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Feudalismo Europeu Revisão de História por Vestibular1

História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu

 

História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu

Resumão – Revisão de Matérias – História – Revisando seus conhecimentos

História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu
Ensino de História com a Professora Zezé

Orientação de História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu:
A primeira etapa é um texto resumido.
A segunda faça um breve fichamento com o que entenderam da leitura, para minha análise.
A terceira seria questões dissertativas sobre o texto, solicitando envio das
resposta para análise da professora.

1a. Etapa – História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu
Feudalismo Europeu

A idade média européia, estrutura sobre a qual Greyhawk se baseia, é sinônima de feudalismo – uma forma de organização social, política e econômica muito particular, onde, em um contexto europeu, o poder político era descentralizado, a Igreja Católica exercia o papel de agente determinador dos valores morais e onde a economia era mal organizada – baseada na agricultura de subsistência e no comércio de trocas. Como então podemos admitir a declaração de que Flanaess é medieval se a maneira como a divisão política, ideológica e econômica se diferenciam tanto do modelo feudal? Oras, uma breve observada no mapa do continente Flan e podemos logo de cara notar fronteiras bem definidas e o leitor ainda encontra – desta vez nos manuais do cenário – diversas alusões aos reis, duques e condes e sobre como suas decisões forjaram a história da cada país.
Fronteiras bem definidas, sentimento de nação e reis tomando a frente de decisões políticas. Nenhuma destas proposições condiz, de fato com um mundo feudal.

Vou explicar: Uma sociedade feudal se caracteriza pela divisão do poder entre diversos Senhores Feudais (cujos domínios não se limitavam apenas à cidade murada nas quais viviam, mas sim a todo um território, não bem definido, ao redor de sua cidade). Estes senhores possuíam em comum, muitas vezes, laços sanguíneos e igual quantidade de poder.
O que diferenciava um senhor do outro eram suas posses, suas riquezas e a tradição de sua linhagem. Neste conceito de linhagem e riqueza é que se sobressaía a figura do rei, senhor feudal como todos os outros mas que, por razões particulares reservadas para uma discussão histórica, possuía respeito e status suficiente para ser chamado como tal.

O papel do rei no mundo feudal é muito menor do que se imagina uma vez que, embora seus domínios pudessem se chamados de capital, as noções de unidade política e país não correspondiam às nossas atuais. O rei era apenas aquele em torno do qual os outros senhores feudais se reuniam para a tomada de decisões, para o julgamento de questões envolvendo dois feudos diferentes. Assim, o rei exercia o papel de juiz, decidindo por uma opção que desse equilíbrio à região.
Um reino medieval nada mais é do que um conjunto de feudos que se relacionavam (e muitas vezes se uniam) por causa das proximidades culturais existentes entre eles tais como a língua, os costumes, a descendência e etc e quando surgia um conflito de proporções continentais o rei era também aquele que, junto com outros senhores feudais, podia formar pequenos exércitos capazes de defender o território que representava seu reino.

A dificuldade de entender esses conceitos e aplicá-los no contexto histórico de Flanaess é que me motivou a iniciar este artigo. Quando comecei a estudar a fundo a maneira como se organizava o estado na idade média e então comparei seus conceitos com as estruturas narradas nos manuais de Greyhawk quase cheguei a crer que a conotação Fantasia Medieval devesse ser substituída por Fantasia Clássica ou Fantasia Moderna.
Somente depois de alguma reflexão é que constatei meu engano. Gary Gygax quando escreveu Greyhawk não expôs o lado político e social em sua obra; não por negligência, mas sim porque, na qualidade de historiador, sua atenção fora voltada para o desenrolar das tramas que conduziram os povos do cenário, através de séculos, até a formação dos estados apresentados no Guide to the World of Greyhawk. Gygax, no entanto, não explicou como aquela formação demonstrada no guia deveria ser encarada – talvez porque presumisse, inconscientemente, que todos entenderiam, como ele, que aqueles reinos não passavam de feudos como os europeus.

Tomando os principais manuais de Greyhawk (Guide to the World of Greyhawk, From the Ashes e Living Greyhawk Gazetteer) podemos perceber que as maiorias dos países são classificadas como monarquias feudais, daí a importância de entender o que são os feudos. Há uma inerente tendência de jogadores e mestres encararem o rei como aquela figura centralizadora do poder, de palavra e decisões inquestionáveis. Esta imagem reflete a disposição de um rei absolutista, personagem de uma monarquia absolutista e não de uma monarquia feudal.
Em um país de governo feudal o rei é, conforme citado no início do artigo, mais um dentre vários senhores feudais e sua importância se dão apenas porque ele, através de manobras políticas, consegue reunir estes senhores para governar o reino.

Um exemplo prático do cenário é Furyondy, onde cada família tem um representante (os senhores feudais) e um território sob seu domínio (as províncias). Belvor IV, rei de Furyondy, é apenas o representante de uma dessas famílias, e governa a província de Fairwain, cuja capital é Chendl. A importância de Belvor, no entanto, se dá porque sua família está intimamente ligada à formação do reino e porque sua província é das mais ricas e bem estruturadas da região.

