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Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo

 

Resumo Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo – parte II

Vasco andava todos os dias atrás de emprego. Fernanda era solicitada também pelos vizinhos. Dona Magnólia a chamava sempre que tinha problemas com a filha Lu ou quando o marido, Orozimbo, tomado pelo câncer, era acometido por crises de dor. Lu era arrogante e voluntariosa. Namorava Olívio contra a vontade da família.

Orozimbo observava-a. Fora parecido com ela quando moço. Vivia na farra. Agora sentia o desprezo da filha e sofria. A doença afastara-o definitivamente daquela vida de bebedeiras e mulheres.
Amaro mudara-se para uma pensão mais barata. Ainda não conseguira emprego. D. Docelina, uma negra gorda com ar protetor, alugava-lhe o quarto.

Tinha um filho pequeno e efeminado que Amaro detestava. Amaro seguia Clarissa às escondidas quando ela pegava o ônibus para Canoas. Nutria por ela uma amor platônico.
Vasco, por intermédio de Noel, consegue vender três desenhos para “A Tarde”, onde Noel trabalha. Vai ao Cassino tentar a sorte. Encontra-se com Olívio, que está obcecado, com os olhos fixos na roleta. Ganha uma rodada. Vasco também.

Continuam jogando. Ganham novamente. Vasco desiste das apostas e Olívio, dominado pelo jogo, continua, até perder tudo. Vasco, percebendo o grau de dependência do amigo, arrasta-o dali.
Fernanda vai para a maternidade. Precavida, fizera economias para quando chegasse o momento do parto. Estas não foram suficientes para dar entrada no quarto.
Vasco empresta o dinheiro que ganhara no jogo. Nasce Anabela. Vasco e Clarissa são os padrinhos. A pequena Anabela traz felicidade a todos. Noel encontra na filha uma alegria contagiante.
Certo dia Amaro foi assediado por D. Doce. Ela entrou em seu quarto e agarrou-o.

O pobre homem, impotente diante da enorme mulher, acabou cedendo às suas investidas voluptuosas. D. Doce saiu do quarto radiante de felicidade. E Amaro, enojado, só pensava em mudar-se para outro lugar.
Vasco já não conseguia mais suportar a vergonha que sentia ao encarar D. Clemência e, principalmente, Clarissa, por não conseguir emprego.

Arranjara algum dinheiro, que rapidamente se acabara, pintando uns cartazes para a vitrina de uma loja.
Evitava a prima o quanto podia. Esquivava-se sempre, tal o constrangimento que sentia.
Clarissa, no entanto, sentia-a cada vez mais afeiçoado por Vasco. Um dia escreveu em seu diário que o amava. Fernanda percebeu que a moça estava apaixonada e apoio-a totalmente.

Em Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo, Vasco reencontrou casualmente o conde, que se mudara para um bom hotel. Tinha agora uma quantidade razoável de alunos e podia novamente usufruir da vida com todo o requinte. Vasco e Oskar passaram a ver-se todas as noites, durante duas semanas. Iam a restaurantes, bares… O conde sempre filosofando sobre a vida, com seu habitual cinismo.

Vasco mais escutava-o do que falava. Certo dia, misteriosamente, o Conde sumiu.
Amaro, sem mais dinheiro e desempregado, sujeita-se aos apelos amorosos de D. Doce, pois a mulher não lhe cobra mais o aluguel e ainda proporciona-lhe esplêndidas refeições. Sentindo-se corrompido e abjeto (desprezível), assim mesmo continua espionando Clarissa, mas agora sente-a cada vez mais inatingível.
O inverno chegara e com ele muitos acontecimentos inusitados. Vasco agora tinha um cachorro vira-lata.

Chamava-se Casanova e o seguia por toda parte. Por piedade, Vasco também levara para casa um garoto negro que dormia num banco de praça.
Delicardense, o garoto, passou a morar com a família. Álvaro, pai de Vasco, surpreendeu a todos com sua chegada inesperada. No princípio, D. Clemência se opôs a que permanecesse residindo na casa, mas Fernanda persuadiu-a a deixá-lo ficar.

Vasco também relutou quanto à permanência de Álvaro na casa, pois a presença do pai desmitificava o pai idealizado. Mas em pouco tempo tornaram-se muito amigos. Passeavam, conversavam e riam muito, juntos.
Certo dia, apareceu um homem na casa de Fernanda querendo falar com o pai de Pedrinho. D. Eudóxia e Fernanda receberam-no. Modesto Braga, o tal homem, exigia que se efetuasse o casamento entre sua filha Ernestides e Pedrinho, pois o rapaz havia abusado da menina. As duas mulheres ficaram desnorteadas.

Sabiam do namoro. Ouviram falar que a moça era da cidade baixa e que o menino frequentava a casa dela. D. Eudóxia alertara o filho sobre o perigo disso, pareceria noivado.
Fernanda decidiu que, se fosse verdade, Pedrinho casava.

Em Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo, muito cedo, desde que o pai morrera, Fernanda assumira a responsabilidade sobre a família. Sentia-se “mãe de todos”, mesmo após casar-se com Noel. Com relação à família, costumava dizer a si mesma que tinha quatro filhos: D. Eudóxia, Pedrinho, Noel e Anabela. Era ela quem tomava todas as decisões.

