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A Cultura Chinesa e Made in China Revisão de História Vestibular1

Revisão de História: A Cultura Chinesa e Made in China

 

História: A Cultura Chinesa e Made in China

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: A Cultura Chinesa e Made in China

Revisão de História: A Cultura Chinesa e Made in China

 

A Cultura Chinesa e Made in China

Depois que passou o mal-estar provocado pela repressão aos estudantes, os negócios retomaram o seu curso normal na China. Isso ficou bastante claro no fluxo de investimentos que passou a ter o país como destino, além do grande número de empresas transnacionais que passaram a se instalar nas ZEEs em busca da liberdade de ação, do enorme mercado consumidor da China e, principalmente, da abundante, disciplinada e barata mão de obra disponível.

Ao final da década de 1990, o salário mínimo na China era de 25 dólares por uma jornada de trabalho de 12 horas diárias. É verdade que, dependendo do nível de desenvolvimento econômico de cada ZEE, o valor dos salários podia variar bastante, havendo ZEEs onde os salários eram muito mais elevados. Mas, ainda assim, estavam muito abaixo dos salários pagos nos países da União Europeia, no Japão ou nos EUA.

Ao longo da década de 1990, a China experimentou um espantoso crescimento econômico, principalmente se levarmos em conta que, após a crise de 1973, o capitalismo passou por um período de modestas taxas de crescimento econômico. Nesse cenário de crise, reestruturação e recomposição global do capitalismo, as taxas de crescimento da China eram uma exceção que destoava.

Estes números podem dar uma ideia mais exata do que isto representava: no ano de 1993, a China cresceu 13% e recebeu 11 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros; em 1994, a China recebeu 26 bilhões de dólares de investimentos; no final da década de 1990, as exportações estavam na casa dos 150 bilhões de dólares.
Esse crescimento vertiginoso e o baixo custo dos produtos, devido à mão de obra extremamente barata, explicam o porquê de os produtos made in China terem invadido o mercado global.

Mas esse crescimento econômico também gerou o aumento das desigualdades sociais e regionais, cuja principal consequência foi o deslocamento crescente de pessoas para as ZEEs em busca de melhores condições de trabalho e vida. Isto fez com que o governo passasse a restringir o número de pessoas que poderiam entrar nas ZEEs, como forma de evitar um crescimento desordenado. Outra consequência foi o aumento da inflação.

Ao mesmo tempo em que a economia do país crescia de forma impressionante, o governo chinês obtinha importantes ganhos internacionais. O mais importante foi, sem dúvida, a devolução de Hong Kong ao controle da China em 1º de julho de 1997, fazendo com que a força econômica deste Tigre Asiático fosse incorporada à economia chinesa. Também foi acertada com o governo de Portugal a devolução da colônia portuguesa de Macau em 1999, o que de fato ocorreu no dia 20 de dezembro desse ano.

Em 19 de fevereiro de 1997, Deng Xiao Ping morreu, e o presidente da China, Jiang Zemin, tornou-se o dirigente máximo do país. Numa prova de que estava disposto a continuar o caminho das reformas econômicas e da abertura ao exterior, iniciado pelo seu mentor Deng Xiao Ping, Jiang apresentou um plano ambicioso.

Do ponto de vista econômico, o balanço da década de 1990 para a China havia sido positivo: em 1995, o país cresceu 10,5%; em 1996, 9,6%; e em 1997, 8,5%. Mas, devido à crise do Sudeste Asiático, iniciada em julho de 1997 na Tailândia, e que atingiu o seu auge em outubro de 1997 em Hong Kong, as previsões de crescimento do país em 1998 caíram para 6%.
Apesar de não comprometer o retrospecto da década de 1990, esta previsão mais modesta lançava dúvidas sobre o futuro da experiência da China e, de uma maneira mais geral, sobre o futuro das economias do Sudeste Asiático para o século XXI.

Todo esse crescimento econômico da China, no entanto, trouxe para o país consequências ecológicas gravíssimas. O ar é poluído pelo carvão, o país não tem esgotos e coleta de lixo suficientes para atender à população urbana, parte da população só dispõem de água poluída para beber, e praticamente todos os grandes rios estão contaminados por produtos tóxicos.

Em junho de 2001, nas comemorações do 80º aniversário do PC Chinês, Jiang Zemin anunciou que os empresários estariam, a partir de então, autorizados a entrar no partido. O fato demonstrou a tentativa do governante chinês em manter o sistema comunista em meio às grandes mudanças econômicas e sociais por que passa o país. Novas classes sociais foram criadas nos últimos anos.

Jiang observou que essas classes precisam ser incorporadas ao partido, para que não causem o seu enfraquecimento. Segundo ele, os empresários são importantes para “construir o socialismo com características chinesas”.

Estude na sequência:
A Cultura Chinesa e A Revolução Cultural
A Cultura Chinesa e As Relações com os EUA

Revisão de História: A Cultura Chinesa e Made in China

Publicado em:História,Matérias,Revisão Online

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