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Absolutismo 2 Revisão de História Vestibular1

Revisão de História: Absolutismo 2

 

História: Absolutismo 2

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Absolutismo 2

Revisão de História: Absolutismo 2

 

Absolutismo 2

Dois anos depois que morreu Carlos IX e subiu ao trono seu irmão, Henrique III, começando a disputa que ficou sendo conhecida como a “Guerra dos 3 Henriques”. Henrique de Guise, muito mais preocupado em conquistar a coroa que defender a fé, fundou com os líderes católicos franceses a Liga Católica, e passou a exercer, juntamente com Catarina de Medicis, forte pressão sobre o rei Henrique III.

Este mandou assassinar Henrique de Guise e foi deposto pela Liga. Aliou-se em seguida com o protestante Henrique de Navarra e cercou Paris. Durante o cerco, em 1589, Henrique III foi assassinado e seu herdeiro legal acabou sendo Henrique Navarra, a quem Henrique III designara seu sucessor. Henrique de Navarra assumiu o trono como Henrique IV, depois de repudiar o protestantismo: “Paris bem vale uma missa”, expressão sua que entrou para a História.

No poder, Henrique IV iniciou a dinastia de Bourbon que substituía a de Valois, reinante na França desde a Idade Média. Depois de se consolidar nas províncias, onde se concentrara a residência da Liga, Henrique IV iniciou a expulsão dos espanhóis, conseguindo em 1598 afirmar um tratado de paz com o rei Filipe, o Tratado de Vervins.

Para pacificar católicos e protestantes, nesse mesmo ano promulga o Edito de Nantes, pelo qual era dada a liberdade de culto aos protestantes, bem como o direito de conservar algumas praças de guerra para sua defesa.
Henrique IV morreu assassinado por um fanático em 1610. Subiu ao trono Luís XIII, e também teve sua mãe como regente.

A perseguição termina com a tomada da fortaleza de La Rochelle, onde os protestantes tinham a se refugiado, e, derrotados, perderam seus direitos políticos e militares. Conservaram apenas sua liberdade de culto. Ainda no plano interno, Richelieu opôs-se a nobreza e criou os ingredientes, funcionários que fiscalizavam as províncias. Externamente procurou aumentar o poder e o francês, chegando a intervir na Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) e com isso garantir os interesses da França na Europa.

Richelieu morreu em 1642 e Luiz XIII, no ano seguinte. Os aumentos dos impostos decretados pela regência revoltaram a burguesia e a nobreza, que se uniram nas chamadas Frondas. Essas revoltas diminuíram o poder real e desorganizaram a França.

No plano social, Luiz XIV promoveu a ascensão da burguesia, dela recrutando alguns ministros como Colbert, promotor da polícia de industrialização. Para controlar a nobreza atraiu-a para a corte, oferecendo luxo, festas e pensão. O palácio de Versalhes passou a acolher cerca de 6.000 pessoas.
Em 1685, redefinindo a política religiosa na França, Luís XIV aboliu totalmente o Edito de Nantes, o que determinou grande evasão de capitais, levados pelos protestantes que deixaram o país.

Com a sua morte em 1715, chega ao fim o seu longo reinado, e, ao mesmo tempo, o fim da supremacia francesa na Europa. Iniciava-se a fase da hegemonia da Inglaterra.

 

O Absolutismo na Inglaterra

O poder real na Inglaterra começou a se firmar no início do século XVI, com a dinastia Tudor. Henrique XVIII segundo rei dessa dinastia, conseguiu impor sua autoridade aos nobres, graças ao apoio da burguesia interessada na expansão comercial. A luta com a igreja permitiu-lhe assumir o controle das propriedades eclesiásticas na Inglaterra. O rei aumentou o seu poder político, assumindo o poder religioso, isto é, tornando-se chefe da igreja Anglicana.

A última filha de Henrique XVIII, Elizabeth I conseguiu aumentar ainda mais o poder real. Durante o longo reinado de Elizabeth (1558-1603), o poder político absoluto foi implantado de fato.
A dinastia Stuart (1603-1688) tentou obter a legalização do seu poder real. Na mesma forma que a monarquia francesa, os Stuarts mantiveram-se no poder, promovendo equilíbrio entre as ordens sociais (senhores e burguesia capitalista em Franca ascensão). A política religiosa pendeu para o catolicismo, que confirmava o direito divino no poder real.

A administração do país foi organizada da seguinte maneira: o Conselho Privado, composto por elementos indicados diretamente pelo rei, tinha caráter consultivo e executava as determinações reais em matéria de finanças, leis, nomeação dos juízes provinciais, relações exteriores e convocação do Parlamento; várias comissões preparavam os assuntos a serem discutidos pelo Conselho; o gabinete particular do rei, composto por três secretários secretos, informava-o sobre problemas de várias naturezas; a Justiça era exercida por tribunais especiais.

As rendas reais advinham das propriedades particulares do rei, dos cargos administrativos que ele vendia e dos monopólios que concedia. O aumento de impostos dependia da aprovação do Parlamento.
A afirmação absoluta do poder real provocou um choque com o Parlamento. A política de uniformização religiosa, por sua vez, deu origem a revoltas, que aumentaram com a tentativa de voltar a cobrar antigos impostos caídos em desuso. Os escoceses (que naquela época faziam parte da Inglaterra) recusaram-se a pagar esses impostos e a aceitar as imposições religiosas.

Sua revolta tornou necessária a convocação do Parlamento, que se negou a apoiar o rei, exigiu a morte de dois dos seus ministros, suprimiu os impostos antigos e decidiu que deveria ser convocado regularmente (cada três anos).

O rei Carlos I, compreendendo que os parlamentares queriam priva-lo do poder absoluto, tentou um golpe político mandado prender os principais deputados oposicionistas. Consumou-se a ruptura entre o rei e o Parlamento, dando início à guerra civil que limitou o poder absoluto, contribuindo a longo prazo para o estabelecimento do regime de governo parlamentarista na Inglaterra.

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Publicado em:História,Matérias

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