Pedrinho e Ernestides acabam casando e vão morar na casa de Fernanda, para infelicidade de Noel e D. Eudóxia. Os pais da rapariga visitam a família, cheios de falsa intimidade. Fernanda compreendeu que o casamento de Pedrinho fora induzido pelos pais da moça. Mas não se deixou abater; ganhara mais uma filha, Ernestides, além dos outros quatro: D. Eudóxia, Pedrinho, Noel e Anabela.

Seu Honorato Madeira, pai de Noel, foi visitá-los para conhecer a neta. Honorato era um bom homem, mas dominado por uma esposa fria e fútil, que não nascera para a maternidade. O homem apareceu sozinho, disse a Noel que a mãe mandara lembranças e deixou um cheque de 500 mil réis, que Fernanda guardou para a filha.

Amaro já estava acostumado com a nova condição de amante/marido de Doce, apesar de ainda sentir repugnância pela mulher. Mas o conforto que ela lhe proporcionava: cama quente, pijamas novos, refeições completas…um piano, inclusive, acabaram por prendê-lo. Também já não ia mais ver Clarissa pegar o ônibus.

Agora tinha plena consciência de que habituara com Doce e a vida que ela lhe oferecia, tal qual um pássaro se habitua à gaiola.
Noel escrevia um livro sem muito brilho à custa da colaboração da esposa que, não só o estimulava, como praticamente criava todas as situações, personagens, enfim, a própria narrativa.
O livro concluído, Fernanda pede a Vasco que desenhe a capa e sugira um título.

Vasco desenha a capa do livro de Noel e sugere o título: “Um Lugar ao Sol”. Fernanda e Noel estão encantados. O livro é publicado e Vasco consegue emprego na editora. A alegria é geral. Vasco passa a assumir as despesas da casa. Leva a prima todos os dias ao ponto de ônibus, e toma conhecimento por Fernanda, do amor de Clarissa.

Em Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo, uma noite, vendo o pai chegar bêbado a casa, Vasco começou a pensar no rumo que sua vida tinha tomado. Lembrou-se de João de Deus, que dizia: “Bêbado como o pai.”
E novamente Vasco sentiu desejo de fugir, correr mundo.
Delicardense decepcionou a todos, especialmente Vasco, ao fugir de casa depois de ter roubado as economias de Clarissa e objetos da varanda.

D. Zina, irmã de Dona Clemência, dona da pensão em moraram, e o marido, Seu Couto, em visita à família, contaram que o Conde tentara suicidar-se havia cinco dias.
Vasco saiu imediatamente rumo ao hospital onde Oskar estava internado. Chegando lá, quis saber do amigo o porquê daquilo. O Conde mostrou-se cínico como sempre.

Vasco percebeu sua falsidade, percebeu que jamais conheceria aquele homem misterioso. Foi embora desiludido e triste.
Certo dia, Álvaro vai embora, deixando apenas uma frase escrita na parede: ADDIO SON UN VELHO PAZZO (MALUCO).

Uma noite, estando Vasco e Clarissa a sós, ele se aproxima da prima e eles se entregam a um abraço terno, interrompido pelo olhar de Casanova, que os observa.
Em seguida, Vasco sai à rua, sem rumo. Sente uma fúria invadindo-o. Lembra-se do pai. Vasco segue ao acaso, com suas lembranças e com Casanova, fiel amigo de todas as horas.

Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo – Personagens
Vasco Bruno: Personagem principal; filho de Zuzu com o italiano Álvaro Bruno, mas criado por João de Deus; rapaz moreno, alto, bonito, com habilidades para o desenho.
Álvaro Bruno: Pai de Vasco, pintor italiano, abandona a família em Jacarecanga e viaja pelo mundo, reaparecendo mais tarde em Porto Alegre.
Clarissa: Moça delicada, tímida, inocente; professora em Jacarecanga e depois em Canoas; filha de João de Deus; apaixonada pelo primo Vasco.
Fernanda: Esposa de Noel e mãe de Anabela; mulher forte, corajosa, otimista, sempre pronta a ajudar os vizinhos; também professora.
Amaro Terra: Bancário desempregado, professor de piano, hóspede da pensão de D. Zina e mais tarde, de D. Docelina (com quem passa a viver maritalmente); apaixonado por Clarissa.
Casanova: Cachorro vira-lata adotado por Vasco.
Delicardense: Negrinho recolhido das ruas por Vasco.

Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo – Comentários
Em Um Lugar ao Sol, o autor nos leva a vislumbrar a própria dinâmica da existência, além do panorama social ao qual pertence à maioria dos seres humanos.
Seus personagens são seres complexos que, não obstante o embate diário diante das inúmeras dificuldades encontradas na luta pela sobrevivência, conseguem manter a solidariedade uns com os outros, a paixão pela vida, a ânsia pela liberdade.

Da maneira magistral, dá-nos a compreender como sentimentos, muitas vezes inconciliáveis, coexistem simultaneamente em cada um de nós. E apesar da condições adversas e até de certo desespero resultante, a esperança por dias melhores, além de grande amor à vida, parece-nos a única forma de reverter todo um quadro aparentemente já tão cristalizado.

Além das referências às cidades gaúchas de Jacarecanga, Canoas, Santa Clara e Porto Alegre, outra característica pode ajudar a diferenciar o texto de Um Lugar ao Sol são as repetições exageradas de palavras e expressões.

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Veja também a biografia de Érico Veríssimo

 

Um Lugar ao Sol de Érico Veríssimo

Publicado em:Resumos de livros

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