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Concordância Nominal Revisão de Português Vestibular1

Revisão de Português: Concordância Nominal

 

Português: Concordância Nominal

Resumão – Revisão da Matéria de Português – Revisando seus conhecimentos
Português: Concordância Nominal

Revisão de Português: Concordância Nominal

 

Concordância Nominal

Regra geral: O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral e pronome) concordam em gênero e número com o substantivo a que se refere.
Ex: Revistas novas. (Feminino – Feminino, Plural – Plural).
– Um só adjetivo qualificando mais de um substantivo.
– Adjetivo posposto aos substantivos.
1º. Caso:
Quando o adjetivo é posposto a vários substantivos do mesmo gênero, ele vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
Ex: Tamarindo e limão azedos (azedo).
2º. Caso:
Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o adjetivo pode ir para o plural masculino ou pode concordar com o substantivo mais próximo.
Ex: Tamarindo e laranja azedos (azeda).
3º. Caso:
Quando o adjetivo posposto funciona como predicativo, vai obrigatoriamente para o plural.
Ex.: O tamarindo e a laranja são azedos.
Adjetivo anteposto aos substantivos:
1º. Caso:
Quando o adjetivo vem anteposto aos substantivos, concorda com o mais próximo.
Ex.: Ele era dotado de extraordinária coragem e talento.
2º. Caso:
Quando o adjetivo anteposto funciona como predicativo, pode concordar com o substantivo mais próximo ou pode ir para o plural.
Ex: Estavam desertos a casa e o barraco.
Estava deserta a casa e o barraco.
Um só substantivo e mais de um adjetivo:
1º. Caso:
Ex.: O produto conquistou o mercado europeu e o americano.
O substantivo fica no singular e repete-se o artigo.
2º. Caso:
Ex.: O produto conquistou os mercados europeu e americano.
O substantivo vai para o plural e não se repete o artigo.
Outros casos de concordância nominal:
1º. Caso:
Bastante:
– Função adjetiva: Variável – refere-se a substantivo.
– Função adverbial: Invariável – refere-se a verbo, adjetivo e a advérbio.
Ex.: Ele tem bastantes amigos (substantivo).
Eles trabalham (verbo) bastante.
Elas são bastante simpáticas (adjetivo).
Obs.:
– Nessa regra, podemos incluir ainda as seguintes palavras: meio, muito, pouco, caro, barato, longe. Só variam se acompanhar o substantivo.
2º. Caso:
Palavras como: quite, obrigado, anexo, mesmo, próprio, leso e incluso são adjetivos. Devem, portanto, concordar com o nome a que se referem.
Ex.: Nós estamos quites com o serviço militar.
Ela mesma fez o café.
Obs.: A expressão “em anexo” é invariável.
Ex.: As cartas seguem em anexo.
3º. Caso:
Se nas expressões: “é proibido”, “é bom”, “é preciso” e “é necessário”, o sujeito não vier antecipado de artigo, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo ficam invariáveis.
Ex.: É proibido entrada.
– Se o sujeito dessas expressões vier determinado por artigo ou pronome, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo variam para concordar com o sujeito.
Ex.: É proibida a entrada.
4º. Caso:
As palavras: alerta, menos e pseudo são invariáveis.
Ex.: Os vestibulandos estão alerta.
Nesta sala há menos carteiras.
Caso:
Nas expressões “o mais … possível” e “os mais … possíveis” , o adjetivo “possível” concorda com o artigo que inicia a expressão.
Ex.: Carro o mais veloz possível.
Carros os mais velozes possíveis.

Casos de concordância verbal:

1) Sujeito simples
Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
Ex.: Nós vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).
Casos especiais:
a) O sujeito é um coletivo — o verbo fica no singular.
Ex. A multidão gritou pelo rádio.
2) Sujeito composto
Regra geral: o verbo vai para o plural.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.
Casos especiais:
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes – o verbo ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.
Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
3) Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas, têm sujeito (relógio, hora, horas, badaladas…) e com ele devem concordar.
Ex.: O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
4) Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Ainda falta/ dar os últimos retoques na pintura.
5) Concordância com o infinitivo
a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:
– não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono.
Ex.: Esperei-as chegar.
– é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Ex.: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os alunos.
– flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo.
Ex.: Esperei saírem todos.
b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto
– não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de gerúndio.
Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (comentando)
– é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração principal.
Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu) responderes, (tu) lerás o texto.
– é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e está indicado por algum termo do contexto.
Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de contestarmos.
– é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.
c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal
– não se flexiona o infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal quando devida à ordem dos termos da oração sua ligação com o verbo auxiliar for nítida.
Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.
– é facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.
Ex.: Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e reclamar dela./
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e reclamarmos dela.
6) Concordância com o verbo ser:
a- Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo.
Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.

Revisão de Português: Concordância Nominal

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