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Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento por Vestibular1

Revisão de Português: Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento

Português: Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento

Resumão – Revisão da Matéria de Português – Revisando seus conhecimentos
Português: Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento

Revisão de Português: Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento

 

Figuras de Linguagem
Figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são recursos especiais de que vale quem fala ou escreve, para comunicar à expressão mais força e colorido, intensidade e beleza.

Podemos classifica-las em três tipos:
• Figuras de palavras (ou tropos)
• Figuras de construção (ou de síntese)
• Figuras de pensamento
O estudo das figuras de linguagem faz parte da estilística.

Figuras de Pensamento
Figuras de pensamentos são processos estilísticos que se realizam na esfera do pensamento, no âmbito da frase. Nelas intervém fortemente a emoção, o sentimento, a paixão.

Eis as principais figuras de pensamento:
• Antítese: Consiste na aproximação de palavras ou expressões de sentido oposto. É um poderoso recurso de estilo.
Exemplos:
“Última flor do Lácio, inculta e bela, és, a um tempo, esplendor e sepultura.” (Olavo Bilac)
“A areia, alva, está agora preta, de pés que pisam.” (J. Amado)
“Como era possível beleza e horror, vida e morte harmonizaram-se assim no mesmo quadro?” (Érico Veríssimo)
“Quando a bola saía, entravam os comentários dos torcedores.” (Carlos Eduardo Novais)

• Apóstrofe: É a interrupção que faz o orador ou escritor para se dirigir a pessoas ou coisas presentes ou ausentes, reais ou fictícias.
Exemplo:
“Abre-se a imensidade dos mares, e a borrasca enverga, como o condor, as foscas asas sobre o abismo. Deus te leve a salvo, brioso e altivo barco, por entre as vagas revoltas…” (José de Alencar)
Eufemismo. Consiste em suavizar a expressão de uma ideia molesta, substituindo o termo contundente por um giro, por palavras ou circunlonizações menos desagradáveis ou mais polidas. Exemplos:
Fulano foi desta para melhor [= morreu]
Rômulo contraíra o mal de lázaro. [= a lepra]
Na cidade há escolas para crianças excepcionais. [= retardadas]

• Gradação: É uma sequencia de ideias dispostas em sentido ascendente ou descendente.
Exemplos:
“O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac)
Ele foi um tímido, um frouxo, um covarde.
Um ser limitado, uma ínfima criatura, um grão de pó perdido no cosmos, eis o que o homem é.
Observação: A gradação ascendente denomina-se também clímax, e a descendente, anticlímax.

• Hipérbole: É uma afirmação exagerada. É uma deformação da verdade que visa a um efeito expressivo.
Exemplos:
Chorou rios de lágrimas. Estava morto de sede. Os cavaleiros não corriam, voavam. Quase morri de tanto rir. Estou um século à sua espera. Tinha um mundo de planos na cabeça. “A geada é um eterno pesadelo.” (M. Lobato) “Astrônomos famosos, como Pickereing, inundavam os jornais de notícias.” (Ronaldo de Freitas Mourão)

• Ironia: É a figura pela qual dizemos o contrário do que pensamos, quase sempre com intenção sarcástica.
Exemplos:
Fizeste um excelente serviço! [para dizer: um serviço péssimo]
Vejam os altos feitos destes senhores: dilapidar os bens do país e fomentar a corrupção!
“Um carro começa a buzinar… Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal. Levanto-me, olho a rua e sorrio: é um caminhão de lixo. Bonito presente de Natal” (Rubem Braga)

• Personificação: É a figura pela qual fazemos os seres inanimados ou irracionais agirem e sentirem como pessoas humanas, É um precioso recurso da expressão poética. Esta figura, chamada também animização, empresta vida e ação a seres inanimados.
Exemplos:
“Lá fora, no jardim que o luar acaricia, um repuxo apunhala a alma da solidão.” (Olegário Mariano)
“Os sinos me chamam para o amor.” (Mário Quintana)
“O rio tinha entrado em agonia, após anos de devastação em suas margens.” (Inácio de Loiola Brandão)
Comum é a personificação de conceitos abstratos:
A morte roubou-lhe o filho mais querido.
“Vi a Ciência desertar do Egito…” (Castro Alves)

• Reticência: Consiste em suspender o pensamento, deixando-o meio velado.
Exemplos:
“De todas, porém, a que me cativou logo foi uma … uma … não sei se digo.” (Machado de Assis)
“Quem sabe se o gigante Piaimã, comedor de gente, …” (Mário de Andrade)
-. Como a palavra diz, consiste em retificar uma afirmação anterior. Exemplos:
O sindico, aliás uma síndica muito gentil, não sabia como resolver o caso.
“O país andava numa situação política tão complicada quanto a de agora. Não minto. Tanto não.” (Raquel de Queirós)
“Tirou, ou antes, foi-lhe tirado o lenço da mão.” (M. de Assis)

Veja também: Figuras de Linguagem e de Construção

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Revisão de Português: Figuras de Linguagem e Figuras de Pensamento

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