Da República ao Império Romano 2 - Vestibular1

Da República ao Império Romano 2

Revisão de História: Da República ao Império Romano 2

 

História: Da República ao Império Romano 2

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Da República ao Império Romano 2

Revisão de História: Da República ao Império Romano 2

 

Da República ao Império Romano 2

O cotidiano na Roma antiga

Além da luta de gladiadores, outras “modalidades” de lazer atraíam o homem romano. Os espetáculos faziam parte das relações cotidianas, e os homens admiravam o teatro, as corridas de carro no circo, realizavam banquetes, praticavam o jogo de dados e frequentavam os banhos públicos.
Estas atividades de lazer eram usufruídas por toda a população, independente de distinção social. O preço dos ingressos, quando cobrados, era bastante módico, o que permitia o acesso a todos os homens livres e escravos, mulheres e crianças, cidadãos romanos e estrangeiros.

Os banhos eram muito procurados, pois significavam para os romanos desfrutar de um grande prazer e não necessariamente apenas uma prática de higiene. É como ir à praia ou ao clube entre nós. Inicialmente realizados em estabelecimentos modestos, os banhos públicos vão se desenvolvendo até constituírem verdadeiras “termas” construídas sob os edifícios luxuosos, onde os homens usufruíam, além dos banhos, de ginásios, jardins, lojas e até bibliotecas.

Havia geralmente três ou quatro qualidades de banhos, e os homens escolhiam desde os mais frios até os mais quentes. Outra ocasião de convívio com os amigos era o banquete ou as reuniões em taberna, onde apreciavam uma longa conversa, acompanhada de boa comida e farta quantidade de bebida.

O banquete caracteriza uma verdadeira festa, em que, após a refeição, momento em que se consome muito vinho, a reunião prosseguia com danças e cantos para divertimento dos presentes. Havia também o banquete com caráter religioso; os romanos convidavam os amigos para assistirem, em suas casas, à oferenda de sacrifícios, o que os honrava ainda mais que simplesmente convidá-los para jantar.

Portanto, os cultos religiosos eram festivos, através dos quais os deuses se divertiam, pois ali encontravam o mesmo prazer que os homens. O ato principal do culto às divindades romanas era o sacrifício, seguido de uma refeição em que se comia o animal imolado.
Sabe-se que os grandes templos eram equipados de cozinhas e, após o cozimento do animal no altar, sua carne era oferecida aos assistentes, enquanto a fumaça era oferecida aos deuses.

O processo de expansão territorial e o domínio do Mar Mediterrâneo pelos romanos marcam o período de transição do regime republicano à formação e consolidação do Império Romano. Inicialmente consolidaram o domínio sobre a Península Itálica, dominando a Região do Lácio, da Campânia, de toda a Itália Meridional e da Magna Grécia. Consagrada a hegemonia romana sobre os antigos gregos e italiotas, restava aos romanos impor sob seu domínio as cobiçadas regiões do Mediterrâneo.

 

A Crise da República e a Consolidação do Império

A aristocracia foi incapaz de administrar o imenso território conquistado. O Senado continuava a exercer o monopólio sobre as decisões políticas, excluindo do poder a grande massa de habitantes das províncias. Assim, a passagem do regime republicano ao imperial foi marcada por uma séria crise econômica e social proveniente do próprio movimento expansionista.

As disputas pelo poder político em Roma iniciaram-se com as propostas de reforma apresentadas pelos irmãos Tibério e Caio Graco, eleitos Tribunos da Plebe em 133 e 123 a.C., respectivamente. Tibério apresentou uma ousada proposta de reforma agrária, causando um grande impacto na aristocracia patrícia, que mandou matá-lo com seus seguidores.
Caio Graco procurou transferir as decisões políticas exclusivas do Senado para a Assembleia Popular. Houve uma nova repressão aristocrática, que pôs fim às ideias reformistas, levando Caio a cometer suicídio.

A disputa de Mário, Cônsul da República e chefe do Partido Popular, entre Sila, representante do Senado, expressava a intensificação das lutas políticas. Mais uma vez, predominou a força da elite, e Sila tornou-se ditador da República.

Em seu governo, a aristocracia consolidava seu poder, à medida que o ditador limitava o poder dos tribunos da plebe. Estes responderam com uma nova revolta, liderada por Catilina, senador que representava os plebeus. Mas, o orador Cícero, Cônsul da República, através de seus discursos, denunciou Catilina, acusando-o de tentar um golpe de estado e transformando-o em inimigo de Roma. Diante da grave crise política, três líderes populares, Pompeu, Crasso e Júlio César, impuseram-se diante do Senado, estabelecendo um acordo político (60 a.C.), o Primeiro Triunvirato.
Após a morte de Crasso, em 53 a.C., Pompeu e Júlio César lutaram pelo exercício do poder pessoal. Contando com o apoio popular, César venceu Pompeu e tornou-se ditador da República Romana.

César possuía plenos poderes, e seu governo indicava uma forte tendência à Monarquia. No sentido de atender aos anseios da plebe, realizou reformas sociais, ferindo os interesses da classe dominante. Ele procurou unificar Roma, ampliando o direito à cidadania aos habitantes das províncias; promoveu a fundação de várias colônias fora da Itália; reformou o calendário romano, utilizando seu nome para designar o sétimo mês (julho); organizou as finanças públicas, proibindo o abuso do luxo, e construiu diversas obras públicas.

Dentre as novas leis que atingiam diretamente os privilégios da aristocracia, devemos destacar a obrigação de os proprietários empregarem pelo menos um terço dos homens livres em suas terras e a introdução de cidadãos estrangeiros no Senado.
A aristocracia romana, sem muitos de seus privilégios e temendo que César concentrasse o poder em suas mãos, tornando-se imperador, resolveu assassiná-lo, procurando restaurar o Regime Republicano.

Contudo, a morte de Júlio César revoltou a camada popular, tornando ainda maior a disputa dos defensores de um governo pessoal e absoluto entre os que defendiam a restauração da República. Os assassinos de César, os republicanos Cássio e Brutus, tentaram tomar o poder, mas foram impedidos por Marco Antônio, importante líder cesarista, que instigava a massa plebeia contra o Senado, evitando a conspiração restauradora.

Nesse contexto, formou-se o Segundo Triunvirato, composto por Marco Antônio, Lépido e Otávio, que dividem o governo das províncias entre si: Marco Antônio comandaria o Oriente; Otávio, o Ocidente; e Lépido, a África.

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