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Brasil Período Regencial

Revisão de História: Brasil Período Regencial

 

História: Brasil Período Regencial

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Brasil Período Regencial

Revisão de História: Brasil Período Regencial

 

Brasil Período Regencial

Situação política

No período do primeiro império D Pedro I abdicou o trono para seu filho que na época era menor de idade e assim constituiu no Brasil o período regencial.
A constituição do império estabeleceu que o Brasil fosse governado por três regentes eleitos pelo poder legislativo, enquanto o imperador não atingisse a maioridade.

Naquela época a vida política do país era dominada por três grupos políticos: os restauradores, que lutavam pela volta de D Pedro I e defendiam o regime absolutista. Os liberais moderados, que defendiam a monarquia, mas sem absolutismo; queria manter a escravidão e a ordem nacional.
E finalmente, os liberais exaltados, que lutavam pela descentralização do poder e pela autonomia administrativa das províncias.

 

Origem de liberais e conservadores

Os restauradores e os liberais exaltados tiveram seu poder cada vez mais reduzido. Então a cena política brasileira teve uma grande mudança, o grupo progressista e a dos regressistas tomaram posse da política, sendo que os últimos faziam parte dos moderados.

As principais diferenças entre esses grupos são:
• Progressistas: eram favoráveis a um governo centralizado.
• Regressistas: era favorável ao fortalecimento do poder legislativo e contrário a liberdade administrativa das províncias.

Em 1840 os regressistas assumiram a denominação de partido conservador e os progressistas de partido liberal. Esses dois grupos dominaram toda a vida política brasileira durante todo o segundo reinado.

 

Fases do período regencial

O período regencial passou por três fases:
1. Regência trina provisória
2. Regência trina permanente
3. Regência una

 

Regência trina provisória

Na data de abdicação de D Pedro I a assembleia nacional estava de férias, assim os poucos políticos que lá encontravam resolveram eleger uma regência provisória para governara nação até a volta.
Essa regência teve duração de aproximadamente três meses. Entre as principais medidas tomadas pela regência provisória, está:

• Volta dos ministérios dos brasileiros
• Suspensão parcial do uso do poder moderador pelos regentes
• Anistia às pessoas presas por motivos políticos

Apesar de manter as estruturas do antigo império, às atitudes tomadas pela regência trina provisória foi de caráter liberal e antiabsolutista.

 

Regência trina permanente

Reunindo senadores e deputados de todo o Brasil, a assembleia geral elegeu a regência trina permanente. A nova regência era composta pelos deputados João Bráulio, José da Costa Carvalho e Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.

Para impor a ordem, o governo precisava de uma força militar fiel, não podia ser os militares, pois a qualquer momento poderiam revoltar contra o governo. Assim a solução criada foi à criação da Guarda Nacional: uma policia de confiança do governo e das classes dominantes agrárias.

 

Grande reforma na constituição

Em 1834, aconteceu uma grande mudança na constituição, onde foi instituído o ato adicional, que dizia: a regência seria exercida por apenas um regente, com mandato de quatro anos. Extinguiam-se o conselho do estado e criava as assembleias legislativas das províncias.

O ato adicional foi considerado importante marco para o avanço liberal durante o império. E do mesmo modo ele uniu a centralização do poder na mão de somente um governante e também deu autonomia às províncias.

Outra composição do ato adicional foi à divisão das forças políticas em duas: os progressistas, que aprovavam o governante e os regressistas que eram contra. Desse modo as primeiras eleições tiveram a vitória do progressista padre Feijó. Porem na eleição legislativa quem elegeu o maior número de representantes foram os regressistas.

 

Regência Una de Feijó

A grande rivalidade dos regressistas e progressistas tornava o país um palco de discussões políticas em que o grande alvo era o regente. Alem disso a situação socioeconômica da população brasileira eram precária, alguns passavam fome nas ruas e a burguesia brigava em trono dos seus interesses.

Vendo tudo aquilo acontecer à população não podia ficar de braços cruzados, então várias revoltas estouraram no país, principalmente reivindicando a situação de vida no país e também o excesso de poder dos governantes, que na verdade era uma grande aristocracia (o governo de poucos).

Entre as principais:
• Cabanagem (Pará)
• Farroupilha (Rio Grande do Sul)
• Balaiada (Maranhão)
• Sabinada (Bahia)

Outro motivo da reivindicação era o grande mercado exportador, onde tudo que se produzia aqui era destinado ao mercado consumidor e os alimentos que abastecia a população eram de importações, tendo assim um alto preço.

As temerosas revoltas populares foram fortemente abafadas pelas tropas da guarda nacional, com grande número de mortes e feridos. Porem o grande culpado disso tudo foi o regente Feijó que deixou a situação do país descontrolada. Os regressistas descontentes fizeram grande pressão ao regente que em pouco tempo renunciou o cargo.

O próximo regente eleito foi o regressista Araújo Lima que preparou a lei de interpretação, dizendo que os cargos das províncias seriam eleitos por indicação da corte e não por uma eleição dentro da província, assim os aristocratas rurais, principais responsáveis das rebeliões, tinham altos cargos dentro da província, podendo assim criar direitos em beneficio de seus lucros. Enquanto isso a população pobre era deixada de lado e a nobreza tomava conta de um país imenso.

 

Golpe da maioridade

Como os regressistas estavam no poder, os progressistas tiveram uma tacada muito inteligente para retomar o poder: eles criaram o clube da maioridade, onde os membros lutavam para a antecipação da maioridade de D Pedro II.

Depois de vários acordos e discussões Dom Pedro de Alcântara foi aclamado o imperador com 15 anos incompletos, dando inicio ao fim do período regencial e o começo do segundo império.

Revisão de História: Brasil Período Regencial

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