História da Baía de Guanabara - Vestibular1

História da Baía de Guanabara

Revisão de História: História da Baía de Guanabara

 

História: História da Baía de Guanabara

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: História da Baía de Guanabara

Revisão de História: História da Baía de Guanabara

 

História da Baía de Guanabara

Um passeio histórico, geográfico e geológico pela baía
Em 1501 e 1502 comandada por André Gonçalves, tendo Américo Vespúcio como navegador, uma expedição adentrou á Baía de Guanabara, que tomou pela foz de um grande rio. Américo Vespúcio um cidadão da cidade de Florença na Itália, foi para uma casa bancaria de Sevilha na Espanha e, de lá se envolveu com o comércio marítimo que estava em plena expansão no inicio das grandes descobertas.

Ele era um dos homens que estava envolvido, através da casa bancaria que ele representava em Sevilha, e acaba se tornando também um navegador; viaja inicialmente para á América central e na segunda viagem ele vem para o Brasil, seja 1501 e 1502, em janeiro entra na Baía de Guanabara sendo o primeiro europeu a passar por ela.

O navegador passou pela Baía de Guanabara, deu o nome ao Rio de Janeiro sob a bandeira portuguesa, ele veio no sentido de tomar posse oficial para coroa portuguesa, depois desta viagem Vespúcio se transferiu oficialmente para a Espanha e, passa a viajar sob a bandeira espanhola.

O mais polêmico viajante, pois há muita discussão sobre suas cartas já que descreve suas viagens de maneira tão deslumbrante que parece fantasia. Sua visão e deslumbramento pelo o Rio de janeiro foram notáveis, que em uma de suas cartas descreve ‘’o paraíso não está longe’’; sendo que ouvimos falar disto quando estudávamos, e também aquela famosa questão que ele aqui chegou achou que era um rio e batizou a cidade de Rio de Janeiro, mas uma observação importante é que os navegadores normalmente eram Ibéricos, portugueses e espanhóis tendo influência marcante do catolicismo, consequentemente ia dando o nome do santo do dia a cada lugar, mas Vespúcio em dois locais próximos uns dos outros mudou um pouco esta regra, um chamou de Cabo frio e logo a seguir Rio de Janeiro; um nome que ninguém conseguiu mudar por que em 1512, cerca de dez anos depois já está num dos principais mapas do mundo que é o mapa do cartógrafo turco ‘’Pires Reis’’, que em 1512, quando faz seu mapa que está até hoje na capital da Turquia, menciona o Rio de Janeiro.

Pesquisas geológicas e arqueológicas provam que, há milhões de anos, o Rio e Niterói eram separados apenas por um filete de água, chamado ‘’guana’’ ou ‘’riozinho de nada’’ em paleolês, a linguagem dos paleos, que habitavam a região. Com o passar das eras e o movimento das placas continentais, no caso municipais, as duas margens do “guana’’ foram se afastando, o que provocou a mudança do nome para” guana-epa’’, ‘’epa’’ sendo uma expressão de surpresa e desconfiança usada pelos paleos, que proibiam as crianças de brincar no rio enquanto o movimento das placas não parasse.

Em pouco tempo, a largura do rio tinha aumentado tanto que recebeu o nome de ‘’Guana-bara’’, ‘’bara’’ sendo o equivalente a ‘’seja o Que Deus quiser’’ em paleolês. Porém faço uma pequena observação, pois alguns historiadores debatem e sustentam que o nome Guanabara vem do tupinambá, uma tribo dos Tamoios que viviam na Baía de Guanabara, que se aliaram em 1555 aos franceses, é que chamavam de Guanabara, a baía da água, da água que se encosta, da água que é redonda, nesse sentido o significado tupi da palavra.

O que chama atenção é o processo de separação da baía que se expandiu, levando muitas famílias há optarem entre Rio e Niterói, pois no momento á ligação entre os dois não era possível, logicamente não existia na época um serviço regular como hoje, de barcas, muito menos da ponte, e a única maneira era atravessar o rio, subindo por uma margem até a nascente e voltar por outra, levando muito tempo.
Aqueles que optaram ficar em Niterói, ficaram um pouco revoltados, pois o Rio tinha mais atrativos do ponto de vista cultural, e os que ficaram em Niterói costumavam percorrer a margem bravos, fazendo gestos, até obscenos.

Dos 850 km de extensão litorânea do Estado do Rio de Janeiro, 131 km correspondem ao perímetro da Baía de Guanabara, principal porta de entrada em parte da zona costeira e território fluminense. Ao redor da baía residem cerca de 10,2 milhões de habitantes distribuídos entre 16 municípios: Duque de Caxias, Mesquita, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, São Gonçalo, Magé, Guapimirim, Itaboraí e Tanguá e, parcialmente, Rio de janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis.

