História Geral Maias - Vestibular1

História Geral Maias

Revisão de História: História Geral Maias

 

História: História Geral Maias

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: História Geral Maias

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História Geral Maias

Os povos que viviam exclusivamente de caça e pesca reuniam-se em pequenos grupos mais ou menos isolados. Na América pré-colombiana, havia um número muito grande dessas tribos, das quais muitas falavam a mesma língua, tinham a mesma conformação física, a mesma organização e os mesmos costumes.

Na península de Iucatan, que fica entre o Golfo do México e o Mar das Antilhas, residam os Maias, que formavam uma confederação de cidades com seu governo próprio. Através das recentes investigações, os arqueólogos estão reconhecendo que os conhecimentos astronômicos e a matemática dos Maias ultrapassou a dos gregos e a dos romanos. O observatório astronômico na cidade Chichenitzá tem suas cúpulas bem mais orientadas que o observatório de Paris, do século XVII.

Os Maias construíram suas casas sobre montículos artificiais de calcário; quando uma casa desmoronava, o lugar era utilizado para depósito de lixo de outras famílias e, algum tempo depois, os futuros moradores construíam um novo piso de gesso sobre os resíduos e uma nova moradia era erguida. Assim, com esse processo, as cidades tiveram continuidade por muitos séculos e milênios.

O astrônomo Luís Arochi, com auxílio de várias fotografias, mostrou o fenômeno da pirâmide de Chichenitzá, no momento dos equinócios de março e setembro, onde o jogo de luz e sombra faz aparecer, progressivamente, sete triângulos projetados nos ângulos da pirâmide. Quando o Sol está em seu zênite o sétimo triângulo aparece no vértice da construção; e ao declinar os triângulos desaparecem do mesmo modo, um a um, sempre perfeitamente isósceles. Este fenômeno prova o grande conhecimento de geometria que tinham os Maias.

A cerâmica daquela época é sofisticada, embelezada com representações artísticas do rosto humano e, de maneira mais frequente, com desenhos figurativos e repetitivos.
Os Maias são considerados o único povo letrado do mundo aborígene americano e sua escrita está preservada nas inscrições dos monumentos e muitos cientistas têm procurado decifra-la.

Segundo os arqueólogos Norman Hammond (Universidade de Brandeford) e Duncan Pring (Instituto de Arqueologia de Londres), um mostruário de diversos tipos de ossos dos antigos depósitos de resíduos já foi escolhido e devidamente classificado, para preencher o quadro sobre o que comiam os antigos Maias. Entre as mais recentes descobertas na região de Cuello está a do colar feito com fragmentos de conchas.

Também foram encontradas no local ferramentas de pedernal (pedra do local) e cabeças de machados. As descobertas antigas de Cuello tinham sido fixadas por volta do ano 900 a.C., mas as recentes escavações fizeram a História retroceder, aumentando-a de outros 1.700 anos. O Dr. Hammond e o Sr. Pring estão certos de que as primeiras descobertas datam do início da civilização maia e não se relacionam apenas com alguns antigos e desconhecidos povoadores da região que desapareceram depois.

Até o momento, a civilização de Cuello parece ser a mais antiga civilização maia. No total, essa civilização deve ter existido por mais de quatro milênios. Começou a declinar depois do ano 900 de nossa era, embora o seu sistema de vida tenha perdurado no Iucatan setentrional, até o momento em que os conquistadores espanhóis ali aportaram e acabaram com eles (século XVI).

Os Maias são, portanto, os habitantes mais antigos das Américas Central e do Sul. Sua história começa num país situado ao sul do México, onde hoje se situam Honduras e Guatemala – a Península de Iucatan.
São originários de povos nômades, que depois de uma longa migração, permanecendo durante anos em vários lugares, lutando contra tribos inimigas, avançaram para península, ainda selvagem; eram tribos provenientes do norte do continente.

O povo se estabeleceu na Península, abateu a floresta para ter terras de cultivo, fundou suas cidades e começou a construir os monumentos.
Os espanhóis chegaram ao local com o povo já em decadência; quando subiram as escadarias dos monumentos e aproximaram-se dos altares erigidos sobre eles, encontraram-nos vermelhos de sangue, pois os Maias sacrificavam seres humanos a seus deuses, principalmente Cuculcã, a serpente de penas.

A população do império dos Maias estava dividida em duas classes: a dos sacerdotes cientistas e a dos camponeses. No período depois da semeadura do milho (cultivo fundamental da economia dos Maias), os camponeses trabalhavam ao lado dos escravos nas construções.
Os grandes blocos de pedra e as esculturas eram arrastados, já que não conheciam meios de transportes; nem animais de carga que não eram feitos a ferro, cobre ou bronze, mas sim com instrumentos de pedra mais dura.

Os sacerdotes cientistas ocupavam tempo demais pesquisando sobre seus calendários e astronomia do tempo, e se descuidavam da vida prática do povo: ao lado de tão alta sabedoria dos astros, os Maias não conheciam nem a roda, nem o arado.
Esse fato de defasagem entre a classe sacerdotal e mais algumas discórdias internas levaram o povo à decadência. Quando os espanhóis chegaram, a civilização maia já estava lentamente se extinguindo.

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Revisão de História: História Geral Maias

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