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Revisão de História: Fatos do Descobrimento do Brasil 2 por Vestibular1

Revisão de História: Fatos do Descobrimento do Brasil 2

 

História: Fatos do Descobrimento do Brasil 2

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Fatos do Descobrimento do Brasil 2

 

Revisão de História: Fatos do Descobrimento do Brasil 2

 

Fatos do Descobrimento do Brasil 2: A Dinastia de Avis

Dessa forma, Portugal, isolado no extremo ocidental do continente europeu, viu-se subitamente no centro de uma intensa atividade mercantil. A burguesia portuguesa, envolvida nas transações entre italianos e flamengos, prosperou. O mesmo se pode dizer da monarquia lusitana, graças ao repentino aumento da arrecadação de impostos. Mas havia consciência de que toda essa efervescência econômica seria efêmera porque, tão logo cessasse a luta entre ingleses e franceses, o comércio com o Norte Europeu voltaria a fluir pela tradicional Rota da Champagne.

Enquanto tudo isso ocorria, os espanhóis continuavam às voltas com a secular Guerra de Reconquista, iniciada em fins do século VIII para reocupar os territórios ibéricos invadidos pelos mouros (árabes procedentes da África do Norte) a partir de 710. Portugal concluíra sua própria Reconquista em 1249, podendo desde então priorizar seu fortalecimento econômico.

Em 1383, teve início em Lisboa a Revolução de Avis, cujo objetivo era impedir a anexação de Portugal ao Reino de Castela, já que a rainha D. Beatriz (pertencente à Dinastia de Borgonha) era casada com o monarca castelhano. Consequentemente, o filho de ambos reinaria sobre dois Estados com interesses divergentes: para Castela, a Reconquista continuava a ser o objetivo imediato; para Portugal, interessava a expansão do comércio.

A Revolução de Avis concluiu-se em 1385, com a vitória dos portugueses sobre os castelhanos, e o trono lusitano foi assumido por D. João I, iniciador da Dinastia de Avis. Os reis dessa família estavam estreitamente ligados à burguesia, pois foi esta classe social que liderou a revolta contra a rainha D. Beatriz e os senhores que a apoiavam. E eram reis mais fortes que os da dinastia precedente, pois grande parte da nobreza fundiária emigrou para Castela após a queda de D. Beatriz. Na verdade, pode-se dizer que Portugal veio a ser a primeira monarquia centralizada da Europa, embora ainda não alcançasse o estágio do absolutismo.

Os monarcas da Dinastia de Avis e a burguesia portuguesa tinham interesses coincidentes. Todos desejavam iniciar uma expansão marítima que assegurasse a Portugal o controle de pontos comerciais lucrativos, mesmo depois que terminasse a Guerra dos Cem Anos. Para a burguesia, a expansão traria mais lucros; para a Coroa, mais impostos, que lhe proporcionariam os recursos necessários à transformação da centralização em absolutismo.

 

Fatos do Descobrimento do Brasil 2: O contorno da África

As conquistas ultramarinas portuguesas começaram em 1415 com a Tomada de Ceuta, cidade moura que era o terminal das rotas transaarianas – por onde chegavam à região do Mediterrâneo os produtos da África Negra: ouro, marfim, pimenta-vermelha e escravos. O fato de Ceuta estar localizada no litoral africano do Mediterrâneo, e não na costa do Atlântico, prova que os portugueses, naquele momento, não tinham a mais remota intenção de alcançar as Índias.

Todavia, a tomada de Ceuta revelou-se um fracasso comercial. Os mouros desviaram suas rotas para outra cidade – Tanger – que resistiu às investidas dos portugueses até 1471. Ora, já que as mercadorias africanas deixaram de afluir para Ceuta, caberia aos portugueses buscá-las no litoral africano.
Começou então a grande epopeia portuguesa do reconhecimento da costa da África. Superando temores e preconceitos em relação a mares e terras desconhecidos, os lusitanos, em viagens sucessivas, avançaram em direção ao sul do continente.

Inicialmente, o progresso foi muito lento, pois Portugal dividiu seus esforços marítimos com os combates terrestres para defender Ceuta e conquistar Tanger. A Ilha da Madeira foi descoberta em 1419 e os Açores, em 1431; mas o Arquipélago de Cabo Verde só foi atingido em 1444, quando Portugal passou a se dedicar, com intensidade crescente, ao comércio de escravos negros.

Em 1453, os turcos tomaram Constantinopla, privando genoveses e venezianos de sua principal fonte de produtos orientais. Esse golpe repercutiu em Portugal, cujo papel de intermediário comercial entre Itália e Flandres foi drasticamente reduzido.
Aliás, naquele mesmo ano, terminou finalmente a Guerra dos Cem Anos. Para os portugueses, intensificar suas atividades na costa da África tornou-se então uma questão vital.

Por outro lado, o fluxo de especiarias para a Europa, reduzido ao porto de Alexandria, sofreu forte diminuição, elevando às alturas os preços dos produtos orientais. Conviria, portanto aos portugueses acelerar o processo da expansão ultramarina – fosse para aumentar os lucros com o comércio africano, fosse para descobrir um caminho marítimo que levasse às Índias e permitisse a aquisição das especiarias na própria região produtora.

A partir de então, as viagens portuguesas se amiudaram. Em 1471, foi alcançada a Costa da Mina (atual Gana), rica em ouro. Em 1482, descobriu-se a foz do Rio Congo. E em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo das Tormentas (depois Cabo da Boa Esperança), provando que era possível passar do Oceano Atlântico para o Índico.

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Publicado em:História,Matérias,Revisão Online

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