A ocupação do europeu começa, com a fundação de uma feitoria por Vespúcio no Rio, falo ocupação do europeu, pois antes da chegada dele existiam várias nações indígenas, a feitoria dentro da Baía de Guanabara, onde Vespúcio criou um entreposto comercial, para o índio cortar o pau-brasil, o contorno todo da Baía era uma vasta floresta de pau-brasil, cerca de três anos depois essa feitoria é destruída por índios de uma das tribos localizadas na própria Baía.

O Rio de Janeiro por sua privilegiada posição geográfica, uma baía onde podia se resguardar uma grande cidade, a beleza exuberante que até hoje nos encanta apesar da poluição, o Rio causa impacto ao estrangeiro, atraindo turistas do mundo inteiro.

Livre dos franceses e sem ameaça dos índios, Mem de Sá escolheu, para fundar a cidade do Rio de Janeiro, um morro bem a cavaleiro, com ampla e plana lombada e cuja praia em frente oferecia calado para as embarcações onde passou a se chamar morro do castelo. O solo de toda a região costeira do Estado do Rio de Janeiro era constituído por manguezais que dificultavam o acesso às áreas interiores, ou por praias que formavam cordões litorâneos de lagunas circundadas por brejos, ou por rochedos.

A Baía de Guanabara seca, afundada em sedimentos, não é apenas uma projeção catastrófica provocada pela velocidade do assoreamento. Era um fato, até sete mil anos atrás. Somente após o degelo da última era glacial o mar invadiu o golfo: Havia uma drenagem dos rios para o mar, mas sem a baía. Os sedimentos mais antigos relacionados ao mar que foram pesquisados no fundo da baía indicam a idade.

Como a última era glacial terminou há 15 mil anos, o degelo progressivo causou aumento do nível do mar e, sete mil anos atrás, surgiu à baía. Há 15 mil anos atrás, por causa da era glacial, o nível do mar chegou a ser 120 metros abaixo do atual. Segundo o geólogo Elmo Amador, a inundação do chamado vale do Guanabara deve ter sepultado registros preciosos da ocupação pré-histórica do local. Antes disso, até 50 milhões de anos atrás, o entorno da baía era cheio de vulcões.

As erupções ajudaram a formar o relevo da serra do Mar. Na primeira década do século XX, já sob o regime da República, as necessidades de expansão comercial e de exportação do café impuseram a criação de um porto dotado de novos equipamentos em substituição á grande quantidade de trapiches que existiam na orla marítima, desde a gamboa até o caju. A construção do porto e sua operação implicaram em grandes aterros na Baía de Guanabara, desaparecimento de ilhas e estreitamento da foz dos Rios Maracanã, comprido, Joana e trapicheiros, fazendo surgir o canal do mangue e, ainda o aterro da vasta zona de manguezais da Cidade Nova.

Conseguiu-se desta forma, além do ganho territorial para ampliação da zona urbana, o saneamento da Cidade, então assolada por endemias, como febre amarela. A região da baía abrange quatro importantes províncias fisiográficas de expressão regional. A escarpa da serra do mar, os maciços litorâneos, a Baixada Fluminense e a Baía de Guanabara.

A Baía de Guanabara limita-se a sudoeste com as bacias hidrográficas da baixada de Jacarepaguá e da lagoa Rodrigo de Freitas; a oeste, com a bacia da Baía de Sepetiba; ao norte com a bacia do rio Paraíba do sul, a Leste com as bacias dos rios Macaé e São João, e a Sudoeste com as bacias das lagunas de Piratininga, Itaipu e Marica.
Nessa mesma bacia localizam-se cerca de 35 rios e riachos que afluem para a Baía de Guanabara, sendo os principais os rios Macacu, Iguaçu, Estrela e Sarapuí.

Falando um pouco sobre a baía, sempre vem em mente relatos interessantes e que de forma pitoresca, não poderia ficar de fora. Em 1705 o governador do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Moraes, o Vaca, para proteger a cidade do perigo de invasões, teve uma ideia de bloquear a entrada da baía de Guanabara.

O governador manda amarrar uma corrente de ferro na fortaleza de Santa Cruz, na ponta de Jurujuba, em Niterói, e a estica até o Forte de São João, na Urca, no Rio de janeiro. São 1800 metros de extensão. O peso da corrente formou uma barriga gigantesca, e seis anos depois as galés francesas cruzam a corrente sem nenhuma dificuldade e invadem a cidade, identificando a lucidez de nossa defesa.

Em 1757, chega ao Rio uma esquadra francesa, o governador Gomes freire de Andrade, o conde de Bobadela, permite que os navios dos tradicionais rivais dos lusitanos joguem os ferros. Há um surto de escorbuto a bordo e vários doentes precisam de cuidados. Em poucas semanas os marujos se recuperam e, o comandante De La Flaute oferece uma festa a bordo em homenagem ao governador, que comparece consternado.

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