da leitura, as peças vão se encaixando.

O vocabulário utilizado em Perversas Famíliasé bastante culto, sem, entretanto, ser inacessível. Não há muitos diálogos, mas sim, uma grande descrição dos personagens, vestimentas e cenários. Cenários esses de luxo e requinte.

Na história, misturam-se conflitos familiares, política, paixões, intrigas e luta pelo poder, caracterizando um enredo bastante consistente. Há um caráter histórico na obra, pois nela fica caracterizado o período anterior e posterior à Proclamação da República.

A maior parte da narrativa é ambientada em Pelotas, e o cenário principal é o Castelo.

Entretanto, há passagens no Rio de Janeiro da Belle-époque e, até mesmo, em Paris.

Enfim, Perversas Famílias é um livro surpreendente que, de fato, prende a atenção do leitor. Proporciona um melhor conhecimento do país em que vivemos. Atravessa gerações, caracterizando, em cada uma delas, as mais estranhas relações dessas Perversas Famílias.

 

Perversas Famílias de Luiz Antônio de Assis Brasil

Publicado em:Resumos de livros

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