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Mudança de Paradigma Introdução Vestibular1

Revisão de Filosofia: Mudança de Paradigma Introdução

Filosofia: Mudança de Paradigma Introdução

Resumão – Revisão da Matéria de Filosofia – Revisando seus conhecimentos
Filosofia: Mudança de Paradigma Introdução

 

Mudança de Paradigma Introdução

Este trabalho é relevante, porque discute sobre o paradigma do “SER” Idade Média e do “CONHECER” Idade Moderna. Dando ênfase ao pensamento de René Descartes.

Mudança de Paradigma Introdução

Desde a antiguidade preocupa-se o homem em desvendar o mundo em que vive. Nos primórdios da Filosofia, os filósofos pré-socráticos, desenvolveram estudos sobre a natureza (physis). Se por um lado, Parmênides defende a tese de que o ser é (imutável, imóvel), por outro Heráclito afirma que o ser não é, pois, o entende como processo e o lança nas malhas do devir (do vir a ser).

O antagonismo entre Heráclito e Parmênides encontra uma solução em Aristóteles em seu conceito de ato e potência – em ato o ser é imutável, já em potência o ser é o vir a ser.
Com Sócrates a Filosofia substituiu seu objeto de estudo, o homem passa a ser o objeto da especulação Filosófica.
Em sua máxima: conheça-te a te mesmo, Sócrates inaugura como maior preocupação a problemática humana e faz da ética o escudo de suas ações.

Na Filosofia Medieval, São Tomás de Aquino, no seu livro o ente e a essência, volta-se para o estudo do ser. Já na Idade Moderna, cuja mentalidade está intimamente influenciada ao movimento Humanista, Renascentista que recuperaram a perspectiva racionalista do mundo, e possibilitam a reorganização da sociedade europeia sobre outras bases políticas, culturais e cientificas, possibilitam o desenvolvimento do capitalismo como ruptura da economia feudal.
A Filosofia medieval dá lugar à Filosofia moderna, novo modelo de pensamento, que está exposto no Discurso do Método de Descartes.

Qual a principal causa e consequência da mudança de paradigma filosófico ocorrida na passagem da Idade Média para a idade Moderna?
Para entendermos um pouco melhor essa questão, vamos primeiro verificar a etimologia da palavra “paradigma”.

Mudança de Paradigma Introdução
Paradigma: é um modelo ou referencial teórico e/ou axiológico (valores) seguido e reproduzido, de modo mais ou menos inconsciente e irresistível, por uma comunidade, cultura, época ou escola (orientação intelectual).

Pode ser entendido das seguintes maneiras: Histórico-filosoficamente e sistemático-filosoficamente.
Histórico-filosoficamente, um paradigma consiste na prioridade lógica (primado) de um problema ou de uma problemática, p. ex., do problema ou da problemática epistemológica (paradigma moderno).

Sistemático-filosoficamente, um paradigma consiste na predominância de uma tendência ou orientação teórica, ou seja, no primado de uma tese ou de um conjunto de teses, p. ex., da tese gnosiológica segundo a qual o sujeito constitui o objeto (paradigma idealista). “GIL, Edson. Apostila”

Descartes inaugura de forma mais acabada o pensamento moderno propriamente dito, é claro, pelo humanismo do séc.XVI, pelas novas concepções cientificas da época e pelo ceticismo de Montaigne.
Entender as linhas mestras do pensamento de Descartes é, portanto, entender o sentido mesmo dessa modernidade, que ele tão bem caracteriza e da qual somos herdeiros até hoje, ainda que sob muitos aspectos vivamos precisamente a sua crise.

O tempo de Descartes é também um tempo de profunda crise na sociedade e da cultura europeia, um tempo de transição entre uma tradição que ainda sobrevive muito forte e uma nova visão de mundo que se anuncia.
O sec.XVI, ao final do qual nasce Descartes (1596), é um período de grandes transformações, de ruptura com o mundo anterior, como vimos.

As grandes navegações, iniciadas já no sec. XV, e principalmente a descoberta da América vão alterar radicalmente a própria imagem que os homens faziam da terra. As teorias científicas de Nicolau Copérnico, Giordano Bruno, Galileu Galilei e Johannes Kepler vão revolucionar a maneira de se considerar o mundo físico, dando origem uma nova concepção de universo.

A reforma de Lutero vai abalar a autoridade universal da Igreja católica no Ocidente, valorizando a interpretação da Bíblia pelo próprio individuo.
A decadência do sistema feudal e o surgimento do mercantilismo trazem uma nova ordem econômica baseada no comércio, com a defesa da livre iniciativa, e no individualismo.

Na arte, o movimento renascentista, ao retomar os valores da Antiguidade clássica, vai opor uma cultura leiga, secular e mesmo de inspiração paga à arte sacra, religiosa, predominante na Idade Média. “MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia, pág.159”

Parece ser universalmente admitido que a meta mais elevada da indagação filosófica é o conhecimento. Em todos os conflitos travados entre as diferentes escolas filosóficas, este objetivo invariável e inabalado: revelou-se o ponto de Arquimedes, o centro fixo e imutável, de todo pensamento. Nem mesmo os céticos pensadores negaram a possibilidade e a necessidade do conhecimento.

