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Revisão de Geografia: Desertificação 2 Vestibular1

Revisão de Geografia: Desertificação 2

 

Geografia: Desertificação 2

Resumão – Revisão da Matéria de Geografia – Revisando seus conhecimentos
Geografia: Desertificação 2

Revisão de Geografia: Desertificação 2

 

Desertificação 2

Um solo degradado, se não forem adotadas medidas que eliminem as causas provocantes, pode tornar-se desertificado, isto é, ter a sua fertilidade exaurida, além de perder a capacidade de retenção da água indispensável ao desenvolvimento das culturas. Área desertificada é uma gleba que, embora não seja um deserto na concepção técnica do termo, a este se assemelha, pela ausência de potencial biológico do solo.

Há terrenos que, pelas características do solo e condições climáticas, são mais suscetíveis a se deteriorar que outros. Os usuários não reconhecendo os limites exploratórios dessas terras, ultrapassam o limiar e tornam essas áreas desertificadas. No território brasileiro há, em todas as regiões fitogeográficas, extensas áreas degradadas, algumas desertificadas.

Devido às suas condições climáticas e características dos solos e pela maior intensidade de exploração dos terrenos, com rotinas inadequadas, praticamente desde o início da colonização, a região do Nordeste é aquela em que se apresentam os terrenos mais deteriorados do território brasileiro. As zonas do semiárido e sub úmidas secas (destacadamente o norte do Estado de Minas Gerais) atingem cerca de um (1) milhão de quilômetros quadrados desertificados.

A região dos Cerrados, em face da destruição das matas e da prática intensiva de queimadas, apresenta muitas glebas degradadas e até desertificadas. Há ambientalistas que afirmam ser de cinquenta por cento dos terrenos o índice de destruição. É lamentável, por tratar-se do bioma mais rico do Universo, em biodiversidade, nessa categoria.

Núcleo destacado de desertificação desse ecossistema é a Zona do Jalapão, a leste do Estado de Tocantins, com uma área de 30000 km2, e que vem se expandindo a cada ano. É resultado da ação antrópica, ou seja, da falta de orientação técnica dos usuários desses terrenos e o discernimento de quando deveriam cessar as queimadas, nas pastagens e lavouras.

No Estado do Rio de Janeiro, na parte Noroeste, está se formando uma grande área desertificada, atingindo a extensão de dez Municípios e que tende a se expandir. É resultado de rotinas inadequadas, aplicadas nos terrenos que eram explorados com a cultura do café, abandonadas. É, também, no Estado do Rio de Janeiro que, atualmente, se processa a maior devastação da Mata Atlântica.

Um solo degradado, caso não sejam adotadas medidas que eliminem as causas provocantes, pode tornar-se desertificado, isto é, ter a sua fertilidade exaurida, ficando agricolamente improdutivo.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Desertificação, realizada em Nairóbi (Quênia), foi destacada a preocupação alarmante dos técnicos, em relação ao constante aumento mundial das áreas desertificadas.

Recente relatório da ONU acusou que novos desertos estão surgindo, em todo o mundo, com uma área em torno de três milhões de hectares, por ano. A expansão das áreas desertificadas também se observa, lamentavelmente, em nosso País.

No Rio Grande do Sul, as zonas desertificadas têm uma extensão superior a 2000 hectares e estão sendo ampliadas, a cada ano. É uma típica demonstração da ausência de orientação aos agricultores, pela mobilização de terrenos que, por suas características texturais, deveriam estar cobertos com vegetação permanentemente.

No Manual da Secretaria de Agricultura, é salientado que a degradação dos solos, naquele Estado é, em parte, consequência do manejo inadequado dos terrenos, fato constatado, destacadamente nas áreas que estão se tornando desertificadas.

Corroborando, CASSOL ressalta: “As áreas degradadas ocupadas com culturas anuais intensivas ultrapassam em extensão as desertificadas.” E, destaca: “Nas explorações de trigo e soja, os solos, originariamente com boas características, estão apresentando problemas de degradação física pelo uso com monocultura e manejo inadequado. O preparo do solo é feito de modo a pulverizá-lo acentuadamente, e realizado em condições impróprias de umidade e, ainda, a palha de trigo é queimada”.

O problema das áreas desertificadas no Brasil atinge não só a zona semiárida como a sub úmida seca, com um total de 1 (um) milhão de quilômetros quadrados, localizados na Região Nordeste e Norte do Estado de Minas Gerais. A região do Cerrado, em face da destruição das matas e da prática intensiva de queimadas, apresenta muitas glebas que estão sendo degradadas e até desertificadas. Os agricultores e pecuaristas não utilizam as tecnologias adequadas para mobilização dos solos deste ecossistema.

Núcleo desertificado desse bioma é a Zona do Jalapão, a leste do Estado de Tocantins, com uma área de 30000 km2 e que vem se expandindo a cada ano. É resultante da falta de orientação técnica dos usuários desses terrenos. É, portanto, um deserto formado pela ação inadequada das terras, pelo homem. Quanto representa, em valores econômicos, a perda dessa área para explorações agrícolas e pecuárias racionalmente planejadas?

No Estado do Rio de Janeiro há, também, uma grande área desertificada, na parte Noroeste, atingindo a extensão de dez (10) Municípios, e que tende a se expandir. As autoridades governamentais têm sido devidamente alertadas pelos conservacionistas, de que – é sempre mais econômico preservar os recursos naturais do que restaurá-los, depois que eles forem degradados.

É indispensável sejam elaborados, pelos Governos Estaduais, Programas de restauração de áreas degradadas, de acordo com as características específicas de cada ecossistema onde se encontram.

Revisão de Geografia: Desertificação 2

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