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Colonização da América do Norte Vestibular1

Revisão de História: Colonização da América do Norte

História: Colonização da América do Norte

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Colonização da América do Norte

Revisão de História: Colonização da América do Norte

 

Colonização da América do Norte

No século XX, os EUA se consolidaram como a maior potência econômica e militar do globo terrestre. Sua política imperialista, com base econômica fundada no sistema capitalista, impulsiona um processo de dominação que, dizima culturas e leva países pobres a um imenso grau de dependência. Porém, nem sempre, esse país foi uma potência.

Assim como o Brasil, os Estados Unidos da América também tem um passado colonial, o qual “foi uma consequência do aparecimento do capitalismo na Europa”. Então, como se deu esse processo? Quais os atores que participaram dessa trama? E Como se deram as transformações sociais neste território?

Os Primórdios

O processo de colonização da América do Norte está inserido no contexto do expansionismo europeu ou a busca de novos caminhos para o Oriente, que se deu no fim da Idade Média, os quais portugueses e espanhóis foram pioneiros. No caso norte-americano, franceses, suecos, holandeses, espanhóis e ingleses empreenderam expedições no Atlântico Norte com o intuito de chegar às índias.

A Inglaterra chegou tardiamente nessa “corrida’, pois, nos séculos XVI e XVII, atravessava problemas internos. Com a ascensão da burguesia, através do controle do Parlamento e a limitação dos poderes da monarquia e seu subjugo, a Inglaterra se lança ao mar.

Antes desse período, a Espanha e as outras potências do norte europeu ocuparam a América do Norte. “Mas a consolidação do poder britânico causou a eliminação total da competição colonial holandesa e sueca na América, a expulsão da França da Nova Escócia e Canadá e o retrocesso da fronteira espanhola para o sul da Flórida”.

O período colonial dos EUA durou um século e meio. Indo desde o início do século XVII ao final do século XVIII, em 1776 com sua independência. Nesse momento da história norte-americana, que vai da República de Cromwell à Revolução Industrial, no século XVII, a exploração colonial do novo mundo fica a cargo de companhias comerciais, como a companhia de Londres.

Europeus, Índios e Negros

Com a transição do feudalismo para o capitalismo, várias mudanças ocorreram na Europa. Nesse contexto, há uma ruptura nas relações “paternalistas” do sistema feudal, gerando um grande contingente de miseráveis. A Inglaterra se enquadra nessa situação.
Dessa forma, “as colônias inglesas serviram de válvula de segurança para as altas pressões sociais provocadas pela exploração e opressão nos estados europeus e isso continuou até boa parte do século XX”. Com isso, levas de europeus foram mandados para as colônias inglesas nas Américas, entre elas as 13 colônias que deram origem aos EUA Esses europeus se concentraram principalmente nas colônias do norte.

Em relação aos negros, o escravo africano já era conhecido na Europa desde a Idade Média. Os povos da África sofreram durante séculos as atrocidades promovidas pelos europeus com a captura e o tráfico.
“No tráfico de escravos, lucros fabulosos, dobrando e quintuplicando os investimentos iniciais em uma ou duas viagens, foram obtidos pelos ricos de toda Europa e, mais tarde, pelos mercadores do Novo Mundo, especialmente os da nova Inglaterra”. Os negros se encontravam, principalmente, nas colônias do sul, onde prevaleceu a agricultura com base na grande propriedade.

No tocante aos povos nativos, a política inglesa foi a do genocídio. Pode-se afirmar que, em relação ao tamanho do território, a população nativa era bem esparsa, cerca de 200.000 habitantes. Esse grupo estava dividido em dois grandes grupos étnicos: Iroqueses e Algonquianos.

“Sua cultura correspondia à Idade da Pedra, e o único animal domesticado era o cão. Viviam da caça e da pesca, e de uma forma muito superficial de lavoura”. Suas terras eram comunais, a caça só se realizava em determinadas áreas, por grupos distintos. Seus chefes eram os mais velhos do grupo e as decisões eram sempre voltadas para a coletividade.

As atrocidades cometidas pelos europeus em relação ao Indígena foram as mais diversas, indo da violência física, contaminação por doenças e o etnocídio. Vários são os relatos de massacres contra os nativos americanos. Um relato do Governador holandês Keitt, em Nova Amsterdã (Nova York) no ano de 1643 é estarrecedor e demonstra a política de genocídio promovida pelos europeus:

“Ouvi uma grande gritaria e corri às muralhas do forte… nada vi senão o tiroteio, e escutei os gritos dos selvagens assassinados durante o sono… quando se fez dia, os soldados retornaram ao forte, tendo massacrado oitenta índios e considerando o que haviam realizado como um feito digno dos romanos… bebês foram arrancados aos peitos das mães e despedaçados a cutiladas na presença dos pais, e os pedaços foram jogados ao fogo e a água, e outras crianças de colo, estando atadas a pequenas pranchas, foram cortadas, espetadas, trespassadas e miseravelmente massacrados de maneira a comover um coração de pedra. Algumas foram lançadas ao rio e quando os pais e as mães se empenhavam em salvá-las os soldados não permitiam que retornasse à margem, mas faziam com que ambos e as crianças se afogassem”.

Enfim, dos índios os europeus usurparam as riquezas, a terra e as técnicas de sobrevivência. Houve resistência por parte dos nativos, mas, não foram párias para a ferocidade europeia.

As relações coloniais

A relação Colônia X Metrópole é única a qualquer modelo de colonização, seja, portuguesa, espanhola ou inglesa. Assim, “as colônias foram estabelecidas e existiram para o fim de enriquecer… e realçar seu poder”, no caso, a Metrópole. As colônias eram fornecedoras de matéria-prima e força militar. Pois, as grandes potências europeias viviam em constantes conflitos por mercados e, por conseguinte o poder

As guerras

Dentro do contexto da disputa pelo poder por parte das potências europeias, ocorreram inúmeros conflitos armados que envolveram as colônias. Durante os séculos XVII e XVIII, Inglaterra e França mediram forças através da guerra. Destas, quatro são consideradas importantes e ocorreram, também, nas colônias. Então temos: Guerra da Grande Aliança (1688-1697); Guerra de Sucessão Espanhola (1701-1713); Guerra de Sucessão Austríaca (1745-1748); Guerra dos Sete Anos (1756-1763).

O contingente utilizado nesses conflitos, quando se deram nas colônias, tornaram-se de certa forma treinados para a guerra. Nesse período, já existia grupos de grandes proprietários ou uma elite colonial, a qual tinha interesses distintos aos da burguesia inglesa.

Os interesses dessa elite colonial começaram a entrar em choque com os da elite metropolitana. Nas colônias já existiam, além dos latifúndios do sul, pequenas manufaturas no norte. Havia o interesse, por parte dessas elites do Novo Mundo, de expandir o território para o Oeste, mas, esse processo de ocupação do território só foi realizado no século XIX. Esse choque de interesses culminou no processo revolucionário que resultou na Independência das 13 colônias em 1776.

 

Bibliografia:
• APTHEKER, Herbert. Uma nova história dos Estados Unidos: a era colonial. Rio de Janeiro. Civilização brasileira. Professor Francisco A. Júnior.

Revisão de História: Colonização da América do Norte

Publicado em:História,Matérias

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