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Empresas nacionais e Capital estrangeiro

Revisão de Atualidades: Empresas nacionais e Capital estrangeiro

 

Atualidades: Empresas nacionais e Capital estrangeiro

Resumão – Revisão da Matéria de Atualidades – Revisando seus conhecimentos
Atualidades: Empresas nacionais e Capital estrangeiro

Revisão de Atualidades: Empresas nacionais e Capital estrangeiro

 

Empresas nacionais e Capital estrangeiro

Trata-se de uma análise sobre o processo de privatização de empresas nacionais. O Brasil é dotado de diversas empresas, dos múltiplos setores, além disso, sempre ganhou destaque no mercado externo devido à exportação de matérias-primas, no entanto, está surgindo como importador de produtos dos diversos setores, modelos sociais e até culturais.

As privatizações aparecem por aqui como uma alternativa viável, porém só é feita em empresas e patrimônios que jamais devem ser entregues ao exterior. A tão divulgada (pela imprensa) privatização parece ser algo derivado ou que deriva a modernidade. Mas também só o lado esplendoroso do processo é divulgado, nunca o cidadão é informado acerca das reais consequências de uma privatização.
Palavras-chave: empresa nacional, privatização, capital estrangeiro, economia.

1. Considerações Iniciais

A partir de 1956, com o governo Juscelino Kubitschek, surgiu uma nova fase cuja ideia era colocar o país entre as grandes nações industriais do mundo. Nesse sentido, o governo passou a investir em setores fundamentais para dar impulso ao desenvolvimento industrial: energético, siderúrgico, metalúrgico e de transporte.

Simultaneamente, criaram-se várias facilidades para que empresas estrangeiras passassem a investir no país. Então, várias multinacionais, de diversos ramos, instalaram-se no Brasil: têxteis, alimentícias, farmacêuticas, químicas, eletroeletrônicos.

Parte dos lucros dessas empresas é enviada para os países desenvolvidos, onde ficam suas sedes. O Brasil privatiza, mas, poucos são os “compradores” brasileiros, quase sempre são as multinacionais. Muitos produtos eram aqui produzidos e agora passaram a ser importados, como é o caso dos fertilizantes, defensivos, remédios para o gado, que, por isso mesmo, passaram a ser pagos em dólar pelos agricultores, no caso.

2. O processo de privatização de empresas públicas nacionais

Nos últimos anos se instalou no Brasil uma atmosfera, uma onda onde o que se ouve falar é privatização como alternativa para solucionar os problemas que se agravam com o capitalismo. O governo — federal, neste caso — então, negocia sem nenhum processo de avaliação da aceitação pública, empresas nacionais.

A venda das estatais, segundo o governo, serviria para atrair dólares, reduzindo a dívida do Brasil com o resto do mundo, e “salvando” o real. E o dinheiro arrecadado com a venda serviria ainda, segundo o governo, para reduzir também a dívida interna. Aconteceu o contrário: as vendas foram um negócio da China e o governo “engoliu” dívidas de todos os tipos de estatais vendidas; isto é, a privatização acabou por aumentar a dívida interna.

Segundo Bauer, “a Telefônica Interativa conta, a seu favor, com os músculos de sua empresa-irmã, a Telefônica, dona de um faturamento de nada menos que 4,6 bilhões de dólares”.
Ao mesmo tempo, as empresas multinacionais ou brasileiras que “compraram” as estatais não usaram capital próprio. Assim, aumentaram a dívida externa do Brasil.

É o que se pode demonstrar, na ponta do lápis, num “balanço” das privatizações brasileiras, aceleradas a partir do governo Fernando Henrique. Enfim, temos em nosso território um leque de “sistemas de engenharia” (SANTOS & SILVEIRA) que foram criados ou instalados por bilhões desperdiçados em ideias infelizes como: Transamazônica, Ferrovia do Aço, Usinas Nucleares.

