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Revisão de História: Principais Pensadores e Escolas do Iluminismo

 

História: Principais Pensadores e Escolas do Iluminismo

Resumão – Revisão da Matéria de História – Revisando seus conhecimentos
História: Principais Pensadores e Escolas do Iluminismo

Revisão de História: Principais Pensadores e Escolas do Iluminismo

 

Principais Pensadores e Escolas do Iluminismo

A Filosofia

Na filosofia, encontramos os enciclopedistas franceses. Em 1751, apareceu na França a Enciclopédia das Ciências, das Artes e dos Ofícios, dirigida por Diderot e D’Alembert. Nela, colaboraram grandes filósofos como Voltaire e Rousseau. A Enciclopédia foi uma tentativa de sistematização de todo o conhecimento disponível até então. Nela, criticava-se a religião católica e o absolutismo.

Voltaire (1694 – 1778) preocupou-se essencialmente com questões políticas e sociais. Suas críticas voltaram-se para as relações de servidão e para a Igreja Católica. Era partidário das liberdades burguesas de expressão, propriedade e direitos individuais. Entretanto, para a execução dessas conquistas, Voltaire não preconizava uma revolução social e sim a ascensão ao poder de um soberano esclarecido.

Jean – Jacques Rousseau (1712 – 1778), em seu livro Da Origem da Desigualdade, considerava que o aparecimento da propriedade privada era um mal inevitável. Portanto deveria ser limitada, impedindo-se o aparecimento dos grandes proprietários. Rousseau era um defensor dos pequenos proprietários.
Nesse aspecto, ao contrário dos outros iluministas, aparece como defensor dos pequeno-burgueses.
Em sua obra O Contrato Social, defendeu o ideal democrático de que o soberano máximo deve ser a vontade geral, ou seja, o próprio povo. Suas ideias foram seguidas por alguns líderes da Revolução Francesa, tal como o Robespierre.

 

A Ciência Econômica

A Ciência Econômica refletiu as transformações gerais que ocorriam na sociedade. Surgiram duas correntes principais no pensamento econômico: A Escola Fisiocrática e a Escola do Liberalismo Econômico.
A Escola Fisiocrática: Para os fisiocratas, o trabalho agrícola era considerado o único trabalho produtivo.

Para eles, a liberdade de comércio interior e o progresso da agricultura eram as chaves do desenvolvimento e as condições prévias para o crescimento de uma nação. A Escola Fisiocrática, na teoria, o capitalismo agrário.

Para Quesnay, o principal economista da escola fisiocrática (autor do livro Quadro Econômico), a sociedade de compunha de três classes:
• a classe produtiva, formada pelos agricultores.
• a classe estéril, que engloba todos os que trabalham fora da agricultura (indústria, comércio e profissões liberais);
• a classe dos proprietários de terra, que estava ao soberano e aos recebedores de dízimos (clero).

A classe produtiva garante a produção de meios de subsistência e matérias primas. Com o dinheiro obtido, ela paga o arrendamento da terra aos proprietários rurais, impostos ao Estado e os dízimos; e compra produtos da classe estéril – os industriais.

No final, esse dinheiro volta à classe produtiva, pois as outras classes têm necessidade de comprar meios de subsistência – matérias primas. Dessa maneira, ao final, o dinheiro retorna ao seu ponto de partida, e o produto se dividiu entre todas as classes, de modo que assegurou o consumo de todos.

Para os fisiocratas, a classe dos lavradores era a classe produtiva, porque o trabalho agrícola era o único que produzia um excedente, isto é, produzia além das suas necessidades. Este excedente era comercializado, o que garantia uma renda para toda a sociedade. A indústria não garantia uma renda para a sociedade, visto que o valor produzido por ela era gasto pelos operários e industriais, não criando, portanto, um excedente e, consequentemente, não criando uma renda para a sociedade.

Para Quesnay, era necessário que houvesse uma liberdade de comércio para garantir um bom preço dos produtos. Com isso, criticava o regime de monopólios comerciais do mercantilismo.
A Escola do Liberalismo Econômico: Adam Smith, considerado o pai da Escola do liberalismo econômico, em seu livro A Riqueza das Nações, via o mercantilismo como um sistema econômico errôneo e odioso. Para esse autor, o Estado não deveria intervir na vida econômica, uma vez que desviaria os capitais do emprego mais produtivo para o qual seriam espontaneamente dirigidos. Criticava o monopólio comercial e o sistema colonial.

Para ele, os únicos elementos que ganhavam com o mercantilismo eram os mercadores e manufatureiros. O monopólio elevava a taxa de lucro e os ganhos dos mercadores, mas impedia o crescimento natural dos capitais. Criticou a teoria da moeda defendida pelo mercantilismo, pela qual a riqueza de uma nação era constituída pelo ouro e prata acumulados.

Para esse autor, é o trabalho em geral e não apenas o trabalho agrícola (como nos fisiocratas) que constitui a verdadeira fonte de riqueza da sociedade. Para Adam Smith e David Ricardo (outro representante do liberalismo econômico), a economia deveria guiar-se por si mesma, norteando-se apenas na lei econômica da oferta e da procura, isto é, através do jogo entre produção e consumo (chamamos esse fenômeno de Laissez-faire).

Adam Smith desenvolveu a ideia de que uma “mão invisível” dirigia a economia, evitando suas crises. O liberalismo econômico representou a ideologia da burguesia no período da revolução industrial. Esta burguesia, fortalecida pela exploração colonial e pelos monopólios comerciais, não necessitava mais do amparo do Estado absolutista e da sua política econômica.

A partir daí, o mercantilismo impedia o desenvolvimento do Modo de Produção Capitalista. Estes economistas conseguiram perceber que o desenvolvimento do capitalismo se faz através da exploração do trabalho assalariado.

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Publicado em:História,Matérias

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