Literatura Portuguesa - Vestibular1

Literatura Portuguesa

Revisão de Literatura: Literatura Portuguesa

 

Literatura: Literatura Portuguesa

Resumão – Revisão da Matéria de Literatura- Revisando seus conhecimentos
Literatura: Literatura Portuguesa

Revisão de Literatura: Literatura Portuguesa

 

Literatura Portuguesa

Renascimento

Com o século XVI começa uma nova etapa. Os descobrimentos provocam profundos câmbios na sociedade em todos os campos, não só no campo econômico, mas também no social, político e ideológico.

Impõe-se uma nova atitude em todos os aspectos da vida e cria-se uma cultura profundamente antropocêntrica e racionalista, que exalta o poder do homem para dominar a natureza através da razão, e que se opõe frontalmente com a cultura teocêntrica da Idade Média. A valorização do humano, a admiração pela antiguidade e a adoção de modelos e formas literárias clássicas deram lugar àquilo que denominamos Renascimento, Humanismo ou Classicismo.

O Renascimento inspira-se na cultura clássica através dos textos recuperados e que foram esquecidos durante a Idade Média, assimilando o espírito da antiguidade greco-latina. Mas no caso português são muitos os estudiosos que negam a existência de um Renascimento literário num sentido lato e falam só dum Maneirismo, um estilo caracterizado pela fuga das regras clássicas e equilibradas, a rejeição da naturalidade e uma procura da originalidade, do novo e do surpreendente. Este período abrange a segunda metade do século XVI e as primeiras décadas do XVII.

 

Autores da Época

GIL VICENTE

Gil Vicente representa uma posição de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Temos poços dados acerca da sua vida, mas sabemos que nasceu na segunda metade do século XV e que foi o organizador das festas da Corte e o seu dramaturgo. O seu grande prestígio permitiu-lhe uma posição crítica de forte interesse.

Está considerado como o fundador do teatro português, mas tem também obras escritas em espanhol e obras de caráter misto onde emprega o espanhol e o português. Nos seus escritos podemos observar uma temática que costuma dividir-se em quatro grupos: pastoril, cavalheira, religiosa e de crítica social.

Os dois primeiros mostram a união do seu autor com a Idade Média. Nas obras pastoris encontra-se o tópico da adoração à Virgem pelo nascimento de Jesus e um desejo de moralização. Nas obras de cavalheira continuam a mostrar uns valores caducos.

A temática mais importante na obra de Gil Vicente é a religiosa, onde encontramos os profundos problemas ideológicos do século XVI e também a temática da crítica social, onde se descreve a nova sociedade portuguesa.

MARIDO: Fomos na volta do mar
quase a quartelar:
a nossa Garça voava,
que o mar s´espedaçava.(…)
AMA: Porém vindes muito rico?(…)
MARIDO: Se não fora o capitão,
Eu trouxera a meu quinhão
Um milhão, vos certifico.

 

SÁ DE MIRANDA

Sá de Miranda foi um autor com uma sólida formação humanística que adquirira numa estada na Itália e que definira a sua obra. Os seus principais escritos são as éclogas, as Cartas e os sonetos, pois o teatro que escreveu tem menos valor.

Na sua temática vemos uma forte atitude moralizadora que realiza através da oposição entre a cidade e o campo. A cidade mostra a degradação da sociedade portuguesa que estava a esquecer os seus verdadeiros valores que para o autor se encontram na pureza do campo.

Não me temo de Castela
donde inda guerra não soa,
mas temo-me de Lisboa
que, ao cheiro desta canela,
o reino nos despovoa.

 

ANTÓNIO FERREIRA

António Ferreira é o poeta mais italianizaste do Renascimento português. A sua obra divide-se em lírica e em dramática.

Na sua poesia aparece uma tendência reflexiva de crítica da sociedade que os descobrimentos tinham criado. Mas é o sentimento amoroso de inspiração petrarquista, totalmente idealizado, o aspecto mais importante nos seus poemas.

Dos mais fermosos olhos, mais fermoso
rosto qu´entre nós há, do mais divino
lume, mais branca neve, ouro mais fino,
mais doce fala, riso mais gracioso

A obra mais famosa dele é a tragédia Castro, com um tema muito tratado na literatura portuguesa: os amores entre Dona Inês de Castro e o Infante D. Pedro. Uma obra que possui os principais elementos da tragédia grega: as três unidades, a presença do destino como força fatal e a moralização

 

LUÍS DE CAMÕES

Luís de Camões representa a síntese do Renascimento português e é o seu máximo expoente.

Na sua obra lírica destaca fortemente a cultura renascentista e a influência petrarquista. A poesia amorosa camoniana responderá aos tópicos da exaltação da mulher amada, mas constitui-se numa das mais profundas reflexões sobre o sentimento amoroso.

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamente descontente,
É dor que desatina sem doer.

A natureza também constitui outro dos temas mais usuais, não só como lugar onde se desenvolve a ação, mas como motivo em si próprio embora os cenários sejam totalmente artificiais e respondam somente a modelos estéticos.

Devemos também referir a sua reflexão da sociedade portuguesa à que critica pelos seus vícios e os seus novos modelos de vida.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Na épica, a obra mais importante é Os Lusíadas, a mais traduzida de toda a literatura portuguesa. Nesta obra conta-se a história de Portugal através de dez cantos onde o povo português é o principal protagonista, sendo consideradas as suas lusíadas, as suas façanhas, como superiores inclusive às dos modelos gregos e latinos.
A temática fortemente vinculada ao momento em que foi escrita tem uma ideologia expansionista, guerreira e nobiliária, mas tem também como motivo principal a exaltação do esforço e do valor humano.

Os Lusíadas têm também uma finalidade moralizante que é mostrada no fim de cada canto e onde se elogiam os valores próprios do Humanismo, como a onipotência do homem e do esforço humano e o valor da glória e da fama como recompensa.

Camões também cultivou o teatro mas não está à altura das demais criações.

 

A Prosa nos séculos XVI E XVII.

O século XVI é a época do maior desenvolvimento da historiografia em Portugal, devido fundamentalmente ao impulso que dão os descobrimentos.

As viagens à Índia e as conquistas africanas são os principais temas de uns escritores, que serão cronistas da Coroa e que têm como objectivo, não o interesse pela história objectiva mas a exaltação nacional.

Também as ordens religiosas tiveram os seus cronistas privativos, que farão uma exaltação das suas respectivas ordens.

Em 1580 Portugal perdeu a sua independência e foi integrada na Coroa castelhana até ao ano 1640. Nesta época abre-se um novo período literário que é o Barroco.

Veja também:
Escola Literária Barroco
Vídeo Aulas literatura Barroco
Resumos de Livros
Biografias de Escritores

Revisão de Literatura: Literatura Portuguesa

Bibliografia
António José Saraiva e Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa. Porto editora. Porto, 1996.
António José Barreiros, História da Literatura Portuguesa. Ed. Pax. Braga, 1989.
Ángel Marcos y Pedro Serra, Historia de la Literatura Portuguesa. Luso-Española de Ediciones. Salamanca, 1999.
José Luis Gavilanes y António Apolinário, Historia de la Literatura Portuguesa. Cátedra. Madrid, 2000.

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