Agora, parece que quem pode não quer fazer nada pelos “sobreviventes” nordestinos, que ali vivem humilhados e só lembrados em épocas eleitorais em meio à seca quando até os Inças irrigaram boa parte do seu império quando não havia nenhum recurso tecnológico-eletrônico. No caso do Brasil, ainda nem tinha sido “descoberto”. Por tudo isso não ser da vontade de quem detém o direito de tê-la, pois na região nordestina (utilizando o exemplo citado), o que se instala a cada dia é a “indústria da seca”.

Portanto, não seria a privatização, a única maneira de obter recursos para solucionar deficiências em diversos setores. É verdade, o governo tem prometido quando cita diversos problemas a serem sanados com a privatização de empresas nacionais, mas tem acontecido exatamente o contrário. Ao invés de “ajudar”, as privatizações do jeito que são realizadas só fazem aumentar dívidas interna e externa, e multiplicar a grande dívida para com os brasileiros.

3. O capital estrangeiro incentivado pelos meios de comunicação

Os meios de comunicação de massa incentivaram as privatizações através de fortes campanhas contra as estatais, verdadeira lavagem cerebral. Sempre houve boatos de que os preços cobrados aos consumidores pelas empresas privadas reduziriam como se houvesse maior eficiência nas empresas privadas. No caso dos serviços telefônicos e de energia elétrica, o projeto de governo sempre foi fazer exatamente o contrário do que prometeu, por baixo do pano, ou na surdina.

Uma promessa que também está ecoando por aqui, é que com a privatização, empresas passariam a oferecer melhores serviços. A verdade é que os serviços pioraram e muito, pois, as taxas e tarifas antes da privatização são aumentadas para preparar o consumidor e assim, conformá-lo.

O que acabou disseminando também foram as demissões, que foram realizadas maciçamente pelo governo também antes de privatizar, isto é, gastou bilhões com o pagamento de indenizações e direitos trabalhistas, que na verdade seriam de responsabilidade dos “compradores”.

3.1. Os cálculos não agradam, mas é preciso calculá-los?

Um exemplo de prejuízo considerado lucro: na venda da COSEPA (Companhia Siderúrgica Paulista), o governo ficou responsável por dívidas de 1,5 bilhão de reais (além de o governo paulista ter cobrado o recebimento de 400 milhões de reais em ICMS atrasado).

O governo recebeu pela venda a quantia de 300 milhões de reais, isto é, o governo “ganhou” uma dívida de 1,5 bilhão de reais, e os “compradores” pagaram somente 300 milhões.

Mas é necessário, também, haver acordos que beneficiem o brasileiro, como a impossibilidade de haver pedágios nas rodovias privatizadas, ou que se houverem, seja de acordo às condições do brasileiro, sem exageros, e principalmente, com retornos.

Últimamente vimos a privatização da exploração de petróleo em campos onde a Petrobrás não conseguia, não tinha interesse ou ainda o capital necessário de investimentos.

4. Considerações Finais

Para concluir, pode-se afirmar que a economia brasileira cresceu muito nas últimas décadas e o país se modernizou. Mas foi um crescimento dependente do capital estrangeiro e do qual a população mais carente pouco se beneficiou. A miséria ainda é um elemento marcante, tanto nas zonas mais pobres como nas cidades mais desenvolvidas do Brasil.

A solução poderia vir se fosse privatizado aquilo que por aqui é muito precário. As rodovias em ruínas, por exemplo, que fazem as estatísticas mentirem, pois aumentam o número de acidentes a cada dia, causados principalmente, pelas péssimas condições de estradas. Diversas são as empresas ‘que para o brasileiro não tem utilidade alguma.

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Referências Citadas
BAUER, Marcelo Olé. Telefônica. Info Exame. São Paulo, v. 14, n. 160, p. 20-28,jul.
BIONDI, Aloísio. O Brasil privatizado. São Paulo: Perseu Abramo. p.23-83.
SANTOS, Milton & SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record,. 470p.
Saulo Rondinelli Xavier da Silva – geoilheus.tripod.com

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