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Brasil Primeiro Reinado 2 Vestibular1

Revisão de História: Brasil Primeiro Reinado 2

 

História: Brasil Primeiro Reinado 2

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Brasil Primeiro Reinado 2

Revisão de História: Brasil Primeiro Reinado 2

 

Brasil Primeiro Reinado 2

Confederação do Equador
O autoritarismo de D. Pedro I provocou grande revolta nos políticos de pensamento liberal. A resposta mais energética dos liberais às atitudes autoritárias de D Pedro I explodiu no nordeste a confederação do Equador liderada pela província de Pernambuco.

Nessa época o nordeste apresentava uma grande crise econômica pelo fato da queda das exportações do açúcar, essa crise atingia todas as classes sociais desde os mais ricos aos mais pobres. Sendo assim diferentes setores da sociedade se uniram contra o governo e a ideia contraria a monarquia.

Os principais focos da revolta eram as cidades de Recife e Olinda, mas de maneira geral a revolta se espalhou para o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas.
As províncias rebeldes pretendiam fundar um novo estado no nordeste, independente do governo. Ele se chamaria Confederação do Equador e a forma de governo seria a republica federalista.

Assim os lideres democráticos da confederação defendiam a extinção do trafico negreiro. Essas ideias, porem, assustaram a classe mais ricas que dependiam dos escravos financeiramente, em que os mesmos abandonaram o movimento. Abandonado pela elite o movimento consequentemente enfraqueceu e não conseguiu resistir ao ataque das tropas do governo. Atacados por mar e terra, os revolucionários da confederação do Equador foram derrotados, presos e condenados à morte.

Guerra da cisplatina
O território que corresponde ao Uruguai era a antiga colônia do sacramento, fundada pelos portugueses e colonizada pelos espanhóis. Os habitantes da Cisplatina, não aceitavam pertencer ao Brasil, pois tinha idioma e costumes diferentes.
Em 1825 explodiu o movimento de libertação da Cisplatina, apoiado pela Argentina. Reagindo a revolta D. Pedro I atacou a Argentina, o que o obrigou a gastar muito dinheiro publico, agravando os problemas econômicos do país.

A guerra da Cisplatina terminou em 1828, quando foi assinado um acordo entre as partes do conflito. Mas uma vez a Inglaterra agiu como mediadora. A guerra da Cisplatina e seu desfecho desfavorável ao Brasil contribuíram para desgastar a imagem política de D. Pedro I.
O dinheiro gasto na guerra causou grande desequilíbrio à economia brasileira. A crise econômica mostrou toda sua força em 1829, quando foi decretada a falência do país.

Abdicação de D. Pedro I
Vários fatores foram se somando contra a impopularidade do imperador, entre esses destacam:
Fatores políticos: o estilo autoritário de D Pedro I gerava a reação tanto de políticos liberais quanto de moderados. Acrescenta-se a isso o conflito entre o partido português e os brasileiros, devido ao envolvimento de D. Pedro I com a sucessão monárquica portuguesa.

Fatores econômicos: a balança comercial brasileira acumulava déficits em função do desequilíbrio entre os gastos com as importações e a receita declinante das exportações e a divida externa aumentou.

Estopim da crise: em novembro de 1830, foi assassinado em São Paulo e jornalista Libero Badaró, um importante líder da imprensa de oposição. A impunidade do mandante do crime provocou uma onda de indignação nacional e repercutiu contra o autoritarismo governamental do império.

Ultima cartada de D. Pedro I
Tentando impedir uma revolta geral da sociedade, D. Pedro I organizou um ministério formado só por brasileiros. O imperador demitiu o ministério dos brasileiros, que não obedecia totalmente a suas ordens e nomeou um novo ministério composto só de portugueses.

A aristocracia rural, os políticos liberais e até mesmo a tropa imperial uniram-se contra o imperador. Percebendo a difícil situação em que se encontrava, o imperador decidiu abdicar o trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, um menino de apenas cinco anos.

Rumos da abdicação
A abdicação representou a derrota dos grupos absolutistas de partido português e a vitória dos brasileiros. Com astúcia, os ricos dirigiram a oposição a D. Pedro I, utilizando as classes populares como a massa de manobra.

O desfecho foi previsível: assim que o imperador deixou o país, as classes ricas assumiram o poder e expulsaram os representantes das classes populares da cena política.
Afinal não era apenas D. Pedro I o único obstáculo à realização de uma ordem social mais justa e mais democrática.

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Publicado em:História,Matérias

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