Desconfiavam de todos os princípios gerais relativos á natureza das coisas, mas esta desconfiança pretendia apenas despertar um novo e mais seguro método de investigação.
Na historia da filosofia, o ceticismo tem sido, muito amiúde, simplesmente a contrapartida de um resoluto humanismo.

Pela negação e pela destruição da certeza objetiva do mundo externo, espera o cético fazer com que todos os pensamentos do homem voltem a convergir para o conhecimento.
Aristóteles declara que todo conhecimento humano se origina de uma tendência básica da natureza humana, que se manifesta nas ações e reações mais elementares do homem.

Toda a extensão da vida dos sentidos é determinada por essa tendência e dela está impregnada.
Todos os homens, por natureza, desejam saber. Uma prova disto é o prazer que encontramos em nossos sentidos; pois, independentemente da sua utilidade, eles são amados por si próprios; e, acima de todos os outros, o sentido da vista: não só para ver nossas ações, mas para também, quando nada fazemos, gostamos de ver a tudo mais.

A razão é que este sentido, principal entre todos, nos faz conhecer e traz a luz muitas diferenças entre as coisas. 1 “ARISTÓTELES, Metafísica, livro A, apud CASSIRER, Ernst, Antropologia filosófica pág. 17”

Mudança de Paradigma Introdução – Esta passagem é altamente característica da concepção aristotélica do conhecimento em contraposição à concepção platônica. Um panegírico filosófico da vida sensorial do homem seria impossível na obra de Platão, que jamais compararia o desejo do conhecimento com o prazer que encontramos em nossos sentidos.

Em Platão, a vida dos sentidos e a do intelecto está separada por vasto e intransponível abismo. O conhecimento e a verdade pertencem a uma ordem transcendental – ao domínio das ideias puras e eterna.

Essa ideia Platão demonstra em uma representação esquemática, por meio de uma figura geométrica (triângulo equilátero), da estrutura básica da metafísica platônica, tal como esta é depreendida da obra “Republica”, mais especificamente, do mito ou alegoria da caverna.

O triangulo representa, assim, a articulação dos três elementos ou momentos fundamentais da teoria das ideias de Platão, associando cada um deles a um vértice do triangulo: a um dos vértices inferiores, a alma (pensar, eu, sujeito); ao outro, o mundo sensível (ser, natureza, objeto), e, ao vértice superior, o mundo suprassensível ou das ideias (ideia, absoluto, Deus).

O problema (representado pelo triângulo) de Platão consiste na diferença entre os elementos ou momentos indicados pelos vértices inferiores: como pode a alma suprassensível conhecer cientificamente (episteme) o mundo sensível, ou seja, a respectiva “essência” ideal?
A tese ou resposta platônica a esse problema se apoia em duas teorias apresentadas na forma de mitos: o da reminiscência (anemnesis) e o da participação (relação original – copia: metexis).

Assim, por um lado, a alma pode obter conhecimento epistêmico do mundo porque ao entrar em contato com este, ela se lembra das ideias que contemplou antes de nascer, e, por outro, as coisas do mundo são capazes de despertar a lembrança na alma porque são cópias sombras das ideias. “GIL, Edson, Apostila”

O próprio Aristóteles está convencido de que o conhecimento científico não é possível apenas através do ato da percepção. Mas fala como um biologista quando nega a separação platônica entre o mundo ideal e o mundo empírico.

Procura explicar o mundo ideal, o mundo do conhecimento, em termos de vida. Em ambos os domínios, de acordo com Aristóteles, encontramos a mesma continuidade ininterrupta. Tanto na natureza quanto no conhecimento humano, as formas mais elevadas evolvem das formas inferiores.

A percepção dos sentidos, a memória, a experiência, a imaginação e a razão estão todas ligadas por um elo comum; são apenas estádios diferentes e diferentes expressões da mesma atividade fundamental, que atinge sua mais alta perfeição no homem, mas que, de certo modo, é partilhada pelos animais e por todas as formas de vida orgânica. “CASIRER, Ernest, Antropologia filosófica, pág.16,17”

Podemos dizer que até então os filósofos se caracterizam pela atitude realista, no sentido de não colocarem em xeque a realidade do mundo. Na Idade Moderna é invertido o polo de atenção, ao centralizar no sujeito a questão do conhecimento.

Segundo a tradição, o conhecimento decorre da ideia que o sujeito tem do objeto. Mas qual é o critério de certeza para saber se o pensamento concorda com o objeto? As soluções apresentadas dão origem a duas correntes filosóficas, o racionalismo e o empirismo.

Como já enfatizamos acima, um dos defensores do racionalismo foi o filósofo René Descartes (1596-1650), também conhecido pelo nome latino de Cartesius (daí seu pensamento ser conhecido como “cartesiano”), é considerado o “pai da filosofia moderna”.
Nas obras Discurso do método e Meditações metafísicas trata do problema do conhecimento.

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Publicado em:Filosofia

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