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Da República ao Império Romano 3 História Vestibular1

Revisão de História: Da República ao Império Romano 3

 

História: Da República ao Império Romano 3

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Da República ao Império Romano 3

Revisão de História: Da República ao Império Romano 3

 

Da República ao Império Romano 3

Mas, a rivalidade entre os triúnviros provoca a passagem da ditadura coletiva para a pessoal e, desta, para a instauração da Monarquia. Lépido é afastado pelas forças de Otávio, rompendo o equilíbrio do poder e gerando o confronto com Marco Antônio, que rompeu com Otávio, aliou-se a Cleópatra no Egito, fortalecendo sua base militar no Oriente, visando tomar o Egito, Otávio prepara seu exército para derrotar Marco Antônio. Durante a Batalha Naval de Cio, 31 a.C., afasta o último dos seus oponentes, tornando-se senhor absoluto de Roma.

Ele manteve as instituições republicanas, mas reduziu o poder do Senado e das Magistraturas, consolidando seu poder pessoal sobre o Estado e, ao receber do Senado o título de Augusto (sagrado, divino), torna-se efetivamente o primeiro imperador romano em 27 a.C. Seu governo foi marcado por um grande avanço nas artes e na cultura romana.

Através de seu ministro Caio Mecenas, incentivou a produção cultural, daí a origem do termo mecenato utilizada na modernidade para designar os amantes e protetores das artes. Na política externa, Otávio expandiu as fronteiras do Império com novas conquistas militares, garantindo o desenvolvimento do comércio, que envolvia todas as províncias de Roma.

O Imperador instituiu uma moeda única, impôs o latim como língua oficial e aperfeiçoou o sistema de construção de portos e estradas, inovando as relações comerciais entre as províncias ocidentais. As primeiras consistiam em mercados consumidores de vinho e azeite exportados pela Itália; e das províncias orientais, Roma importava especiarias, seda e outros artigos de luxo. No lado social, Augusto se preocupou em manter a vida familiar.

Sua política consistiu em diminuir o número de divórcios e reprimir a prática do adultério, além de incentivar os casamentos e a constituição de famílias com pelo menos três filhos. Em seu reinado, destacou-se a realização da chamada política do pão e circo, através da qual procurava aumentar a sua popularidade, distribuindo trigo ao povo e organizando espetáculos circenses para divertir os cidadãos.

Desta forma, mantinha-os afastados das discussões políticas e da reivindicação de suas reais necessidades, a igualdade civil, a terra e o trabalho. Os sucessores imediatos de Augusto foram, pela ordem, Tibério, Calígula, Cláudio e Nero, dentre os quais Calígula e Nero merecem destaque.
Calígula ficou conhecido por suas loucuras; exigia para si honras divinas, pois pretendia transformar-se em um monarca absoluto e ser idolatrado pela população como um verdadeiro deus. Calígula arruinou o tesouro acumulado por Augusto e Tibério e acabou sendo assassinado em 41 d.C.

Seu tio Cláudio o sucedeu e comandou o Império sob uma eficiente administração, ampliando os domínios territoriais de Roma com as conquistas da Bretanha e da Mauritânia. Cláudio ficou conhecido, no entanto, pela pouca sorte que teve com suas mulheres. Mandou assassinar sua primeira esposa Messalina, em virtude do seu comportamento imoral.

Com a segunda mulher, Agripina, foi diferente. Foi ela quem envenenou Cláudio para que seu filho Nero chegasse ao poder. Nero fez um bom governo durante os cinco primeiros anos de seu reinado, mas logo começou a cometer uma série de crimes. Mandou matar seu irmão, sua mulher, sua amante e até sua mãe, Agripina. Também mandou colocar fogo em Roma e pôs a culpa nos cristãos para persegui-los severamente. Contudo, esta é a visão da historiografia tradicional sobre o reinado de Nero e suas supostas loucuras.

Atualmente, alguns historiadores contestam tal visão. Para o italiano Massimo Fini, autor de “Nero, 2000 anos de calúnias”, Nero não incendiou Roma. Ele era um grande admirador da arte e da cultura grega e teria realizado um bom governo, fez uma reforma tributária a favor do povo de baixa renda, deixando saudades ao morrer.

Massimo diz que as calúnias contra Nero foram criadas pelos historiadores cristãos Tácito e Suetônio, em virtude da intolerância religiosa do imperador. O reinado de Nero marca o fim da dinastia julio-claudiana. Seus sucessores inauguraram duas novas dinastias, a dos flavianos e a dos antoninos. Dos flavianos, destacamos Vespasiano e seu filho Tito, que conquistaram a Judéia, causando o fim do Templo de Jerusalém e a morte de meio milhão de judeus.

A dinastia dos antoninos é marcada pela ampliação dos domínios romanos através de uma política externa. Nos reinados de Trajano, Adriano e Marco Aurélio, realizaram-se as últimas guerras de conquistas de Roma. Com Trajano, as fronteiras imperiais foram até a Índia. Adriano foi responsável pela repressão a uma nova rebelião judaica e a tomada de Jerusalém pelos romanos.

Marco Aurélio, por sua intelectualidade, foi chamado de “Imperador Filósofo”. Porém, seu reinado representa um “divisor de águas” entre o apogeu e a decadência do Império Romano. Inicia-se a penetração dos povos “bárbaros” nos limites territoriais romanos, pondo fim ao período de estabilidade política do Império conhecido como a Paz Romana. Augusto consumava a transição da República ao Império.

Seus sucessores, Tibério, Calígula, Cláudio e Nero, concluíram tal processo, que atingiria seu apogeu durante o reinado dos flavianos e antoninos, iniciando sua desagregação a partir do séc.III com a dinastia dos severos, inaugurando o Baixo Império.

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Publicado em:História,Matérias,Revisão Online

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