Sua posição como rei não é questionada, posto que é homem justo e bondoso, mas suas decisões são muitas vezes postas em cheque por outros Senhores Feudais que discordam sobre qual a melhor maneira de defender o reino da ameaça de vizinhos como o Império de Iuz. Ou seja, Belvor não é intocável, não é absolutista e por isso não condiz com a imagem de um rei como Luís XIV (rei absolutista Francês), condiz muito mais com a imagem do Rei Artur, figura folclórica, sob cuja bandeira diversos senhores se uniram para a proteção das terras que julgavam serem suas por direito.

Para um paradigma real, Belvor está muito mais para um Carlos Magno do que para um Henrique VIII (que fortaleceu a realeza absolutista na Inglaterra). Significa dizer, portanto, que qualquer senhor feudal pode simplesmente se negar a colaborar com qualquer plano do rei sem que haja retaliação – salvo por um possível enfraquecimento político de sua província. Ainda tomando como exemplo Furyondy, Belvor IV por diversas vezes encontrou dificuldades para convencer os senhores feudais sulistas em formar exércitos para enfrentar a ameaça que Iuz representava, posto que os sulistas estavam insensíveis à iminência de um ataque, pois suas províncias são distantes das fronteiras ameaçadas.

O absolutismo e o movimento cultural que lhe antecede, o renascentismo, só surgirá alguns séculos depois da idade média, finalizando com o que os historiadores chamam de antigo regime. Em um cenário absolutista, situações como a supra citada não ocorreriam; a palavra do rei era ordem e os que dela discordassem eram considerados subversivos e eram exilados ou até mortos, outros nobres já estariam deveras satisfeitos com suas posições políticas – concedidas pelo rei – e não se oporiam e a burguesia, embora financeiramente saudável, não gozava de qualquer poder político para questionar as decisões da corte.

Alguns conceitos hoje arraigados em nossa cultura também não eram parte do pensamento feudal, pois foram desenvolvidos por pensadores iluministas e positivistas séculos depois. Um destes conceitos e, talvez, o mais importante para nós é o conceito de nação. O termo nação, na idade média, era empregado pela ideia de grupo ou a ideia de comunidade política de um local, por exemplo podia-se ouvir a expressão nação européia, mesmo a Europa não sendo um país. Nação, na idade média, deve ser entendida, portanto, como um conjunto de pessoas unidas por laços eternos e naturais, como a língua, história, costumes e até mesmo de etnias, ou seja, laços que de fato sejam existentes ab immemorabili.
No mundo feudal não existia o comportamento nacional, através do qual se forma a ideologia moderna de nação. Ou seja, não havia o sentimento de fidelidade às entidades como França, Espanha e etc. Mas então Furyondy, Nyrond e Keoland, por exemplo, não são nações? Na realidade podemos classificá-los como nações inconscientes, cujas tendências históricas remeteriam ao nascimento de nações modernas. O que importa é que no contexto feudal não havia a fidelidade consciente, havia entretanto um sentimento moral que unia os indivíduos em torno de seus senhores para a manutenção do bem estar.

O conceito de Estado é outro que muitas vezes fica confundido, mas que é de importância para todos que desejam aprofundar mais seu entendimento de feudalismo. O termo estado surgiu para indicar qualquer ordenamento político europeu a partir do século XIII. Mais tarde o termo ganhou mais significância com a gradual centralização do poder e, com a unidade do estado, este conceito pode ser mais bem assimilado. Para resumir e evitar, ainda que talvez tardiamente, que o texto presente se torne enfadonho, passemos logo aos planos que formam o conceito de estado. As extensões físicas, suficientes para permitir a relação entre grupos vizinhos – como os diferentes feudos e o momento institucional, espelhado na organização do poder são os dois fatores combinados que formam o estado, e por isso podemos dizer que no mundo medieval existiam os estados, mas nem sempre nações.

Por fim é importante salientar que as pessoas, durante a idade média, não se uniam para batalhas por que seu país, enquanto nações, estavam sendo ameaçadas. As pessoas lutavam pelo ideal Cristão; e antes de ser francês era mais importante ser católico. Então não creia que os povos de Furyondy e Nyrond batalharam contra Iuz e Ivid para que as bandeiras de seus países tremulassem incólumes, soberanas. Lutaram sim, mas pela manutenção do que acreditavam ser o melhor para a humanidade, lutaram pela bondade e, no contexto de Greyhawk, são as divindades como Heironeous, Rao e etc. que fazem o papel do Cristianismo.

Boa Leitura / Professora Zezé

2a. Etapa – História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu
Faça um breve Fichamento após a leitura acerca do entendimento do texto.
Fundamente alguns pontos importantes.
Ressalto que o fichamento consiste em armazenar informações relevantes. Ou seja, um resumo sintetizando o conteúdo do texto.

3a. Etapa – História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu

Questões sobre o texto
Faça um breve resumo do que fora entendido da matéria.
O que você entendeu por Fato Social?
O que levou Durkheim a desenvolver o estudo dos Fatos Sociais e o Suicídio?
Você considera o aborto e o crime um fato normal como estudou Durkheim?

Continue estudando História com a Professora Zezé:
Primeira Aula – Contexto da Independência

Segunda Aula – Positivismo

Quarta Aula –  Invasões e Vassalidades

Resenha: História e Memória

Veja também:
História Cultural

Ensaio sobre as Guerras Mundiais

 

Aproveite e faça também os simulado de história antiga, sistema feudal

 

História com a Profa. Zezé Feudalismo Europeu

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