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Revisão de História: A Irlanda 2 em Vestibular1

Revisão de História: A Irlanda 2

 

História: A Irlanda 2

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: A Irlanda 2

 

Revisão de História: A Irlanda 2

 

A Irlanda 2: em 1905, os nacionalistas irlandeses fundaram o Sinn Fein (“Nós Sozinhos”), partido político que lutaria pela independência do país utilizando meios legais. Em contrapartida, os protestantes afiaram a Força de Voluntários do Ulster – formação paramilitar destinada a apoiar as tropas britânicas na Irlanda.

A essa altura, o Ulster já era uma região industrializada onde os protestantes haviam se tornado maioria, graças à forte imigração de operários ingleses, escoceses e galeses. No Domingo de Páscoa de 1916, irrompeu em Dublin (capital da Irlanda) uma revolta nacionalista, dominada pelo exército britânico após duros combates. Os líderes capturados foram executados após um rápido e inexorável julgamento.

Nas eleições de 1918, o Sinn Fein elegeu a maioria dos deputados irlandeses ao Parlamento Inglês e, no ano seguinte, proclamou unilateralmente a independência da Irlanda. As tropas britânicas e os Voluntários do Ulster reagiram com violência, e o país conheceu dois anos de selvagens ações terroristas e de guerrilha.
Chegou-se assim a um impasse político-militar. Em 1921, foi firmado um acordo preliminar que, no ano seguinte, resultou no reconhecimento, pelo governo britânico, do Estado Livre da Irlanda, correspondente a 3/4 da ilha. Mas o Ulster (oficialmente denominado Irlanda do Norte) permaneceu vinculado ao Reino Unido da Grã-Bretanha.

O Estado da Irlanda foi integrado na Commonwealth (Comunidade Britânica das Nações), com o mesmo status do Canadá, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Mas, ao contrário desses outros países, os sentimentos dos irlandeses para com a Inglaterra sempre foram amargos.
Por isso, durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto canadenses, sul-africanos, australianos e neozelandeses participaram ativamente do conflito, como aliados da Grã-Bretanha, a Irlanda permaneceu neutra. E, em 1949, desligou-se da Commonwealth e proclamou sua independência total, com o nome de República da Irlanda ou Eire (seu nome céltico original).

Mas o Eire era um país agrário, com possibilidades econômicas limitadas e uma taxa de crescimento demográfico elevada para os padrões da Europa Ocidental. Por essa razão, muitos católicos do Sul acabaram migrando para a Irlanda do Norte, em busca de trabalho; atualmente constituem quase 40% da população local, mas sofrem forte discriminação por parte da maioria protestante.

Em 1956, surgiu na Irlanda do Norte o IRA (Irish Republican Army ou Exército Republicano Irlandês) – organização terrorista cujo objetivo é promover a anexação da Irlanda do Norte ao Eire. Desde então, essa entidade vem promovendo atentados contra autoridades britânicas e membros da comunidade protestante da Irlanda do Norte, com frequência e intensidade variáveis. Sua ação de maior repercussão ocorreu em 1979: a explosão da lancha pilotada pelo almirante lorde Mountbatten, herói da Segunda Guerra Mundial e tio da rainha Elizabeth II.

Mas a reação das forças de segurança britânicas e dos irregulares protestantes também tem provocado numerosas vítimas na comunidade católica. Por esse lado, o episódio mais célebre é o “Domingo Sangrento” (relembrado em canção da banda irlandesa U-2) de 1972, quando soldados ingleses mataram 14 civis católicos em Belfast.
Em 1994, aliás, morreram mais católicos do que protestantes nos atentados praticados pelos dois lados. Oficialmente, o governo do Eire repudia a atuação do IRA. Mas este conta com a simpatia de parte da população do Sul e tem o apoio de praticamente toda a comunidade católica do Norte. Além disso, o IRA utiliza o partido Sinn Fein como seu porta-voz e representante político (ou “braço político”, como se costuma dizer).

Em 1972, o governo britânico suspendeu a autonomia administrativa da Irlanda do Norte e colocou a região sob seu controle direto, em um regime quase de ocupação militar. A primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro” (1979-1990), tratou com inflexível rigor os militantes do IRA capturados (vários deles foram assassinados in off pelas forças britânicas de repressão), aplicando-lhes o tratamento carcerário destinado a criminosos comuns e não a presos políticos.
Assim, coube ao primeiro-ministro trabalhista Tony Blair, eleito em 1997, procurar costurar um acordo multilateral, do qual participaram, ele próprio, o primeiro-ministro do Eire e representantes do Sinn Fein e dos unionistas (protestantes da Irlanda do Norte); houve até uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O acordo, firmado em 1998, determinou eleições livres para a formação de um Parlamento Norte-Irlandês, ao qual caberia indicar um primeiro-ministro para governar a região. Esta permaneceu ligada ao Reino Unido, mas recuperou a autonomia perdida em 1972. E os católicos terão direito de voto, que antes lhes era negado.

Mas os extremistas de ambos os lados ainda apostam em ações violentas, cujo impacto desestabilize o acordo conseguido. Em 2001, nem o IRA nem os unionistas entregaram suas armas às autoridades. Essa situação, somada a atos de violência mais ou menos endêmicos, tornam incerto o futuro da Irlanda do Norte.

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