Jacques, Le Goff História e Memória - Vestibular1

Jacques, Le Goff História e Memória

Jacques, Le Goff História e Memória

RESENHA
Jacques, Le Goff  História e Memória – 5ª edição – 2003 – Editora Unicamp.

História com a Profa. Zezé

Jacques Le Goff, na obra História e Memória, conduz no capítulo intitulado Memória, um estudo sobre a memória de que ela é seletiva, é o conjunto de funções psíquicas pelas quais temos consciência do passado como tal, que inclui a fixação, a conservação, a lembrança e o reconhecimento dos acontecimentos; parte de um sistema informático na quais as informações são introduzidas e conservadas e podem ser posteriormente recuperadas; narrações históricas escritas por testemunhas presenciais; fatos ligados à sua pessoa ou à sua época.

Conjunto de elementos culturais, sociais e históricos que constituem as referências coletivas de um povo, recordar ou fazer recordar. O comportamento narrativo proporciona uma melhor assimilação, ou seja, faz concretizar uma memória plena, desencadeando na linguagem e memória, preservando o passado e o presente através de documentos e monumentos. A memória está inserida em um contexto familiar, social, nacional histórico, onde se constitui em um elemento essencial da identidade, da percepção de si e de um grupo de pessoas.

Pierre Janet considera que o ato mnemônico é fundamental e é o comportamento narrativo da memória falada que provoca sensibilidades, faz com que se crie um imaginário. Aprender e relembrar o acontecido fará com que fiquemos com o melhor ângulo, a melhor fala, as melhores emoções, fontes que irão direto armazenar na pasta chamada memória. Percebemos então que cada tempo histórico segue um modelo de memória de acordo com a civilização ou sociedade do momento.

A memória vem arraigada em cada visão de mundo, maneiras de agir e pensar, crenças, dogmas, julgamentos. A memória social é um dos meios para abordar os problemas do tempo passado e presente da história. Nos dias de hoje podemos analisar partindo do pressuposto dos acontecimentos do Caso Isabella, onde um crime bárbaro foi cometido e a sociedade, já inserida em um tipo de cultura, a partir de pré julgamentos, pré-conceitos e preconceitos, surgirão em uma memória coletiva social negativa em razão da brutalidade dos fatos e do sensacionalismo da mídia.

Na idade Média os velhos eram venerados, eram chamados de homens memórias. Le Goff mostra que os documentos e monumentos, no final do século XIX, sofreram diversas transformações, tornando-se para os historiadores fundamentos para o fato histórico em torno dos positivistas da escola dos Annales, estes passam a ser estudado, criado e usado de forma crítica. Partindo do pressuposto de que cada monumento instaurado, guardado, capitulado nas diversas gerações e civilizações constitui-se um legado genuinamente de documentos e fontes históricas, através de provas, instrumentos e testemunhos.

Notamos realmente uma revolução a partir de documentos e monumentos, proporcionando indiscutíveis teses, sínteses e antíteses, para melhor historiografia. Lucien Lefebvre cita que não há notícia sem documentos e que a história faz-se com documentos escritos e quando da não existência, deverá ser feita e tentar resgatar toda a historiografia. Podemos citar a História das Mulheres nas diversas épocas e civilizações, pois as fontes existentes são escassas. Le Goff alerta para não nos deixar envolver pela revolução documental e fazermos uma reflexão crítica a despeito da história quantitativa, trabalhar essa história serial, submetendo o documento para não se deparar com falsos documentos.

A história quantitativa precisa ser tratada como documento/monumento. Preocupa-se ainda em demonstrar que o documento e monumento independem da revolução documental e que os historiadores percam o foco, ou seja, a crítica documentária, lembrando ser o documento um resultado da sociedade. Conclui-se então que a memória, documento e monumento abarcam a coletividade social, e seguiram sempre juntos com e pelos diversos registros sociais, econômicos, culturais, políticos e de todo o âmbito de lutas e forças para se construir uma memória coletiva da história e na história.

Profa. Maria Jose Caldas

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Continue estudando História com a Professora Zezé:
Primeira Aula – Contexto da Independência

Segunda Aula – Positivismo

Quarta Aula –  Invasões e Vassalidades

Terceira Aula – Feudalismo Europeu

Resenha: História e Memória

 

 

Veja também:
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Ensaio sobre as Guerras Mundiais

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