História e Princípios Organização Social da Física - Vestibular1

História e Princípios Organização Social da Física

Revisão de Física: História e Princípios Organização Social da Física

 

Física: História e Princípios Organização Social da Física

Resumão – Revisão da Matéria de Física – Revisando seus conhecimentos
Física: História e Princípios Organização Social da Física

 

História e Princípios Organização Social da Física

A física, juntamente com as ciências da natureza, faz parte de um complexo de instituições de grande importância na sociedade contemporânea, não só em função do vulto dos investimentos, como também do contingente humano, do número e da diversidade de organizações comprometidas com sua manutenção e expansão.

Os físicos constituem hoje um grupo de profissionais socialmente prestigiados, formados em organizações próprias.
Dispõem de enormes facilidades de trabalho, como laboratórios, bibliotecas, serviços de intercâmbio e divulgação de informações etc., os quais, em muitos aspectos, têm superado as vantagens conquistadas por grupos profissionais mais tradicionais na cultura ocidental, como advogados e médicos.

Os países desenvolvidos normalmente aplicam cerca de três por cento do produto nacional na investigação científica em geral, dos quais pelo menos metade com as ciências físicas e suas aplicações à engenharia e à indústria.

Também mantêm uma máquina burocrática para a gestão desses investimentos, constituída de órgãos executivos e de assessoria especializada na condução dos assuntos referentes à pesquisa científica pura e aplicada.

A criação desse complexo foi fruto de uma evolução muito lenta, que dependeu do amadurecimento de muitos fatores, demandas e aspirações, não necessariamente ligados à investigação científica, mas originados no grande processo de substituição de cultura que foi o Renascimento.

Na física, essa passagem teve o aspecto de uma autêntica revolução. O sistema de Copérnico e a introdução do método experimental como argumento de prova, devida particularmente a Galileu, abalaram inexoravelmente a herança aristotélica dominante no pensamento filosófico até a Idade Média.

As grandes conquistas da astronomia, que culminaram com a síntese newtoniana, resolveram em definitivo os problemas da navegação, que a ciência da etapa anterior foi incapaz de solucionar.

A demolição do sistema filosófico religioso herdado da cultura anterior, e os frutos práticos na área da navegação libertaram a ciência de sua posição contemplativa, especulativa, e abriram as portas para uma era em que passou a ser encarada como instrumento de transformação.

No âmbito do Renascimento italiano criaram-se as primeiras universidades, que deram margem a novas atividades intelectuais.
Embora dominadas até meados do século XIX pelas heranças filosóficas de inspiração aristotélico-tomista, abrigaram o trabalho de inúmeros contestadores, entre os quais Galileu.

Foram também criadas as primeiras sociedades científicas, a Accademia dei Lincei (1603), em Roma, e a Accademia del Cimento (1651), em Florença.

Esse movimento renasceu na Inglaterra, em 1662, com a criação da The Royal Society, logo seguida da França, com a Académie Royale des Sciences, em 1666, e rapidamente atingiu outros países. Em 1790, estimava-se em 200 o número de academias.

Essas academias nasceram com o intuito de conferir à ciência um novo status. O esboço dos estatutos da Royal Society, redigido por Robert Hooke, em 1663, estabelece essas metas: “O objetivo da Royal Society é aperfeiçoar o conhecimento das coisas da natureza e de todas as artes úteis, manufaturas e práticas mecânicas, engenhos e invenções por meio da experimentação (e não especular sobre divindade, metafísica, moral, política, gramática, retórica ou lógica)”.

Apesar do impulso renovador e do embrião de organização em que consistiam, as sociedades científicas eram organizações muito fechadas, mantidas por seus membros, pessoas de renda própria e posição social.

Não havia remuneração pelo trabalho científico, situação que perdurou até a segunda metade do século XIX, quando as universidades começaram a acolher institucionalmente a ciência.
Somente a partir dessa época o cientista contou com uma organização para a sua formação. Antes disso, todos foram autodidatas.

Outros embriões de organização que apareceram no século XVII foram a criação, em 1672, do Observatoire Royal, em Paris, e do Royal Observatory, em Greenwich, em 1675.

Foram as primeiras organizações dedicadas a setores da física patrocinadas pelo poder central, e sua criação dependeu muito do crédito obtido na solução de problemas astronômicos necessários ao desenvolvimento da navegação.
Também foram as primeiras organizações, e durante muito tempo as únicas, a oferecerem um emprego regular a um especialista.

Durante os séculos XVIII e XIX não houve grandes avanços na organização social da física.
Quase todos foram frutos das demandas surgidas no século XX, em especial as geradas pela primeira e pela segunda guerras mundiais, nas quais se empregaram armamentos sofisticados que exigiram conhecimentos avançados de aerodinâmica, eletrônica, física nuclear etc.

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